Copom avalia indicadores econômicos e decide sobre Selic

Por MRNews

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta terça (16) e quarta-feira para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,5%. O Copom vai avaliar os indicadores da economia brasileira e global e deliberar se há espaço para uma queda nos juros ou se a taxa permanecerá elevada por mais tempo.

Na última reunião, em abril, por unanimidade, o Copom cortou os juros em 0,25 ponto percentual. Essa foi a segunda vez seguida que o comitê reduziu os juros, mas o corte ocorreu em ritmo menor. Como justificativa, foram apontadas as incertezas sobre os desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e as expectativas para inflação em alta por período mais prolongado.

A Selic é considerada a principal referência de juros do país, com impacto em financiamentos, empréstimos, investimentos e no crédito para empresas e consumidores.

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Na ata divulgada, o comitê não deu pistas sobre a evolução dos juros e informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação, mas disse que colaborou para esse cenário a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos.

“O Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”, diz a ata.

Diante desse cenário, o mercado financeiro passou a elevar a estimativa para a Selic. A previsão, divulgada no boletim Focus dessa segunda-feira (15), é de que até o final de 2026 os juros fiquem em 13,5% ao ano, ante os 13,75% da semana passada.

O boletim aponta ainda que as expectativas de inflação, medidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), seguem em alta, passando de 5,11% para 5,3% este ano. Com as pressões econômicas da guerra no Oriente Médio, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima quarta semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo Banco Central.

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Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Escala 6X1

Nesta terça-feira, há ainda a expectativa de que o plenário da Câmara dos Deputados vote o Projeto de Lei (PL) 1838/26, do governo federal que acaba com a escala 6X1 e destrave a pauta de votações.

Ontem (15), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) anunciou que convocou para hoje à tarde reunião do colégio de líderes para tratar do projeto. O objetivo é que o relator da proposta, odeputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), esclareça pontos do texto.

“Convoquei reunião de líderes para amanhã (16), às 14h. Na ocasião, o deputado @leopratesba vai esclarecer pontos do seu parecer sobre o PL que acaba com a escala 6×1, apesar de já termos aprovado a PEC sobre a redução da jornada de trabalho. Com a apreciação da matéria, destravamos a pauta da Casa”, escreveu Motta em uma rede social. 

O projeto, encaminhado pelo governo em abril, define em 40 horas semanais o limite da jornada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e oito diárias, além de garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas.

Por ter sido encaminhada em regime de urgência, a proposta está trancando a pauta do plenário da Câmara que só pode deliberar propostas de emenda à Constituição (PECs), projetos de Decreto Legislativo (PDLs) e requerimentos de urgência até que o projeto seja votado.

Prates deve manter os mesmos pontos da PEC aprovada no final de maio e que acabou com a escala 6X1. O texto reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga (5×2). Atualmente, a PEC está em análise no Senado.

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AUTORIZAÇÃO DA DISPENSA N.14/2026 – Prefeitura Municipal de Bonito

Por MRNews

Autorizo a Dispensa de Licitação, fundamentada no art. 75, II da Lei Federal nº 14.133/2021, conforme solicitação, justificativa e parecer jurídico constante no processo abaixo, tendo como objeto a contratação de empresa especializada para a prestação de serviços de manutenção preventiva, corretiva e calibração de equipamentos eletromédicos, hospitalares, de fisioterapia e laboratoriais pertencentes ao Centro Especializado em Reabilitação (CER), bem como da centrífuga utilizada no laboratório municipal, ambos vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de Bonito – MS.

AUTORIZO a Dispensa em cumprimento às determinações contidas no art. 72, VIII da Lei retro mencionada.

DISPENSA DE LICITAÇÃO Nº 14/2026

Tradição e devoção encerram o Arraial de Santo Antônio  – CGNotícias

Programa Rouanet Centro-Oeste é lançado com R$ 29 milhões para fortalecer a cultura regional

PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 50/2026

FAVORECIDO: C O M TECNOLOGIA HOSPITALAR E ODONTOLOGICA LTDA

CNPJ nº 36.957.099/0001-61

VALOR: R$ 21.730,95 (vinte e um mil setecentos e trinta reais noventa e cinco centavos).

Caravana da Sudeco chega a Bonito nesta terça-feira com atendimento gratuito ao público – Prefeitura Municipal de Bonito

Semana começa com 1.009 vagas anunciadas pela Funsat – CGNotícias

PRAZO: 12 (doze) meses.

Bonito-MS, 12 de junho de 2026

Josmail Rodrigues,

Prefeito Municipal.

Veja os jogos de terça na Copa do Mundo; Argentina e França estreiam

As atuais campeã e vice-campeã do mundo, Argentina e França, estrearão nesta terça-feira (16), jogando pelos grupos J e I, respectivamente.

A França será a primeira a entrar em campo, às 16h, contra o Senegal, em Nova Jersey. Já a equipe argentina jogará às 22h, contra a Argélia, em Kansas City.

Mais cedo, às 19h, também pelo Grupo I, o Iraque encara a Noruega, em Boston.

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A rodada será encerrada na madrugada da quarta-feira (17), com a segunda partida pelo Grupo J, disputada entre Áustria e Jordânia. O jogo será à 1h da manhã, em São Francisco.

Jogos desta terça-feira (horário de Brasília)

  • 16h — França x Senegal
  • 19h — Iraque x Noruega
  • 22h — Argentina x Argélia
  • 1h (quarta-feira) — Áustria x Jordânia

Grupo I

Uma das equipes favoritas para conquistar a Copa do Mundo é a França, cabeça de chave do Grupo I. Ela terá, à frente, uma das principais forças do futebol africano: o Senegal, com um time organizado defensivamente, de muita força física e velocidade de transição.

Com um histórico de duas Copas conquistadas (1998 e 2018), a França conta com um elenco bastante qualificado e experiente. A equipe tem, como destaques, dois dos melhores jogadores da atualidade: Kylian Mbappé e Ousmane Dembelé, o que garante grande potencial ofensivo.

Iraque e Noruega completam o grupo. Enquanto o Iraque é apontado como azarão do grupo, a Noruega surge como candidata, ao lado do Senegal, à classificação no segundo lugar da chave.

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Durante as eliminatórias, os nórdicos apresentaram um futebol competitivo e de grande eficiência no ataque, com destaque para o goleador Erling Haaland.

Já o Iraque está de volta a uma Copa do Mundo depois de 40 anos. A última foi em 1986, disputada no México, onde foi eliminado na fase de grupos após três derrotas.

 

Kylian Mbappe, da França, em comemoração de gol 13 de novembro de 2025 REUTERS/Stephane Mahe/ Proibido reprodução

Grupo J

No Grupo J, a atual campeã mundial, Argentina, é considerada favorita absoluta para terminar a fase de grupos na primeira colocação. Com uma equipe experiente em jogos decisivos e organizada taticamente, ela manteve a base da equipe que conquistou a Copa de 2022 no Catar.

A expectativa é de que a segunda vaga do grupo fique entre Áustria e Argélia, adversária de hoje dos argentinos na primeira rodada da chave.

Os argelinos entram em campo na esperança de, no caso de empate, obter um ponto diante de um adversário tido como superior. Ou, pelo menos, evitar uma goleada da Argentina e, dessa forma, tentar se classificar pelo saldo de gols.

Fechando o grupo, a Jordânia, adversária da Áustria nesta rodada, corre por fora, sem grandes expectativas. A tendência para a partida de hoje é de que a Áustria exerça pressão contra o adversário tecnicamente mais fraco, também na busca por um saldo de gols que a favoreça na disputa pela classificação para a segunda fase.

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APÓS BRB, MASTER PODE QUEBRAR O BANCO DO BRASIL? ESCÂNDALO PREOCUPA FUNCIONÁRIOS DO BANCO

Por MRNews

O chamado “caso Master” continua gerando repercussão no sistema financeiro brasileiro e agora passou a despertar preocupação também entre funcionários do Banco do Brasil. Nos bastidores da instituição, o avanço das investigações e os possíveis impactos sobre o setor bancário têm sido acompanhados com atenção por empregados e representantes da categoria.

A situação envolvendo o Banco Master se transformou em um dos episódios mais comentados do mercado financeiro nos últimos meses. Desde a liquidação da instituição pelo Banco Central, novas informações passaram a surgir sobre operações financeiras, fiscalização e possíveis responsabilidades de agentes envolvidos. (CNN Brasil)

Funcionários acompanham o caso com preocupação

De acordo com relatos divulgados por veículos especializados e entidades ligadas ao setor bancário, existe receio de que os desdobramentos do caso provoquem efeitos indiretos sobre a imagem do sistema financeiro nacional e aumentem a pressão sobre instituições públicas e privadas. (Agência Brasil)

A preocupação não está necessariamente ligada à saúde financeira do Banco do Brasil, que segue operando normalmente, mas sim ao impacto institucional que um escândalo dessa magnitude pode gerar para todo o mercado.

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Especialistas avaliam que, embora o Banco Master representasse uma pequena parcela do sistema bancário nacional, o episódio levantou questionamentos sobre mecanismos de fiscalização, governança e controle de riscos. (Times Brasil | CNBC)

Entenda o caso Master

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master após identificar problemas relacionados à liquidez da instituição e violações de normas do Sistema Financeiro Nacional. Posteriormente, investigações passaram a apurar operações consideradas irregulares e possíveis fraudes envolvendo ativos financeiros. (CNN Brasil)

O caso ganhou ainda mais destaque após operações da Polícia Federal e investigações conduzidas por diversos órgãos, ampliando o debate sobre a supervisão bancária no país. (VEJA)

Mercado monitora os próximos capítulos

Apesar da repercussão, analistas afirmam que não há sinais de risco sistêmico para o setor bancário brasileiro. O entendimento predominante é que os impactos devem permanecer concentrados nos envolvidos diretamente no caso, embora o episódio possa resultar em mudanças regulatórias e maior rigor na supervisão de instituições financeiras. (Times Brasil | CNBC)

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Enquanto as investigações avançam, funcionários do Banco do Brasil e de outras instituições acompanham atentamente os acontecimentos, aguardando esclarecimentos que possam ajudar a restaurar a confiança do mercado e evitar novos episódios semelhantes no futuro.

Tags: Banco do Brasil, Banco Master, sistema financeiro, mercado financeiro, Banco Central, funcionários BB, economia, investigações, setor bancário, notícias de economia.

Filhos de vítimas de feminicídio em Mato Grosso do Sul recebem benefícios sociais – Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

Um menino de 6 e uma menina de 8 anos são sobreviventes de um crime cruel e desumano. Eles presenciaram o assassinato da mãe, que tinha 22 anos, morta a tiro em agosto de 2025, em uma fazenda em Corumbá. 

É a avó que agora cuida dos dois, além de um filho de 7 anos. Eles convivem com uma dor irremediável, mas contam com a ajuda do poder público para viver com dignidade. As crianças recebem acompanhamento psicológico na escola e o auxílio de R$ 1.621 por mês através do programa Recomeços, do Governo de Mato Grosso do Sul. Além disso, a avó conta com o Mais Social, um programa que garante a segurança alimentar e nutricional da família por meio de um cartão de R$ 450 por mês.

“A minha história é essa, de muita luta e sofrimento. Hoje estou aqui falando de uma tragédia, que existe, mas estou tendo apoio. A gente tem que arrumar muita força, não se sabe mais de onde, mas tem que ter. Quero que este caso não seja esquecido. Estou sofrendo, meu dia a dia, meu momento, só Deus sabe o quanto está doendo, mas estou tendo ajuda”, conta a avó. 

Ela não vai ser identificada para proteção dela e dos netos. O autor do crime, que teve um relacionamento de 6 meses com a mãe das crianças, está preso, mas ainda não foi a julgamento. 

“Com a ajuda que o governo passou para mim, eu comprei de tudo porque o familiar retirou. O governo me atendeu ali. Não demorou. Recebo também o Mais Social, que foi rápido demais, que está me ajudando. Hoje eu não posso trabalhar porque eu preciso cuidar deles. Sou só eu por eles. Mas o governo não se esqueceu de mim. Hoje eu tenho essa ajuda imediata”, complementa a avó.

Os programas Recomeços e Mais Social são geridos pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos). Além de apoiar os filhos de vítimas de feminicídio, o Recomeços também paga um salário mínimo por mês para mulheres que sofreram violência doméstica e estão deixando a Casa Abrigo para Mulheres e um adicional de até quatro salários mínimos para que ela possa mobiliar o novo lar.

A secretária da Sead, Patrícia Cozzolino, explica que o Recomeços foi criado para dar uma nova perspectiva de vida para as vítimas de violência. “O programa Recomeços foi criado no governo Eduardo Riedel para que as mulheres desacolhidas na Casa Abrigo, depois que cessar o perigo de vida, possam ter verdadeiramente um recomeço. Através dele, é mobiliada toda a casa da mulher, de acordo com o que ela escolhe, e após isso ela recebe um salário mínimo por mês para subsidiar nas despesas da sua família, da sua casa e da sua nova vida. O Recomeços também atende as crianças e adolescentes cujas mães, infelizmente, foram vítimas do feminicídio possibilitando assim, a essas pessoas, obterem atendimento médico e psicológico, entre outros”.

Hoje, 22 vítimas de violência recebem o Recomeços, incluindo mulheres que deixaram a Casa Abrigo com os filhos e as crianças e adolescentes que perderam a mãe. Já o Mais Social ajuda 26 mil famílias em situação de vulnerabilidade econômica.

Paulo Fernandes, Comunicação da Sead
Fotos: Laucymara Ayala/Sead

Em meio a tensão geopolítica, Irã empata com Nova Zelândia na estreia

Por MRNews

Após meses de tensões geopolíticas, incertezas sobre participação e dificuldades de acesso aos Estados Unidos, o Irã estreou na Copa do Mundo em solo norte-americano. Nessa segunda-feira (15), a seleção asiática empatou por 2 a 2 com a Nova Zelândia em Los Angeles, pelo Grupo G da competição.

Pelo número de gols marcados, iranianos e neozelandeses lideram a chave, que ainda tem Bélgica e Egito. As quatro equipes somam um ponto. Mais cedo nesta segunda, egípcios e belgas ficaram no 1 a 1 em Seattle. As seleções da Ásia e da Oceania sonham com uma classificação inédita à segunda fase do Mundial.

O próximo compromisso do Irã será contra a Bélgica, novamente em Los Angeles, às 16h (horário de Brasília) de domingo (20). No mesmo dia, às 22h, a Nova Zelândia vai até o Canadá enfrentar o Egito em Vancouver.

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Crise extracampo

Desde o jogo contra os Estados Unidos (EUA) na Copa do Mundo da França, há 28 anos, uma partida da seleção iraniana era tão aguardada. Menos pela qualidade do espetáculo e mais pela expectativa gerada por causa da guerra com os norte-americanos. O país é sede dos três compromissos da equipe asiática na fase de grupos do Mundial. A solicitação para que os duelos fossem transferidos ao México, que também recebe a competição, não foi aceita.

Apesar do acordo de cessar-fogo por 60 dias anunciado no domingo (14), o conflito já havia respingado o suficiente no esporte. Jogadores, dirigentes e membros da comissão técnica do Irã tiveram problemas para obter o visto de entrada nos Estados Unidos. O presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a dizer, em março, que a seleção asiática era “bem vinda” à Copa, mas que a participação do país não seria “apropriada”.

A crise política pode também ter impactado a convocação. O atacante Sardar Azmoun, terceiro maior artilheiro da seleção, ficou fora do Mundial, segundo a versão oficial, por ter descumprido prazos para a obtenção de visto. Em março, ele apareceu em foto ao lado do primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e dirigente do Shabab Al-Ahli, clube que defende. O problema é que o país é aliado dos Estados Unidos.

Os iranianos estão concentrados em Tijuana, no México. A seleção foi autorizada a entrar em solo estadunidense um dia antes das partidas da fase de grupos, conforme o Departamento de Segurança Interna do país-sede do Mundial. A equipe chegou a Los Angeles no fim da tarde de domingo e terá de sair do país já nesta terça-feira (16).

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Além disso, horas antes de a bola rolar, membros da comunidade persa de Los Angeles se reuniram em frente ao palco do jogo para protestar contra o governo iraniano. Embora alguns estivessem lá também para apoiar o time, para outros a seleção deveria ser retirada da Copa e os atletas eram coniventes com o atual regime.

Os manifestantes ostentavam a bandeira com um leão e um sol ao centro, que deixou de ser a oficial após a Revolução Islâmica de 1979. Por ser considerada um símbolo político, ela costuma ser proibida pela Fifa, mas muitos torcedores entraram com ela no estádio.

Duelo movimentado

Crise geopolítica à parte, o primeiro tempo em Los Angeles foi bastante animado, com as duas equipes buscando o gol a todo instante. Foram 16 chutes e 28 erros forçados – ou seja, bolas perdidas a partir de ações defensivas do adversário – ao longo dos 45 minutos iniciais.

A Nova Zelândia, que nada tem a ver com os problemas do outro lado, saiu na frente. Aos seis minutos, Elijah Just tentou a tabela na entrada da área com o também meia Sarpreet Singh. A bola sobrou com o atacante Chris Wood, que fez o domínio e devolveu para Just finalizar, sem chances para o goleiro Alireza Beiranvand.

A seleção da Oceania, mesmo em vantagem, manteve a postura ofensiva, dando também espaços para o Irã atacar em velocidade. O primeiro susto dos asiáticos veio aos 22 minutos, com o artilheiro Medhi Taremi. Em lance individual, o atacante carregou a bola desde o meio-campo e arriscou da entrada da área, acertando a trave esquerda.

Dez minutos depois, não teve quase. O lateral Ramin Rezaeian dominou na ponta direita e buscou a tabela com o meia Saman Ghoddos, que devolveu na pequena área. O atacante Shahriyar Moghanlou se antecipou para concluir e foi travado pelo zagueiro Finn Surman, mas Rezaian ficou com a sobra e mandou para as redes para empatar.

A virada quase saiu nos acréscimos. Aos 50 minutos, em cobrança de falta de Rezaeian da intermediária, o zagueiro Ali Nemati cabeceou no cantinho do goleiro Max Crocombe. O gol, porém, foi anulado por impedimento claro do defensor iraniano.

Os times voltaram do intervalo com a mesma postura do primeiro tempo. E, mais uma vez, foi a Nova Zelândia que balançou as redes. Aos nove minutos, Just puxou o contra-ataque pelo meio, fez a tabela com Wood e bateu para recolocar a equipe da Oceania à frente.

A vantagem neozelandesa, novamente, durou pouco. Foram nove minutos entre o gol neozelandês e o cruzamento de Rezaeian pela direita, preciso, na cabeça do meia Mohammad Mohebi, que escorou sem chances para Crocombe.

À medida que as equipes foram fazendo alterações, a velocidade do jogo caiu sensivelmente. Tanto Irã quanto a Nova Zelândia não abdicaram do ataque, mas já não conseguiam ter a mesma qualidade na preparação das jogadas. No fim, o empate prevaleceu.

Sedurb promove manutenções em shoppings populares, Cecaf, mercados e outros equipamentos públicos

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa (Sedurb) realiza ações permanentes de manutenção e conservação em diversos equipamentos públicos. Neste mês de junho, já foram realizadas 40 ações, distribuídas em 11 bairros. Assim, foram feitos serviços nos shoppings populares, mercados, cemitérios públicos, Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), entre outros locais, garantindo melhores condições de atendimento à população.

Tais equipamentos são administrados pela Sedurb e receberam serviços de manutenção predial, hidráulica e elétrica, pintura, capinação, limpeza, conservação e recuperação de estruturas, de acordo com a necessidade de cada local. Os shoppings populares e algumas praças receberam a maior parte das ações em junho.

“Os serviços de manutenção realizados pela Sedurb têm como objetivo garantir a preservação do patrimônio público, a partir de um cronograma de serviços e demandas pontuais que vão surgindo a cada mês. Dessa forma, ressaltamos a importância da continuidade das ações de manutenção preventiva e corretiva, garantindo melhores condições de funcionamento, conservação, acessibilidade e segurança dos equipamentos públicos municipais, contribuindo diretamente para a qualidade dos serviços oferecidos à população”, destacou o secretário de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa, Marmuthe Cavalcanti.

Shoppings populares – Atualmente, João Pessoa possui cinco shoppings populares. No Shopping 4&400, localizado na Avenida B. Rohan, houve manutenção na caixa d’água. No Shopping Varadouro ocorreu manutenção hidráulica e no Shopping Frutuoso Barbosa, mais conhecido como Shopping dos Sapateiros, foram realizados vários serviços e melhorias, como: manutenção no piso; pintura na fachada frontal, portas, portões e corrimãos; acabamento das paredes internas para pintura; entre outras melhorias.

Mercados e cemitérios – Neste mês de junho ocorreram ações de manutenção predial e elétrica no Mercado de Valentina, além de manutenção no telhado. Já no Mercado de Tambaú, houve manutenção hidráulica. Por sua vez, no Cemitério Santa Catarina, localizado no Bairro dos Estados, foi realizada manutenção elétrica.

Outros locais – As equipes de manutenção da Sedurb ainda realizaram serviços em outros locais e equipamentos públicos da Capital. Na Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf), no José Américo, ocorreram serviços de capinação e limpeza. Os mesmos serviços foram realizados na Eco Praça, no Bessa; na Praça Marechal Castelo Branco, no bairro Pedro Gondim; e nos Bancários, nas praças José Sales Sobrinho e Vicente de Paula Nóbrega. O Parque Solon de Lucena, no Centro, e outras três praças localizadas no Alto do Mateus – Antônio Mariz, 4 Amigos e Dr. Severino Alves da Silveira – também receberam capinação neste mês.

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Investimentos em pesquisa ajudam a elevar produtividade e competitividade do agro de Mato Grosso do Sul

A pesquisa agropecuária tem desempenhado papel estratégico no avanço da produtividade agrícola de Mato Grosso do Sul. Com atuação concentrada na região nordeste do Estado, a Fundação Chapadão vem ampliando sua área de abrangência e fortalecendo parcerias com instituições públicas e privadas para desenvolver tecnologias voltadas às culturas de soja, milho e algodão, entre outras.

Prestes a completar 29 anos de atuação, a Fundação Chapadão atende atualmente municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Alcinópolis, Cassilândia, Paranaíba e Coxim, além de expandir projetos para novas regiões do norte sul-mato-grossense.

O presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen, avalia que a região norte de Mato Grosso do Sul possui características climáticas que favorecem a consolidação das culturas de soja e milho, o que deve manter essas atividades como prioridade das pesquisas nos próximos anos.

Segundo ele, a estabilidade climática local proporciona condições favoráveis para a produção agrícola, reduzindo os impactos de veranicos observados com maior frequência em outras regiões do Estado e do País.

Henrichsen avalia que a região norte de Mato Grosso do Sul possui características climáticas que favorecem as culturas de soja e milho

“A soja e o milho estão muito consolidados na nossa região. Por isso, as pesquisas continuarão focadas no desenvolvimento de novas cultivares, no aumento da produtividade e em soluções para os desafios que surgem a cada safra”, afirma.

Henrichsen destaca, porém, que a expansão da cana-de-açúcar merece atenção crescente dos pesquisadores, especialmente em áreas consideradas mais marginais para a produção de grãos. De acordo com ele, o avanço da atividade e a presença de usinas na região indicam a necessidade de ampliar estudos voltados à cultura.

“A cana já é uma realidade em parte da região e existe uma demanda crescente por conhecimento técnico. É uma área que pode receber mais atenção da pesquisa nos próximos anos”, ressalta.

Já segundo o diretor-executivo da Fundação Chapadão, André Bartolomeu Piesanti, explica que a instituição surgiu a partir de uma demanda dos próprios produtores rurais, que enfrentavam sérios problemas com nematoides, pragas que comprometiam a viabilidade econômica das lavouras de soja na década de 1990.

“A Fundação nasceu da necessidade de manejar um problema que estava inviabilizando o cultivo de soja na região. Um grupo de produtores se reuniu para fomentar a pesquisa científica e, desde então, construímos uma trajetória baseada em parcerias com a Embrapa, municípios e o Governo do Estado”, frisa.

A validação regional das novas variedades é fundamental para orientar os produtores

Hoje, a instituição desenvolve pesquisas atingindo uma área de atuação em mais de 500 mil hectares de áreas agrícolas, com foco na validação de novas cultivares, manejo de pragas e doenças, fertilidade do solo, nutrição vegetal, sementes, nematoides e tecnologias voltadas à mitigação dos efeitos climáticos sobre as lavouras.

De acordo com Piesanti, a validação regional das novas variedades é fundamental para orientar os produtores sobre o potencial produtivo de cada material e sua adaptação às condições locais.

“A cada ano surgem novos materiais genéticos no mercado e eles precisam ser avaliados na nossa região. Analisamos potencial produtivo, comportamento diante de doenças, melhor época de plantio e adaptação ao clima. Essas informações servem para nortear a tomada de decisão do produtor na safra seguinte”, explica.

O presidente Henrichsen também cita outras cadeias produtivas com potencial de desenvolvimento regional, como os citros em municípios como Cassilândia e Paranaíba. Apesar disso, acredita que a principal demanda continuará concentrada no aperfeiçoamento das tecnologias voltadas às grandes culturas agrícolas.

“Novas tecnologias surgem todos os anos. Sempre haverá necessidade de pesquisas relacionadas a cultivares, produtividade, manejo e controle de plantas daninhas. Esse continuará sendo o grande foco da pesquisa agropecuária regional”, conclui.

A Fundação conta atualmente com sete pesquisadores e laboratórios especializados em fitopatologia, entomologia, nematologia, herbologia, análise de sementes, genética e fertilidade do solo. Os estudos abrangem desde o controle biológico de pragas até a avaliação da eficiência de produtos utilizados nas lavouras.

A Fundação Chapadão desenvolve pesquisas atingindo uma área de atuação em mais de 500 mil hectares

Para o diretor Piesanti, o avanço da produtividade agrícola registrado nos últimos anos está diretamente relacionado aos investimentos em ciência e inovação. Ele destaca que o apoio do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio de órgãos de fomento à pesquisa, tem sido decisivo para o desenvolvimento de novas tecnologias no campo.

“O Estado tem incentivado a pesquisa científica e isso é fundamental para o desenvolvimento do agro. O aumento da produtividade que observamos ao longo dos anos tem tecnologia e pesquisa envolvidas. São ferramentas que ajudam o produtor a produzir mais, com maior eficiência e sustentabilidade”, ressalta.

Piesanti estima que parfa a safra 2026/2027, o valor investido será de aproximadamente R$ 2,7 milhões

Piesanti também chamou atenção para os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela dependência brasileira de insumos importados, como fertilizantes e matérias-primas para defensivos agrícolas.

“Precisamos buscar alternativas que reduzam essa dependência externa. Conflitos internacionais e oscilações de mercado impactam diretamente os custos de produção. A pesquisa tem papel fundamental na busca por novas ferramentas que tornem o setor mais competitivo e sustentável”, diz.

Além da produtividade, a sustentabilidade ambiental passou a ocupar posição central nas pesquisas desenvolvidas pela Fundação. Segundo o diretor, os mercados internacionais exigem cada vez mais rastreabilidade e comprovação de boas práticas na produção agrícola.

“Hoje o comprador estrangeiro quer saber de onde veio o produto. No caso do algodão, por exemplo, existe rastreabilidade total. É possível identificar a fazenda e até o lote de origem da produção. Isso mostra que produtividade e sustentabilidade precisam caminhar juntas”, observa.

A parceria entre o Governo de Mato Grosso do Sul e a Fundação Chapadão também se traduz em investimentos diretos para a manutenção das atividades de pesquisa desenvolvidas pela instituição. 

Segundo o diretor-executivo da Fundação Chapadão, André Bartolomeu Piesanti, os recursos estaduais são destinados principalmente ao custeio dos experimentos e à aquisição de insumos utilizados nos trabalhos de campo.

De acordo com ele, a Fundação recebeu cerca de R$ 2,5 milhões por safra agrícola nos anos de 2023 e 2024. Em 2024/2025, o aporte foi ampliado para R$ 3,7 milhões. Para a safra 2026/2027, o valor previsto é de aproximadamente R$ 2,7 milhões.

“Esse recurso é fundamental para a aquisição de materiais de consumo, defensivos, insumos e ferramentas necessárias para sustentar todo o trabalho de pesquisa desenvolvido pela Fundação. É um apoio importante para que possamos continuar entregando tecnologias e informações aos produtores”,sinaliza.

Outro tema destacado por Piesanti é o avanço da inteligência artificial no agronegócio. Segundo ele, a tecnologia já está presente em diversas etapas da produção rural e tende a ganhar espaço também nas atividades de pesquisa.

“A inteligência artificial veio para ficar. Ela já está sendo utilizada no monitoramento das lavouras, na mecanização, na aplicação de produtos e na análise de informações geradas no campo. O grande diferencial é a capacidade de transformar um enorme volume de dados em informações úteis para a tomada de decisão do produtor”, explica.

Embora ainda não possua uma estrutura específica voltada à inteligência artificial, a Fundação Chapadão busca parcerias para incorporar a tecnologia aos seus processos de pesquisa e análise de dados.

“A IA pode ajudar a prever cenários, identificar riscos e apontar alternativas para mitigar problemas antes que eles aconteçam. Estamos acompanhando esse movimento e buscando formas de trazer essa tecnologia para dentro da Fundação”, destaca.

Piesanti também avalia de forma positiva as iniciativas do Governo do Estado voltadas à transformação digital no campo, como o lançamento do programa de conectividade rural e as parcerias para ampliação do uso de inteligência artificial em diferentes áreas.

“São ferramentas que contribuem para levar mais informação, tecnologia e eficiência ao produtor rural. O acesso a dados e à conectividade será cada vez mais importante para a competitividade do agronegócio”, pondera.

Para o diretor-presidente da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), Cristiano Marcelo Espínola Carvalho, as fundações de pesquisa têm apresentado resultados significativos para o fortalecimento da produção agropecuária no Estado.

“Os resultados que temos acompanhado, demonstram que os produtores de Mato Grosso do Sul contam com uma base sólida de pesquisas que valida as novas tecnologias apresentadas ao mercado. Isso nos dá muito mais segurança para absorver essas inovações, porque elas são testadas e validadas dentro do próprio Estado. Temos observado o quanto os agricultores sul-mato-grossenses têm se beneficiado desse processo. Por isso, ficamos muito satisfeitos em apoiar pesquisas que são desenvolvidas e apresentadas aos nossos produtores, contribuindo para uma agropecuária cada vez mais eficiente, competitiva e alinhada às características de cada região do Estado”, observa o dirigente.

IA, genética e diversificação ampliam alcance das pesquisas no campo.

O engenheiro agrônomo Fábio Lima Abrantes, que atua na Fundação Chapadão, destaca que a inteligência artificial já começa a transformar a pesquisa agropecuária ao permitir análises mais rápidas e precisas de grandes volumes de dados. Segundo ele, a tecnologia auxilia desde a interpretação de imagens de satélite até a predição de produtividade das lavouras com base em informações históricas sobre cultivares, ciclos produtivos e desempenho das safras anteriores.

“A inteligência artificial nos ajuda a transformar um banco de dados robusto em informações mais claras e objetivas para o produtor rural, facilitando a tomada de decisão no campo”, afirma.

Responsável pela área de genética, Abrantes explica que a pesquisa desenvolvida pela instituição avalia tanto materiais já disponíveis comercialmente quanto novas cultivares em fase de desenvolvimento. O objetivo é identificar quais variedades apresentam melhor adaptação às condições de solo e clima da região.

Antes de serem recomendados aos produtores, os materiais passam por uma série de avaliações relacionadas à resistência a doenças, tolerância ao déficit hídrico, porte das plantas, arquitetura vegetal e potencial produtivo. Segundo o pesquisador, um mesmo material pode apresentar comportamentos distintos dependendo do ambiente de cultivo.

“Não avaliamos apenas a produtividade. Estudamos o comportamento da planta, sua adaptação às diferentes regiões e sua resposta às condições climáticas para garantir maior segurança ao produtor”, pondera.

Segundo a agrônoma Aniele Versotto, os laboratórios da Fundação realizam diagnósticos de doenças, análises de produtos biológicos que garantem a eficiência no campo (Foto: Fundação Chapadão)

As pesquisas abrangem uma extensa área agrícola do norte de Mato Grosso do Sul, alcançando municípios como Chapadão do Sul, Costa Rica, Paraíso das Águas, Coxim e Sonora, com impacto direto em mais de 600 mil hectares cultivados.

Abrantes ainda destaca o interesse crescente por culturas alternativas. Embora a carinata tenha despertado atenção por seu potencial na produção de biocombustíveis sustentáveis, ainda não existe uma demanda consolidada por pesquisas sobre a cultura na região. Já o amendoim vem apresentando crescimento expressivo e passou a demandar maior atenção dos pesquisadores.

Outro ponto é a preocupação em levar conhecimento também aos pequenos produtores e agricultores familiares. Segundo ele, os resultados das pesquisas contemplam sistemas de integração lavoura-pecuária, produção de silagem, formação de pastagens e alternativas de diversificação agrícola.

“Nosso trabalho busca atender toda a cadeia produtiva. Além das grandes culturas, também desenvolvemos pesquisas que podem ampliar as oportunidades e a diversificação das pequenas propriedades rurais”.

Laboratórios garantem diagnóstico, controle biológico e suporte às pesquisas agrícolas

A engenheira agrônoma Aniele Versotto Teixeira, da Fundação Chapadão, ressalta a importância da estrutura laboratorial para o desenvolvimento das pesquisas e para o atendimento aos produtores rurais da região. Segundo ela, os laboratórios realizam diagnósticos de doenças em lavouras, análises de produtos biológicos e testes que ajudam a garantir a eficiência das tecnologias utilizadas no campo.

Aniele ressalta ainda que a manutenção da estrutura laboratorial exige investimentos contínuos

“Quando o produtor identifica algum problema na lavoura, ele traz a amostra para que possamos fazer o diagnóstico e identificar exatamente o que está acontecendo. Isso permite uma recomendação mais precisa e assertiva”, explica.

Entre os trabalhos realizados está a análise da viabilidade de produtos biológicos à base de fungos e bactérias utilizados no controle de pragas e doenças. Os pesquisadores verificam se os microrganismos permanecem vivos e em condições adequadas após o transporte e armazenamento, garantindo que o produto mantenha sua eficácia quando chegar ao campo.“São organismos vivos que passam por um longo processo até chegar ao produtor. Nós avaliamos se a espécie informada pelo fabricante está realmente presente e se continua viável para cumprir a função proposta”.

Aniele ressalta ainda que a manutenção da estrutura laboratorial exige investimentos contínuos em equipamentos, insumos e capacitação técnica, tornando o apoio institucional essencial para a continuidade dos trabalhos científicos.

“A pesquisa tem um custo elevado. Sem o apoio de parceiros e dos investimentos realizados pelo Governo do Estado, seria muito difícil manter toda essa estrutura funcionando apenas com recursos dos produtores”, destacou.

Os laboratórios da Fundação contam com equipamentos especializados para processamento de amostras, esterilização de materiais e análises microbiológicas, permitindo que as pesquisas sejam conduzidas em ambiente controlado e com elevado rigor científico.

Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom-MS

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Enfermeira que tentou salvar Maria Eduarda faz relato emocionante após tragédia em salto de rope jump

Por MRNews

Enfermeira que tentou salvar Maria Eduarda faz relato emocionante após tragédia em salto de rope jump

A morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, continua gerando grande comoção em todo o país. Novos detalhes sobre os momentos que antecederam a tragédia vieram à tona após uma profissional de saúde que participou do socorro decidir falar sobre o que presenciou no local do acidente.

Maria Eduarda morreu após sofrer uma queda durante a prática de rope jump na conhecida Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. O caso segue sendo investigado pelas autoridades e levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança adotados durante a atividade.

Relato emocionante de quem participou do resgate

Uma enfermeira que estava presente no momento do acidente revelou que desceu até a área onde a jovem caiu para prestar os primeiros atendimentos de emergência. Emocionada, ela contou que ainda conseguiu manter contato com Maria Eduarda logo após a queda.

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Segundo a profissional, aqueles momentos foram marcantes e difíceis de esquecer. O relato reforça o impacto da tragédia não apenas para familiares e amigos, mas também para as pessoas que tentaram salvar a vida da jovem.

A declaração trouxe ainda mais comoção ao caso, que vem sendo acompanhado por milhares de pessoas nas redes sociais desde que as imagens do acidente começaram a circular na internet.

Vídeo registrou o momento da queda

Imagens gravadas por testemunhas mostram o instante em que Maria Eduarda realiza o salto de aproximadamente 40 metros de altura. De acordo com a principal linha de investigação da Polícia Civil, as cordas de segurança não teriam sido conectadas corretamente ao equipamento utilizado pela jovem.

As gravações passaram a integrar o material analisado pelos investigadores e podem ser fundamentais para esclarecer exatamente o que aconteceu antes do acidente.

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Investigação aponta possível falha humana

As autoridades trabalham para entender como ocorreu a falha que resultou na morte da jovem. Três responsáveis pela operação da atividade foram indiciados por homicídio com dolo eventual.

Durante os depoimentos, dois dos envolvidos afirmaram ter sofrido um suposto “apagão” no momento da preparação do salto e disseram não conseguir explicar como a etapa de segurança teria sido ignorada.

Enquanto a investigação avança, familiares aguardam respostas e cobram justiça. A tragédia reacendeu o debate sobre fiscalização, treinamento de equipes e normas de segurança em atividades de aventura realizadas em todo o Brasil.

Tags: Maria Eduarda, rope jump, Limeira, Ponte do Esqueleto, acidente, investigação, queda, São Paulo, notícias, tragédia.

obra de R$ 140 milhões avança na SC-281, na Grande Florianópolis

Implantação da SC-281 entre São Pedro de Alcântara e Angelina recebe pavimentação e obras especiais para contenção de encostas – Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC

As obras de implantação da SC-281, entre São Pedro de Alcântara e Angelina, na Grande Florianópolis, seguem em execução por meio do Programa Estrada Boa, do Governo de Santa Catarina. O trecho soma 22,4 km de extensão onde a antiga pista de terra batida está sendo pavimentada em asfalto. O maior desafio, no entanto, é a topografia da região, marcada por terrenos acidentados e íngremes. Assim, a obra registra serviços especiais para contenção de encostas, além de cortes, aterros e grande volume de terraplenagem.

Conforme o governador Jorginho Mello, a obra é uma das grandes ações do Governo do Estado na Grande Florianópolis. “O Programa Estrada Boa está fazendo a diferença em todas as regiões de Santa Catarina. Somente neste da SC-281 o investimento é de R$ 140 milhões, recurso que vai transformar a região e pavimentar uma estrada que era de terra com asfalto novo e de qualidade”, afirmou.

Obra na SC-281 exige grande volume de corte, drenagem e terraplenagem – Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC

Atualmente a obra avança em diversas frentes de serviço. Em São Pedro de Alcântara, a pavimentação está sendo aplicada em trechos onde a terraplenagem já foi concluída. Já em Angelina as equipes realizam cortes e aterros a fim de preparar a pista para receber o revestimento asfáltico. Também estão em andamento a construção de equipamentos de contenção e de drenagem, entre outros serviços.

Rota alternativa à BR-282

O secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando, lembra que a rodovia é uma rota logística estratégica. “A SC-281 é uma importante ligação entre Serra e Grande Florianópolis, funcionando como uma rota alternativa à BR-282. Estamos pavimentando uma estrada que vai impulsionar o desenvolvimento de toda a região”, destaca. 

Antiga estrada de terra está sendo alargada e ampliada para receber nova pista em asfalto – Foto: Leo Munhoz/SecomGOVSC

Atualmente a obra soma cerca de 30% de conclusão. “Superamos diversos entraves ambientais e administrativos nesta obra. Com trabalho técnico, conseguimos destravar o andamento dos serviços e avançar com mais frentes de atuação. É uma obra delicada, mas que ganhou ritmo nos últimos anos”, afirma o secretário.  

A pavimentação da SC-281 é aguardada há décadas pela população e terá papel fundamental na melhoria das condições de trafegabilidade, segurança viária e logística regional, beneficiando moradores, produtores rurais, turistas e o transporte de cargas entre os municípios da região.

Pavimentação em asfalto é realizada após etapa de corte, terraplenagem e drenagem
Topografia irregular é desafio para construção da rodovia. Obra ultrapassa 30% de execução – Fotos: Leo Munhoz/SecomGOVSC

Programa Estrada Boa

A obra na SC-281 integra o Estrada Boa, maior programa de investimento em infraestrutura rodoviária da história de Santa Catarina. Com o Programa, em menos de três anos o Governo de Santa Catarina subiu de 26% para 95% o volume de estradas consideradas ótimas ou boas. Ao todo, são mais de 100 frentes de trabalho, contemplando, assim, mais de 3,5 mil quilômetros de rodovias.

Somando obras estruturantes, revitalizações, serviços de conservação, bem como manutenção, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE), está investindo mais de R$ 5 bilhões no programa Estrada Boa.