(Adriana Vandoni) Começou hoje com Porto Alegre a 10ª edição do Woodstock socialista, o festival da zesquerda chamado Fórum Social Mundial. Bancado com dinheiro público, 20 mil cumpanhêros (já foram 200 mil) irão debater a luta (?), discutir as desigualdades e a conjuntura mundial vista por uma ótica social de exclusão; reclamar da globalização e do capitalismo, para ao final, não produzirem absolutamente nada além de uma carta.
Este ano deve entrar na pauta a dominação do Haiti pelos Estados Unidos, a máquina de fazer terremotos usada por Obama e a necessidade de controlar a mídia.
Alguns participantes aproveitam para vender bijuteria de coco, pena e sementes, sanduiche de alfafa com ricota, incenso e outros produtos, digamos, alternativos.
A Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, doaram cerca de R$ 1,5 milhão, fora passagens e estadias. Nas outras edições, figuras como Hugo Chávez e seu índio foram presenças marcantes, para esta ainda não foi confirmada tão relevante participação.
O ano que eu mais gostei foi 2003, quando um cara muito doidão apresentou uma casa ecológica cujo telhado era pasto. Já pensou a emoção de você estar assistindo TV sabendo que uma vaca pasta na sua cabeça? Orra, meu!
Esta é a reunião do atraso, do retrógrado, da valorização da miséria. Não produzem nada, não querem produzir nada. Debatem temas superados e fracassados no mundo todo. E usam nosso dinheiro para esse turismo transcendental.
A foto ao lado é do acampamento da juventude na edição 2009 do festival.
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