Lula: nunca ninguém viu maior farsante na história desse país

(Giulio Sanmartini) “Quem pensa que vai se livrar de mim porque vou deixar a Presidência vai cair do cavalo. Vou continuar andando por esse país. Vou continuar tomando café na casa de vocês e, se for na hora do almoço, uma caninha produzida por vocês. Se for mais cedo ou mais tarde uma outra coisa qualquer. Quando a gente terminar o mandato, em 31 de dezembro, é que poderemos medir com clareza o que aconteceu no Brasil. E tudo vai ficar muito mais claro” – disse Lula.

Depois de elogiar a relação do governo com os movimentos sociais e as conquistas na área de reforma agrária, o presidente surpreendeu ao fazer duras críticas às greves realizadas pelos funcionários do Incra.

“Não é fácil o trabalho no Incra porque todo dia tem uma greve no Incra. Pense num povo que gosta de fazer greve. O pior é que eles fazem greve para a gente perceber que eles estão em greve. Por isso, o trabalho poderia ser muito melhor”.

É muito irônico ver Lula criticar uma greve. Ele em 1968  ainda se chamava Luiz Inácio da Silva e atendia pelo apelido de Lula, que ainda não tinha incorporado ao nome, filiou-se ao sindicato de sua categoria e no ano seguinte foi eleito para a diretoria da agremiação de São Bernardo do Campo. Todavia sua projeção nacional começou quando eleito presidente do sindicato dos metalúrgicos em 1975, representando mais de 100.000 trabalhadores. Reelegeu-se em 1978. Naquela época, foi uma das lideranças sindicais que restauraram a prática de greves públicas de larga escala, que haviam cessado à época do AI-5. Em maio de 1978 teve início o movimento grevista no ABC e, no ano seguinte, as greves se espalharam por todo o Brasil com grandes piquetes e gigantescas assembléias plebiscitárias.

Em março de 79, 170 mil metalúrgicos pararam o ABC paulista no momento em que o general Figueiredo tomava posse. A repressão policial ao movimento grevista e a quase inexistência de políticos que representassem os interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional fez com que Lula pensasse pela primeira vez em criar um Partido dos Trabalhadores.

Em 1980 estourou uma nova greve entre os metalúrgicos do ABC, que durou 41 dias e terminou com a intervenção do sindicato, prisão de sua diretoria e o seu enquadramento na lei de segurança nacional. Foram 31 dias de prisão.

Como pode se constatar o Partido dos Trabalhadores e Lula presidente são o resultado de greves, não fossem elas, ele ainda estaria tomando cachaça Tatuzinho em um boteco cospe grosso em São Bernardo, aposentado e clamando pelo miserável aumento de 7,7% em sua pensão.

Portanto Lula além de mostrar falta de caráter, não deixa dúvidas que é um farsante, um engodo, que usou o poder para fartar-se.

(*) Foto: Luis Inácio Lula da Silva na porta da fábrica da Volkswagem (setembro de 1980)

(*) Texto de apoio: Cristiane Jungblut


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