Para preservar gastronomia e cultura, Governo de MS apoia tradicional Festa da Linguiça de Maracaju

Com receita tradicional e com foco na preservação da cultura local, a Festa da Linguiça de Maracaju foi aberta nesta quinta-feira (30), com apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. O governador Eduardo Riedel participou da abertura oficial e destacou a importância do evento que deve reunir 30 mil pessoas – durante os quatro dias.

“A Governo do Estado sempre foi parceiro e vai continuar sendo, por caracterizar uma tradição cultural de Maracaju, e do nosso Estado, e por saber que a festa também ajuda tantas pessoas com ações beneficentes. É uma festa de entretenimento, afirmação cultural, tradição”, disse Riedel.

A 30ª Festa da Linguiça de Maracaju, será realizada até domingo (3) no Parque de Exposições – com entrada gratuita em todos os dias – se consolida como um dos maiores encontros gastronômicos e culturais do Estado.

A parceria para a realização do evento foi firmada com o Rotary Club de Maracaju, entidade responsável pela festa desde 1994. Reconhecida como uma organização a sociedade civil sem fins lucrativos, a instituição atua desde 1971 promovendo ações de relevante interesse público, especialmente nas áreas de cultura, turismo e
assistência social.

“O produto é exclusivamente produzido pelo maracajuense, com uma receita própria. Estamos trabalhando com a Fundação de Ciência e Tecnologia para ter a variedade de laranja azeda específica do tempero cultivada também, porque isso pode ir se perdendo ao longo do tempo. Estamos em um momento da citricultura do Estado, então também estamos conversando com essas empresas de pesquisa, tecnologia, resgatando um pouco dessa genética. Tudo isso gira em torno da receita e da tradição da linguiça de Maracaju. Nós vamos sempre apoiar essa iniciativa”, disse Riedel.

A Festa da Linguiça se destaca como um importante instrumento de transformação social, além de um evento gastronômico. Os recursos arrecadados são destinados a diversas entidades do município, como a APAE, Fundação Anália Franco e Sociedade Beneficente de Maracaju, além de apoiar outras iniciativas desenvolvidas ao longo do ano pelo Rotary e seus parceiros.

Ao mesmo tempo em que valoriza a tradição local, a festa atrai visitantes de diversas regiões, impulsionando o comércio, a rede hoteleira e o setor de serviços, fortalecendo o turismo e contribuindo para a geração de emprego e renda.

“A juventude que vem aqui para o show, ela conhece a tradição, a história da linguiça de Maracaju, realizada lá atrás pelas famílias que aqui chegaram, e sem dúvida nenhuma conquistam e ensinam um pouco dessa nossa história para essa nova geração”, afirmou o governador.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS

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Agência Minas Gerais | Dia da Literatura Brasileira mobiliza escolas e reforça incentivo à leitura na rede estadual mineira

SEE-MG / Divulgação


Incentivar o consumo da literatura, especialmente a nacional, é fundamental para que estudantes conheçam a própria cultura e ampliem repertórios. Celebrado nesta sexta-feira (1/5), o Dia da Literatura Brasileira reforça esse compromisso. Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) tem intensificado projetos voltados à promoção da leitura e à valorização da literatura brasileira nas escolas da rede pública.

Na Escola Estadual Doutor Abílio Machado, em Formiga, o projeto Contação de Histórias, realizado desde 2022, envolve todos os alunos do 6º ao 9º ano em atividades que estimulam o contato direto com os livros.

A proposta incentiva a leitura por meio de apresentações, nas quais cada turma compartilha a obra que mais chamou atenção. Com temas anuais, o projeto já abordou, em 2024, os “Escritores Mineiros”, ampliando o conhecimento sobre autores regionais.

Organizado pelo diretor Luciano Costa da Silveira e pela vice-diretora Ana Paula Santiago, a iniciativa foi pensada para colocar a leitura em prática e ampliar o envolvimento dos estudantes com as obras.

“Os estudantes se envolvem com a narrativa, pesquisam sobre o autor e buscam compreender o contexto da obra. É um projeto bastante imersivo”, destaca a Ana Paula.

A dinâmica também estimula o interesse coletivo. “Quando um aluno convence os colegas de que um livro é interessante, isso desperta nos outros a vontade de ler e conhecer novas histórias”, ressalta Luciano.

 

Leitura de Quarto de Despejo – SEE-MG / Divulgação

Homenagem

Na Escola Estadual Escritora Carolina Maria de Jesus, em Sacramento, a literatura também é vivida no cotidiano escolar como forma de identidade e pertencimento.

A instituição leva o nome da autora nascida na cidade em 1914 e autora da obra Quarto de Despejo, uma das mais importantes da literatura brasileira.

Sob a coordenação da diretora Tânia Moreno, a escola desenvolve uma série de ações para manter viva a trajetória da autora.

“Entre as iniciativas, uma das mais importantes é a semana comemorativa do aniversário da escritora, celebrada em março. Também realizamos a leitura do Quarto de Despejo com os alunos, mostrando como a obra ainda é atual e necessária”.

Cultura nacional

Já na Escola Estadual Doutor Eloy Werner, em Manhuaçu, o projeto “Encantando com a Literatura Brasileira”, realizado desde 2023, atende alunos do 1º ao 5º ano com foco na formação de leitores desde a infância.

Neste ano de 2026, a iniciativa está desenvolvendo trabalhos com autores consagrados como Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ziraldo, Eva Furnari e Ana Maria Machado.

De acordo com a diretora, Milene Souza Costa Pereira, o projeto tem como principal objetivo fortalecer a identidade cultural e incentivar o gosto pela leitura. “O projeto busca valorizar a literatura brasileira e formar novos leitores, incentivando o contato frequente com os livros”, afirma.

 

SEE-MG / Divulgação

Projeto Leitura e Escrita

As ações desenvolvidas nas escolas estão alinhadas ao Projeto Leitura e Escrita, lançado em 2024 pelo Governo de Minas, por meio da SEE/MG.

A iniciativa reconhece a leitura e a escrita como pilares essenciais para a formação integral dos estudantes.

Estruturado em três frentes, o projeto prevê a integração da leitura em todas as áreas do conhecimento, a revitalização de bibliotecas e a mobilização de parceiros para fortalecer a educação básica em todo o estado.

Marinhas brasileira e francesa fazem exercício na costa do Rio

Por MRNews

Cerca de 1,7 mil militares da Marinha do Brasil, da Marinha Nacional da França e da 9ª Brigada do Exército Francês participaram de um exercício na Ilha da Marambaia, na Costa Verde do Rio de Janeiro. 

A mobilização faz parte da Operação Jeanne d’Arc 2026. Equipes da Agência Brasil e da Rádio Nacional acompanharam os últimos dias da missão no Rio de Janeiro, na segunda (27) e na terça-feira (28).

A ação contou com o apoio de submarinos, veículos anfíbios, aéreos e terrestres, além do porta-helicópteros francês Dixmude, que trouxe os equipamentos e os militares envolvidos.

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A presença da França reflete interesses diretos na região, especialmente a Guiana Francesa, além de reforçar a posição do Brasil como principal ator naval do Atlântico Sul.

Atividades

No primeiro dia, a bordo do navio Dixmude, os profissionais se deslocaram do cais do porto no Rio de Janeiro até Itacuruçá, distrito de Mangaratiba, também na Costa Verde fluminense, além dos preparativos para o adestramento anfíbio, ocorrido na terça, na Ilha de Marambaia, situada na região.

Na terça-feira, foram feitos exercícios anfíbios combinados. O ponto mais importante foi a transição do ambiente marítimo para o terrestre. As atividades contaram com exercícios de tiro prático, progressão em campo minado simulado e primeiros socorros.
 

Missão Jeanne d’Arc 2026 integra marinhas do Brasil e da França – Tomaz Silva/Agência Brasil

O comandante do 2º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais da Marinha Brasileira, Luiz Felipe de Almeida Rodrigues, explica que a missão é uma possibilidade de intercâmbio de boas práticas, técnicas, táticas e procedimentos.

“É um crescimento de todos nós, utilizando, por exemplo, o carro lagarta anfíbio, uma capacidade de um veículo blindado que sai do navio para a terra, que o francês não dispõe ainda hoje. Em contrapartida, utilizar os meios deles, com as embarcações desembarque e com seus carros blindados.”

O comandante acrescenta que a missão conjunta com a França permite antecipar saberes estratégicos para as forças brasileiras.

“A oportunidade de operar, com o nosso navio, o porta-helicópteros Dixmude cresce de importância para que a gente já ganhe esse know-how para a utilização de navios anfíbios.” 

Navio francês Dixmude

O navio francês Dixmude pode transportar até 650 soldados, 16 helicópteros, 110 veículos blindados e 13 tanques. com quase 200 metros de comprimento e mais de 9 mil metros quadrados, distribuídos em 12 andares, conta ainda com hospital, capela, restaurante, academia e estruturas hoteleiras.
 

Cerca de 1,7 mil militares participaram do exercício de intercâmbio entre Brasil e França- Tomaz Silva/Agência Brasil

O comandante do grupo francês, Jocelyn Delrieu, destaca a versatilidade da embarcação.

“Por um lado, é um navio de assalto anfíbio capaz de projetar forças do mar para a terra usando seus veículos anfíbios, mas também de fazê-lo por helicóptero. É também um navio-hospital, com recursos que ficam à disposição das Forças Armadas.”

O comandante Delrieu ressalta que a missão marca um legado de vários séculos da Marinha francesa. “Há 400 anos, a Marinha francesa está presente em todos os oceanos para proteger nossos interesses e trabalhar com nossos parceiros e aliados. Esta missão, que acontece aqui no Brasil e ao redor do mundo durante cinco meses, é um exemplo da longa história.”

Ao todo, a missão marítima francesa durará cinco meses, passando por diversos países.

Veja aqui as principais imagens do exercício:
 

 

Agência Minas Gerais | Trabalho que transforma: programas do Governo de Minas ampliam oportunidades e impulsionam empregabilidade

Conseguir o primeiro emprego pode ser um desafio – e, para muitos jovens, também um ponto de virada. Foi assim para Davi Lucas Medeiros da Silva, de 17 anos, que encontrou no Mutirão Jovem Aprendiz a chance de entrar no mercado de trabalho.

“O mutirão foi prático e fácil. E foi algo muito bonito. As vagas de jovem aprendiz estão muito disputadas, e esse tipo de iniciativa coloca o candidato direto em contato com as empresas contratantes. E eu sou um desses jovens que foram contratados”, conta.

Davi Lucas conseguiu ingressar no mercado de trabalho por meio do Mutirão Jovem Aprendiz / Foto: Sedese-Divulgação

Histórias como a de Davi ajudam a explicar o momento positivo vivido por Minas Gerais na geração de empregos. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o estado já acumula mais de 1 milhão de empregos criados nos últimos anos. Em 2026, já são 70.625 novas carteiras de trabalho assinadas, consolidando Minas como um dos estados que mais geram oportunidades no país.

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, destaca que o ambiente favorável aos negócios tem sido decisivo para esse resultado.

“Batemos a marca de 1 milhão de empregos criados porque o Governo de Minas é parceiro de quem quer empreender e de quem quer trabalhar. Aliamos o apoio ao setor produtivo e qualificação profissional para garantir que as oportunidades cheguem a quem mais precisa”, afirma.

Para o secretário de Estado interino de Desenvolvimento Social, Ricardo Alves, o avanço está diretamente ligado à combinação entre políticas públicas e inclusão produtiva.

“Estamos falando de iniciativas que aproximam as pessoas das oportunidades reais de trabalho. A Sedese atua desde a formação profissional até a conexão com o mercado, garantindo que mais mineiros tenham condições de conquistar autonomia e construir seus próprios caminhos”, explica.

Além da geração de empregos, Minas também alcançou a menor taxa de desemprego da sua história: 3,8% no quarto trimestre de 2025, abaixo da média nacional, de 5,1%.

Da qualificação à contratação

Por trás dos números, há uma estratégia que conecta formação e acesso ao trabalho. O Mutirão Jovem Aprendiz, por exemplo, já ofertou mais de 10 mil vagas em duas edições, aproximando jovens das empresas de forma direta.

Outro destaque é o Evolução Jovem, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE), que permite que estudantes da rede pública ingressem no mercado com carteira assinada, salário e direitos trabalhistas. Ao todo, serão 10 mil vagas distribuídas em 70 municípios.

Já o Minas Forma amplia as possibilidades para jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social, especialmente mulheres, com mais de 16 mil vagas em cursos gratuitos em mais de 100 municípios. As formações são voltadas para áreas com demanda real de mercado, como turismo, serviços e setor industrial.

Mais acesso, menos barreiras

Além da capacitação, o acesso às oportunidades também tem sido facilitado. Entre janeiro e março deste ano, o Sine-MG disponibilizou mais de 40 mil vagas em todo o estado. Desde 2019, foram mais de 7 milhões de atendimentos e quase 2 milhões de trabalhadores encaminhados ao mercado formal.

Já a plataforma Contrata MG reúne vagas em um único ambiente digital, conectando empresas e candidatos de forma rápida e simples. Apenas entre fevereiro e março, foram ofertadas quase 4 mil oportunidades, incluindo mais de 400 vagas destinadas a pessoas com deficiência.

Ao celebrar o Dia do Trabalhador, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), reafirma o compromisso de seguir ampliando oportunidades, fortalecendo a qualificação profissional e mantendo o mercado de trabalho em movimento, com impacto direto na vida das famílias mineiras.

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Investimento em estradas transforma a mobilidade e encurta distâncias em Mato Grosso do Sul – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

As obras em rodovias realizadas pelo Governo de Mato Grosso do Sul já fazem parte da rotina do Estado e avançam no mesmo ritmo do crescimento econômico regional vive nos últimos anos. A cada novo trecho pavimentado, restaurado ou ampliado, comunidades inteiras ganham mais segurança, acesso facilitado e melhores condições para trabalhar, estudar e circular entre os municípios.

É um conjunto de intervenções que acompanha a expansão produtiva, amplia a mobilidade e prepara o Estado para um salto estrutural planejado para os próximos anos, sustentando esse novo ciclo de desenvolvimento.

Os resultados são robustos: entre janeiro de 2023 e o início de 2026, a malha pavimentada estadual saltou de 5.131 km para 5.988 km até o final de 2026, somando 857 km de estradas pavimentadas na gestão do governador Eduardo Riedel. O objetivo final destes investimentos é atingir uma marca histórica até 2030: chegar aos 6.660 km de malha pavimentada.

Se atingida, essa meta fará com que, pela primeira vez, o Estado tenha mais quilômetros de estradas asfaltadas do que de terra — desconsiderando as áreas do Pantanal. Essa inversão da malha rodoviária é o que vai garantir que Mato Grosso do Sul continue atraindo grandes indústrias e gerando empregos em todas as regiões.

Estradas pavimentadas

Projetos emblemáticos já são realidade e facilitam o escoamento e o turismo, como a MS-345 (Estrada do 21), que conecta o KM 21 a Bonito passando por Águas do Miranda, a própria Rodovia do Turismo e a MS-347, ligando Dois Irmãos do Buriti a Nioaque.

Também foram entregues a pavimentação da MS-382 (Baía das Garças), dois lotes na MS-352 ligando Terenos à Ponte do Grego, além de 21,8 km na MS-258, no Capão Seco (Sidrolândia), e a primeira etapa da MS-338, em Ribas do Rio Pardo.

Parte desse avanço é impulsionada por recursos estratégicos do BNDES, que somam mais de R$ 2,6 bilhões em investimentos aprovados e já em andamento. Entre os destaques estão as obras de asfalto em execução na MS-320, em Três Lagoas, e na MS-316, ligando Inocência ao Rio Indaiá Grande.

O pacote também garante a recuperação de vias essenciais como a MS-276 (Vila São Pedro – Deodápolis) e a MS-436 (Camapuã – Figueirão). Estão sendo executadas, ainda, a restauração da MS-180, que liga o município de Juti a Iguatemi; das rodovias MS-156 e MS-295, interligando as cidades de Amambai, Tacuru, Iguatemi e Eldorado; e da MS-276, entre Dourados e Deodápolis.

O objetivo é restabelecer a vida útil do pavimento, melhorar a segurança viária, o conforto do usuário e reduzir custos com a manutenção das estradas.

Região leste e Vale da Celulose

No Vale da Celulose, os investimentos acompanham a instalação de grandes plantas industriais e fortalecem a conexão com o mercado nacional. Um dos grandes marcos é a pavimentação da MS-320, em Três Lagoas, que liga a nova unidade da Arauco diretamente ao estado de São Paulo.

A região também recebe frentes importantes como a primeira etapa da MS-444, partindo de Selvíria até a MS-112, e a MS-316, que conecta Inocência à MS-320, em Paraíso das Águas. Além disso, a primeira fase da MS-324 já garante a ligação estratégica entre Água Clara e a BR-060, consolidando a infraestrutura necessária para o escoamento da produção.

Região sudeste e sul do Estado

Na região Sudeste, o destaque fica para a MS-134, que interliga Nova Andradina ao distrito de Casa Verde, facilitando o fluxo em um importante corredor regional. Com recursos 100% estaduais, a primeira etapa da MS-040, entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia, também avança como prioridade.

Já no Sul do Estado, a malha viária ganha reforço com o asfalto na MS-162, no trecho entre Maracaju e a Placa do Abadio, em Dourados. Outras frentes fundamentais incluem a MS-378, ligando a Ponte Guaíba (Ponta Porã) a Caarapó, os dois lotes da MS-380 até a BR-463, e a fase inicial da MS-289, conectando Juti a Amambai.

Pantanal e região central

A logística na região do Pantanal e arredores também recebe atenção especial para superar desafios históricos de acesso. Estão em pleno desenvolvimento a pavimentação da MS-244, na região do Taboco (Corguinho) até a MS-352, e a MS-355, que liga Dois Irmãos do Buriti a Terenos.

No eixo que conecta Bandeirantes, Camapuã e Ribas do Rio Pardo, as obras nas rodovias MS-245 e MS-338 entram em fase final de conclusão, integrando essas cidades ao dinâmico polo de desenvolvimento do centro-leste sul-mato-grossense.

Revestimento primário

Além da pavimentação asfáltica, o Governo do Estado mantém um cronograma intenso de implantação de revestimento primário para garantir a trafegabilidade em regiões estratégicas e pantaneiras.

Já foram investidos cerca de R$ 456 milhões em mais de 505 km de revestimento primário em regiões onde o asfalto não pode chegar para preservar o bioma e a estrutura local, mas onde é necessário acesso seguro.

O pacote inclui trechos já concluídos na MS-454 (Forte Coimbra), no Porto São Pedro, na Estrada do Firme, na Estrada da Barranqueira em Coxim e no acesso ao Porto Esperança. Atualmente, o trabalho segue com frentes em execução na MS-214, na MS-168 (acesso à ponte do Rio Taquari), na MS-228 e no acesso ao Porto Rolon, assegurando que a infraestrutura chegue com qualidade mesmo onde o asfalto ainda não alcançou.

Compromisso com o futuro

Para o secretário de Infraestrutura e Logística, o trabalho foca na entrega de resultados diretos para o cidadão.

“O que estamos entregando é resultado de planejamento e presença do Estado. Quando a gente pavimenta um trecho, não é só asfalto: é segurança, é tempo ganho e é a chance de desenvolver a economia local. A população sente isso na prática, no deslocamento mais rápido e seguro”, afirma o secretário.

O governador Eduardo Riedel reforça que o asfalto é o caminho para um Estado mais integrado e próspero.

“Estamos construindo as bases de um Mato Grosso do Sul moderno. Cada ligação pavimentada aproxima as comunidades, facilita o transporte da nossa produção e melhora a vida de quem depende das nossas estradas todos os dias. Esse é um compromisso que fazemos hoje, mas pensando no futuro das próximas gerações”, destaca Riedel.

Luciana Bomfim, Comunicação Seilog
Fotos: Chico Ribeiro/Seilog

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Brasil e 11 países condenam ataque à flotilha humanitária

Por MRNews

Brasil, Turquia, Bangladesh, Colômbia, Jordânia, Líbia, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Paquistão, África do Sul e Espanha condenaram o ataque à flotilha Global Sumud feito por militares israelenses.

Quatro Integrantes da delegação brasileira, participantes da missão humanitária não violenta, estão entre os sequestrados em águas internacionais nas proximidades da Ilha de Creta, enquanto navegavam em direção à Faixa de Gaza. Brasileiros estavam em flotilha interceptada por militares israelenses.

Na declaração conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro, os países condenam, “nos termos mais enérgicos”, o ataque israelense à iniciativa humanitária civil pacífica destinada a chamar a atenção da comunidade internacional para a catástrofe humanitária em Gaza.

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“Os ataques israelenses contra as embarcações e a detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constituem flagrantes violações do direito internacional e do direito internacional humanitário”, afirmam os chanceleres. 

No comunicado, os ministros pedem a libertação imediata dos ativistas e também “conclamam a comunidade internacional a cumprir suas obrigações morais e jurídicas de respeitar o direito internacional, proteger civis e assegurar a responsabilização por essas violações”.

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Por MRNews

Enquanto a sociedade brasileira e o Congresso Nacional discutem o fim da escala de seis dias de trabalho para um dia de folga (6×1) na legislação do país, uma escola de baristas e gestão de cafeterias da capital paulista mudou sua escala para quatro dias de trabalho e três de descanso (4×3) e viu seu faturamento crescer 35% em um ano.

A Coffe Lab, empresa fundada em 2004, que conta atualmente com duas unidades e mais de 30 funcionários, apostou na produtividade em vez de pesar no número de horas trabalhadas pelos funcionários. 

De acordo com a empresária e fundadora da Coffe Lab, a torrefadora Isabela Raposeiras, a experiência de redução de jornada, iniciada em 2025 na escola, demonstra que o descanso dos funcionários resulta em maior concentração no trabalho e em aumento da produtividade e faturamento. 

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“A produtividade aumentou barbaramente. Porque, no ano passado, em 2025, a gente trabalhou com o mesmo cardápio e preço durante o ano inteiro. A gente ficou 17 dias fechados em função de uma obra e não aumentou o número de lugares. Continuamos com as duas lojas e o mesmo número de lugares. E o nosso faturamento em 2025 subiu 35% em um ano em que o setor de alimentação caiu 22%”, disse.

A escola trabalhava em sistema 5×2 e 44 horas de trabalho semanais. Em julho do ano passado, em acordo com os funcionários, adotou a escala 4×3 e 40 horas semanais de trabalho. São três folgas semanais, sendo duas em dias consecutivos.

“A galera [os funcionários da empresa] está mais descansada. Nesse ramo de comércio, de alimentação, principalmente hotelaria, a concentração, a atenção, é muito importante para a gente vender mais. Então, a galera descansada, feliz com vida para além do trabalho, rende muito mais, atende melhor”, destacou.

Rotatividade de funcionários

Além do aumento da produtividade, a empresária viu diminuir a rotatividade dos funcionários e reduziu os custos trabalhistas. 

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“A gente está com turnover [taxa de rotatividade] ridículo de 8% só. Você não gasta mais com rescisão – que é uma coisa caríssima – por mais que o funcionário peça demissão, a rescisão e os encargos rescisórios são altos”, disse. 

Segundo ela, com trabalhadores mais cansados, a desmotivação é maior, as demissões aumentam e a contratação de empregados temporários cresce também.

“Aqui a gente não tem que contratar frila [do inglês freelancer, trabalhador pontual, sem vínculo empregatício]. No Coffee Lab, a gente não contrata frila quase nunca, porque as pessoas não faltam mais, não tem mais atestado. Isso diminui muito o custo e aumenta a capacidade de venda, porque todo mundo que trabalha lá conhece bem a empresa, não tem ninguém muito novo”.

Descanso e lazer

Tábata Lima de Oliveira, de 35 anos, funcionária da Coffee Lab, conta que antes de entrar na empresa, trabalhava na escala 6×1, e que utilizava a única folga semanal principalmente para descansar. 

“Praticamente, eu dormia o meu dia [de folga] inteiro. Não conseguia sair, raramente saía, raramente tinha disposição para estudar. Tempo com a família? Muito pouco, inclusive, hoje em dia me considero uma pessoa super distante da minha família por isso. O tempo que eu tinha era só para descansar, dormir e fazer os afazeres de casa”, destacou.

De acordo com ela, os maiores problemas causados pela escala 6×1 eram principalmente de ordem da saúde mental.

“Eu já tive [síndrome de] Burnout em um trabalho anterior. Além de tudo, eu não dormia, tinha que ir trabalhar e tomava muita medicação, sentia muito sono durante o trabalho, e tinha muitas crises de pânico”.

Já na escala 4×3, a funcionária viu possibilidade de se cuidar, de ter lazer, e até viajar: “É menos tempo no transporte, menos dias no transporte público. Mais tempo de descanso, de cuidar de mim mesma, cuidar da minha cabeça, de ter lazer e de cuidar da minha própria casa”.

“Agora consigo me dedicar à minha saúde, aos meus estudos, aos amigos próximos e até fazer viagens quando a gente tem as três folguinhas seguidas”, acrescentou.

 

Santa Catarina é o primeiro estado do Brasil a atingir 100% das salas de aula das escolas estaduais climatizadas

Fotos: Thiago Kaue/SecomGOVSC

Santa Catarina acaba de alcançar um marco inédito na educação pública brasileira: tornou-se o primeiro estado do país a garantir 100% das salas de aula climatizadas na rede estadual. A conquista representa um avanço expressivo em relação ao cenário nacional e coloca o estado na vanguarda em infraestrutura educacional.

De acordo com o Censo Escolar 2025, divulgado pelo INEP com dados de junho do ano passado, apenas 53,2% das escolas estaduais catarinenses eram climatizadas naquele momento. Neste último ano, a climatização das salas de aula se tornou uma prioridade da gestão estadual, que, em 10 meses, alcançou o patamar de 100% das salas climatizadas.

No restante do Brasil, a realidade ainda é mais desafiadora: a maioria dos estados não chega a 60%, evidenciando um déficit histórico de infraestrutura nas redes públicas. Já Tocantins, Rondonia, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás são os estados que se destacam com percentuais que superam 80% das salas de aula climatizadas.

Em menos de um ano, Santa Catarina reverteu esse cenário e chegou a 1.040 escolas estaduais com salas de aula totalmente climatizadas, consolidando um feito inédito no país. O resultado é fruto do programa Escola Boa, responsável pelo maior investimento em infraestrutura da história da educação catarinense. Ao todo, foram investidos R$ 165,1 milhões na climatização das salas de aula da rede pública estadual.

“Enquanto muitos estados ainda enfrentam dificuldades estruturais básicas, Santa Catarina mostra que é possível avançar com planejamento e prioridade. Hoje, somos o primeiro estado do Brasil com 100% das salas de aula das nossas escolas estaduais climatizadas, garantindo mais dignidade e melhores condições para aprender”, destaca o governador Jorginho Mello.

Mais do que conforto, a climatização impacta diretamente no aprendizado, na concentração dos alunos e nas condições de trabalho dos professores, especialmente em um país de dimensões continentais e com extremos climáticos.

“Esse resultado mostra que investimento em educação precisa ser tratado como prioridade real. A climatização transforma o ambiente escolar, melhora o desempenho dos estudantes e valoriza toda a comunidade escolar. Santa Catarina dá um passo à frente e mostra um caminho possível para o Brasil.”, afirma a secretária de Estado da Educação e Conselheira Nacional de Educação, Luciane Bisognin Ceretta.

Filmes dirigidos por mulheres são favoritos em prêmio ibero-americano

Por MRNews

Filmes dirigidos e protagonizados por mulheres são maioria entre os indicados ao principal prêmio do cinema ibero-americano, o Prêmio Platino Xcaret.

Conheça os concorrentes a melhor filme:

  • Ainda é noite em Caracas, das venezuelanas Marité Ugás e Mariana Rondon;
  • Belén, da argentina Dolores Fonzi;
  • Os Domingos, da espanhola Alauda Ruiz de Azúa;
  • O Agente Secreto, do brasileiro Kleber Mendonça Filho;
  • Sirât, do espanhol Oliver Laxe. 

O vencedor do Prêmio Platino será conhecido em 9 de maio, durante cerimônia em Cancún, no México. Parte dos indicados pode ser assistida em plataformas digitais.

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Ao todo, 30 filmes e 19 séries compõem a lista de finalistas desta edição. São produções de 14 países ibero-americanos, incluindo sete produções brasileiras.

>> O Agente Secreto recebe oito indicações ao Platino Xcaret

 

 Atriz Dolores Fonzi em cena do filme Belén. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação

Presença feminina

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o destaque feminino reflete avanços no setor, embora a desigualdade ainda persista nos bastidores.

Diretora do Festival do Rio, a produtora brasileira Ilda Santiago pondera que o avanço ainda é circunstancial, já que a presença feminina ainda é menor em áreas técnicas, como montagem, fotografia e trilha sonora.

“Quando olhamos para a categoria principal do Platino, temos três mulheres, todas com experiência em cinema, que não estão lançando a primeira obra e isso é muito bem-vindo”, destacou.

O Prêmio Platino, em 2026, tem as diretoras Fonzi e Azúa disputando com Mendonça e Laxe, que concorreram, em março, ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Já em montagem, fotografia e efeitos visuais, categorias técnicas, por exemplo, as mulheres são minoria.

Ilda Santiago considera que mulheres à frente das filmagens ampliam abordagens sobre a complexidade do nosso tempo. Essa presença também se reflete em sets mais equilibrados, com equipes “mais ricas e harmoniosas”.

A professora de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF) Marina Tedesco avalia que as obras assinadas por mulheres no Platino trazem perspectivas que têm encontrado mais adesão nas telas e nas premiações, mesmo que este espaço não esteja consolidado na indústria.

Estudiosa do cinema latino-americano, Tedesco avaliou que, nos últimos anos, em função de movimentos sociais, pautas feministas, antirracistas e sobre diversidade ganharam força e passaram a se refletir tanto nas salas de cinema quanto nos festivais. A partir dessa mobilização, obras encontram mais facilidade para serem realizadas, acredita.

“Hoje há maior interesse por histórias que representam experiências que não foram vistas ou foram poucas vezes vistas nas telas”, disse Tedesco. Essa combinação aumenta o apelo comercial dos filmes, uma consequência positiva para o cinema e a sociedade.

Investimentos na cadeia do audiovisual são necessários para sustentar uma transformação de longo prazo, pondera Juliano Gomes, crítico e professor de cinema da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).

“O cinema feito por mulheres floresce, em todo o mundo, quando há incentivos às pequenas e médias produtoras”, afirmou.

Segundo ele, com o fomento igualitário, todos os grupos sociais se beneficiam, incluindo pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+.

 

Cena do filme Os Domingos. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação

Conheça as histórias

Entre os indicados, Belén exemplifica esse movimento. O roteiro é inspirado em um caso real de uma jovem presa após sofrer um aborto espontâneo, reacendendo debate sobre direitos das mulheres e desigualdades no sistema de Justiça.

O longa, marcado pela atuação da advogada da vítima, Soledad Deza, papel de Fonzi, recebeu 11 indicações aos prêmios Platino, incluindo, além de melhor filme, melhor atriz e diretora. 

Os Domingos narra o despertar da vocação religiosa da adolescente Ainara e o conflito que isso gera na família da menina, no País Basco. O longa é o terceiro dirigido por Alauda Ruiz, que constrói uma obra discutindo a família na contemporaneidade.

Também concorrendo a melhor filme, Ainda é noite em Caracas é um suspense em que a protagonista é uma mulher venezuelana que se vê sozinha ao voltar do enterro da mãe, em meio a protestos na capital, em 2017, tomada por milícias.

Os outros dois filmes na disputa de melhor filme ibero-americano são os conhecidos O Agente Secreto, já premiado internacionalmente — incluindo três prêmios Platino de melhor música original, montagem e direção de arte —, e o suspense espanhol Sirât, que ganhou Cannes, em 2025.