ATUALIZAÇÃO: O requerimento é para convocação do senhor ROSSINE AIRES GUIMARÃES – proprietário da Construtora Rio Tocantins, a fim de esclarecer as suas ligações com o Senhor Carlos Augusto Ramos e sua organização.
O deputado Rubens Valente (PR), líder do
PPS na Câmara, irá protocolar na CPMI do Cachoeira, requerimento pedindo explicações às autoridades de Mato Grosso sobre os contratos entre o governo e a Construtora Rio Tocantins – CRT.
O parlamentar se baseia em reportagem de Andrei Meireles, Murilo Ramos e Leonel Rocha da Revista Época, mostrando que até 2010, a CRT não tinha nenhum contrato com o governo de Mato Grosso. Depois da posse do governador Silval Barbosa (PMDB – foto), a empresa conseguiu parcerias com a administração estadual.
“Parece-nos que os negócios do senhor Cachoeira são mais amplos do que se imaginava. Queremos que a CPI ouça os citados neste mais novo episódio, até porque o objetivo do colegiado é o de trazer à tona informações e nomes de pessoas que de alguma forma se envolveram com este gravíssimo escândalo”, justifica Rubens Valente.
Segundo a Revista Época, a CRT, apontada pelo Polícia Federal como um dos braços do esquema Cachoeira, foi contratada pela secretaria estadual de Transporte e Pavimentação Urbana, sem licitação, para uma obra no valor de RS 2.177.600,61. Depois da matéria, Silval Barbosa negou que o governo tenha feito esse contrato e muito menos esse pagamento, mas documentos o desmentem.
Além desse contrato sem licitação, a CRT, que apesar de ser uma construtora, surpreendentemente atua como
locadora de carros também, participou e venceu uma Ata de Registro de Preços – registro formal de preços para futuras aquisições de bens ou serviços -, para fornecimento de 900 carros a serem usados pela Secretaria de Segurança Pública.
A Construtora Rio Tocantins está habilitada para participar de licitações para executar obras da Copa do Mundo.
O senador Pedro Taques (PDT/MT) irá subscrever o requerimento.