Rio de Janeiro, cidade que me seduz, de dia falta água de noite falta Luz

Rio de Janeiro(Giulio Sanmartini) A Light é a concessionária privada de geração, comercialização e distribuição de energia elétrica no Rio d e Janeiro.  É a empresa que mais inspirou os compositores da música popular brasileira, pois é mencionada em 120 canções. Uma das mais famosas associa os neologismos criados pelo cronista social Ibrahin Sued. Tem por título Café Soçaite de Miguel Gustavo (1955) cantada com enorme sucesso por Cyro Monteiro e que diz na sua primeira estrofe

Doutor em anedota e em champanhota,/ estou acontecendo no café soçaite./ Só digo “a chanté”,/  muito merci all right,/ troquei a luz do dia pela luz da light.

Há mais de meio século o carioca tinha a opção de trocar a luz do dia pela da Light, mas atualmente pode trocá-la somente pela escuridão.

Depois do grande e polêmico apagão nacional (10/11), que segundo o governo não foi bem isso, foi “apenas uma falta de Luz”, que por horas deixou mais de 70 milhões de pessoas sem luz em 800 cidades, no Rio de Janeiro os cortes de energia elétrica  estão se repetindo numa freqüência preocupantes.

Foram 4  grandes quedas de energia em duas semanas atingindo moradores de 12 bairros de Norte a Sul do Rio e de Caxias. Quem sofreu mais tempo com o apagão foram os moradores de Leblon, Ipanema, Lagoa, que ficaram sem luz das 15h50 (23/11) até as 14h40 do dia seguinte. Também foram atingidos os bairros de Tijuca, São Cristóvão, Benfica, Ramos, Méier, Penha, Abolição, Jacarepaguá, Sepetiba e parte de Caxias

A falta de luz trouxe prejuízo a empresas e muita dor de cabeça para os moradores dos 12 bairros cariocas que ficaram no breu. Sem energia, alguns moradores de apartamentos não receberam a água bombeada da caixa d’água.

No Edifício Lygia Maria, na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, o porteiro José Orlando Ricardo, 62, tomou banho no apartamento de um zelador amigo. “Moro no último andar. Sou obrigado a subir 146 degraus para chegar em casa”, lamentou José, que perdeu as contas de quantas vezes subiu e desceu as escadas para socorrer moradores.

Na loja de Sorvetes Itália, no Leblon, a proprietária distribuiu os picolés para não ter que jogá-los no lixo. “Meu prejuízo não vai ser menor do que R$ 50 mil”, lamentou Sônia Negri.

O vice-presidente de Clientes e Operações da Light, Roberto Alcoforado,  atribuiu a interrupção no fornecimento de bairros da Zona Sul a falha em três cabos do sistema que abastece a região.

Mas esta  não é  a opinião do engenheiro Clayton Vabo, diretor do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Rio,  ele afirma que: “Durante 10 anos (de 1996 a 2006), a rede subterrânea não recebeu investimentos para a ampliação e manutenção”.

O carioca sempre piadista, vai sugerir uma pequena mudança na logomarca da Light, como mostra a ilustração

(*) Título: Da marchinha “Vagalume” de Vitor Simon e Fernando Martins, para o carnaval de 1954

 

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