A desembargadora Maria Sandra Kayat Direito, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), negou provimento ao recurso da defesa do oficial da Marinha, Cristiano da Silva Lacerda.
A magistrada manteve a condenação pelos homicídios qualificados de Geraldo Pereira Coelho e Osélia da Silva Coelho, pais de seu ex-namorado, Felipe da Silva Coelho.
Na decisão, foram mantidas a perda do cargo público de capitão da Marinha e a indenização mínima de R$ 200 mil por danos morais aos familiares das vítimas.
Os advogados de defesa queriam anular o julgamento alegando inépcia da denúncia, suposta violação da cadeia de custódia, cerceamento de defesa em razão de alegada amnésia do acusado, nulidade do laudo de insanidade mental e ausência de dolo em razão da ingestão de álcool e medicamentos. Todos os argumentos foram rejeitados.
A desembargadora destacou “que a denúncia atendeu aos requisitos legais e que o exame de insanidade mental concluiu que o réu era plenamente capaz de compreender o caráter ilícito de seus atos, além de ter sido afastada a tese de que a embriaguez ou o uso de medicamentos teriam excluído a responsabilidade penal”.
Ao analisar a dosimetria, Maria Sandra Kayat avaliou a necessidade de reduzir parcialmente a pena aplicada na sentença, afastando uma das circunstâncias judiciais negativas utilizadas para aumentar a pena-base, mas não acolheu a anulação do julgamento. Com isso, a condenação foi recalculada de 80 para 72 anos de reclusão.
“Nesse contexto, a ausência de confissão ou de arrependimento não constitui dado idôneo a justificar a negativação de circunstância judicial prevista no art. 59 do Código Penal, sob pena de indevida penalização pelo exercício de direito fundamental”.
O crime ocorreu em junho de 2022, no Jardim Botânico, zona sul do Rio, e foi motivado pelo inconformismo do réu com o fim do relacionamento amoroso com Felipe. Por isso, Cristiano matou os dois idosos a facadas para provocar sofrimento ao ex-companheiro.
O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, além da causa de aumento de pena pelo fato de os crimes terem sido praticados contra pessoas idosas.
A participação inédita do Fórum Permanente Estadual de Gestoras Municipais de Políticas Públicas para Mulheres marcou o 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, realizado pela Assomasul, como um importante passo para o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres em todo o Estado.
Com apoio da Secretaria de Estado da Cidadania, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres e do Programa Protege, o Fórum esteve presente nos dois dias de evento com estande próprio, articulações institucionais, troca de experiências entre municípios e a realização do painel “Políticas Públicas para Mulheres: da escuta à ação”.
Painel teve participações de gestoras de Ponta Porã, Corumbá, da subsecretária Manuela Nicodemos Bailosa, que fez a mediação, juntamente com as gestoras de Maracaju e Rio Brilhante.
Mediado pela subsecretária de Estado de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Nicodemos Bailosa, o painel reuniu representantes de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul: Jamaica do Carmo, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres de Maracaju; Wânia Alecrim, gerente de Políticas Públicas para Mulheres de Corumbá; Eliana Rodrigues de Souza Barbosa, coordenadora do Núcleo de Políticas Públicas para a Mulher de Ponta Porã; e Francis Jaqueline, gestora da Divisão de Direitos Humanos e Cidadania e coordenadora das Políticas Públicas para Mulheres de Rio Brilhante.
Durante a apresentação, Manuela destacou que o Fórum nasceu da necessidade de fortalecer as mulheres que estão à frente das políticas públicas nos municípios.
“Nosso objetivo é organizar coletivamente as mulheres gestoras que fazem as políticas públicas acontecerem em seus territórios. Por meio do Fórum, construímos caminhos que fortalecem a atuação dessas profissionais e ampliam sua autonomia para enfrentar os desafios locais”, afirmou.
Criado como espaço permanente de articulação, o Fórum reúne atualmente representantes de 52 dos 79 municípios sul-mato-grossenses. A estrutura é composta por dez gestoras, entre titulares e suplentes, representando todas as regiões do Estado. Os encontros acontecem quinzenalmente e têm como foco a discussão dos fluxos da rede de atendimento, a auto-organização das gestoras e a construção conjunta de estratégias para fortalecer as políticas públicas para mulheres.
Segundo a subsecretária, a troca constante entre os municípios têm produzido resultados concretos.
Mediado por Manuela Nicodemos, painel trouxe propósitos e metas do Fórum Permanente.
“A troca de experiências tem colaborado para dar visibilidade aos problemas enfrentados nos territórios, mas também para encontrar soluções. As gestoras compartilham desafios, aprendizados e boas práticas que ajudam outras cidades a avançarem”, ressaltou.
Manuela também chamou atenção para a necessidade de ampliar o olhar sobre as políticas públicas para mulheres. “A pauta da violência nos consome muito, porque é urgente, mas a vida das mulheres não é atravessada apenas pela violência. Precisamos falar de autonomia financeira, saúde, trabalho, participação política e acesso a oportunidades. As políticas públicas para mulheres precisam estar presentes em todas as áreas da gestão pública”, pontuou.
Entre as metas do Fórum estão a ampliação da representatividade municipal e a criação de grupos temáticos voltados a áreas como saúde da mulher, participação política, autonomia econômica e fortalecimento institucional das políticas públicas.
Experiências dos territórios
Representando a região de Rio Brilhante, Francis Jaqueline destacou a importância de fortalecer institucionalmente as políticas públicas para mulheres nos municípios e ampliar o diálogo com gestores e prefeitos.
“Precisamos trabalhar dentro das diretrizes das políticas públicas para mulheres e olhar para todas elas. Não se trata apenas de reduzir índices de violência, mas de garantir direitos, oportunidades e cidadania”, afirmou.
À frente da política pública para mulheres em Rio Brilhante, Francis compartilhou experiências da região.
Segundo ela, fortalecer as políticas públicas para mulheres significa assegurar que os municípios compreendam seu papel na promoção da igualdade e na garantia de direitos.
“Queremos que essa discussão chegue aos prefeitos e às gestões municipais para que possamos fortalecer cada vez mais essa política. Precisamos olhar para todas as mulheres e para todas as suas necessidades”, ressaltou.
De Corumbá, Wânia Alecrim compartilhou experiências relacionadas aos desafios da região de fronteira e à necessidade de articulação permanente entre diferentes instituições.
“A política pública para mulheres não pode ser construída de forma isolada. É preciso envolver toda a rede, conhecer os territórios e entender suas especificidades para construir respostas efetivas”, destacou.
De Corumbá, Wania Alecrim narrou desafios de viver na cidade de MS onde o Brasil faz fronteira com a Bolívia.
Ela também apresentou resultados da Patrulha Maria da Penha no município, considerada referência no Estado, e reforçou a importância da integração entre poder público, sistema de justiça e sociedade civil.
“Quando pensamos em proteção às mulheres, precisamos envolver todas as instituições. A articulação entre os diversos setores é o que possibilita construir respostas concretas para as demandas de cada território”, afirmou.
Wânia também defendeu que as gestões municipais documentem suas experiências e boas práticas para garantir a continuidade das políticas públicas. “Os mandatos passam, mas as políticas públicas precisam permanecer. Por isso, é importante registrar processos, experiências e resultados para que esse legado continue beneficiando outras mulheres.”
Representando a região de Ponta Porã, Eliana Rodrigues de Souza Barbosa apresentou iniciativas voltadas à autonomia econômica e ao fortalecimento das mulheres da região de fronteira. Entre elas está a transformação do antigo Casarão do Itamaraty em um espaço de capacitação e qualificação profissional, além de ações desenvolvidas em parceria com universidades, instituições de ensino e organismos internacionais.
Desafios e também conquistas foram descritas pela gestora da política de Ponta Porã, Eliana Barbosa.
“Trabalhamos para alcançar todas as mulheres, seja no campo, nas aldeias, nos assentamentos ou em situação de privação de liberdade. Sozinhos não construímos nada. É a força da rede que torna possível transformar realidades”, afirmou.
A coordenadora também destacou o trabalho binacional realizado entre Brasil e Paraguai para enfrentamento da violência e promoção dos direitos das mulheres na região de fronteira.
“Temos reuniões permanentes envolvendo instituições dos dois países porque entendemos que a proteção das mulheres exige atuação conjunta. Quando a rede trabalha unida, conseguimos avançar muito mais.”
Momento em que representantes dos municípios sinalizaram que já aderiram ao Protege.
Representando Maracaju, Jamaica do Carmo ressaltou o papel das redes intersetoriais no acolhimento e proteção das mulheres.
“Quando investimos na rede e fortalecemos sua articulação, deixamos de permitir que aquela mulher enfrente seus desafios sozinha. O poder público passa a caminhar ao lado dela, envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, educação e demais instituições.”
Para ela, a consolidação das políticas públicas para mulheres depende do fortalecimento dessas conexões.
“Se não tivermos uma rede ativa, forte e articulada, muitas ações acabam parando no meio do caminho. Quando todos os órgãos trabalham juntos, conseguimos oferecer proteção, acolhimento e oportunidades para quem mais precisa.”
Gestores reforçam compromisso
Prefeito de Batayporã, Germino Roz, assinando carta-compromisso proposta pelo Fórum.
A participação do Fórum também mobilizou prefeitos e prefeitas presentes no Congresso, que destacaram a importância de ampliar o debate sobre a proteção, a autonomia e a garantia de direitos das mulheres nos municípios.
Prefeito de Batayporã, Germino Roz ressaltou que a construção de uma sociedade mais justa para as mulheres também depende do envolvimento ativo dos homens, especialmente daqueles que ocupam espaços de liderança e tomada de decisão.
“As mulheres já sabem muito bem o que almejam e o que querem. Nós, homens, é que precisamos aprender mais sobre esse tema. Por mais que escutemos palestras, acompanhemos notícias ou participemos de debates, ainda precisamos compreender profundamente o que podemos apoiar, o que devemos defender e como devemos nos posicionar.”
Segundo o prefeito, a defesa das políticas públicas para mulheres deve estar acima de disputas ideológicas ou partidárias.
“Essa não é uma discussão partidária. É uma discussão em defesa da vida. Somos um país que ainda massacra mulheres e precisamos reduzir esses índices. Isso só será possível por meio de um debate sincero, justo e do reconhecimento de que vivemos em uma cultura machista que precisa ser transformada.”
Germino também destacou a responsabilidade dos gestores públicos nesse processo. “Nós temos voz, representamos instituições e somos observados pela população. Precisamos usar esse espaço para defender as políticas públicas para as mulheres, incentivar mudanças de comportamento e reconhecer o quanto determinadas práticas ainda interferem na vida delas. Quando entendermos verdadeiramente esse impacto, estaremos dando um passo importante na direção da sociedade que queremos construir.”
Parte do público presente no painel dentro do 4º Congresso dos Municípios.
Ao final, o prefeito parabenizou o Fórum Permanente Estadual de Gestoras Municipais de Políticas Públicas para Mulheres, as participantes do painel, e convidou outros gestores municipais a se somarem à iniciativa.
A prefeita de Brasilândia, Márcia Amaral, também destacou a importância da presença do Fórum no Congresso como forma de sensibilizar gestores municipais e fortalecer a construção de políticas públicas específicas para as mulheres.
“É de grande importância ver esse espaço ocupado pelo Fórum e esse convite sendo feito aos prefeitos para abraçarem essa causa. As mulheres precisam ser valorizadas em todas as políticas públicas, mas valorizadas de fato, com legislação própria, recursos direcionados e ações que realmente aconteçam na vida delas”, afirmou.
Para a prefeita, a escuta qualificada é um dos principais instrumentos para a construção de políticas públicas efetivas. “Precisamos ouvir as mulheres, entender quais são as dificuldades que elas enfrentam e verificar se as políticas públicas estão chegando até elas. É preciso saber se estão sendo acolhidas, cuidadas e atendidas em suas necessidades.”
Subsecretária da Mulher, Manuela Nicodemos Bailosa, ao lado da prefeita de Brasilândia, Márcia Amaral e da secretária da Mulher do município, Patrícia Aparecida Lopes.
Márcia ressaltou ainda o papel estratégico dos organismos de políticas para mulheres na identificação das demandas locais.
“A Secretaria da Mulher de Brasilândia se torna um apoio fundamental porque é a partir da escuta que conseguimos compreender a realidade de cada mulher e desenvolver políticas específicas para responder a essas necessidades.”
Como exemplo, ela citou uma iniciativa implantada em Brasilândia para apoiar mulheres em situação de violência. “Percebemos que muitas mulheres não tinham para onde voltar após romper um ciclo de violência. Então criamos um programa de auxílio-aluguel custeado pelo município. Durante esse período, elas recebem suporte da rede de atendimento para reconstruir suas vidas, cuidar de suas famílias e conquistar autonomia. São ações como essa que mostram como a política pública pode transformar realidades.”
Ao longo do Congresso, o Fórum também apresentou sua Carta de Compromisso com o Fortalecimento das Políticas Públicas Municipais para as Mulheres, documento que incentiva prefeitos e prefeitas a investirem na institucionalização, no financiamento e na continuidade dessas políticas.
Paula Maciulevicius, Comunicação da Cidadania Fotos: Paula Maviulevicius
O mês de junho traz uma característica cultural relacionada ao aumento do consumo por alimentos derivados do milho, bastante tradicionais nas festas juninas. Com vistas à prevenção da saúde e higiene alimentar da população, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS-JP), por meio da Vigilância Sanitária, promove um trabalho educativo e fornece orientações sobre os principais cuidados que devem ser tomados na hora da compra dos alimentos produzidos a partir do cereal.
É fundamental que o consumidor adote cuidados durante a aquisição dos alimentos a fim de garantir a segurança alimentar e prevenir riscos à saúde. “No momento da compra do milho verde, recomenda-se observar se a palha apresenta coloração verde, aspecto úmido e boa aderência à espiga. Além disso, os grãos devem estar íntegros, firmes, bem desenvolvidos e com coloração uniforme”, alertou Victor Viana, gerente da Vigilância Sanitária de João Pessoa.
De acordo com a Vigilância Sanitária, devemos evitar a aquisição de espigas de milho que apresentem manchas escuras, perfurações, sinais de mofo ou qualquer indício de deterioração, uma vez que tais características podem indicar a presença de fungos, pragas ou contaminação. Também é importante verificar o odor do produto, que deve ser característico e agradável, sem cheiros fortes ou desagradáveis que possam indicar comprometimento da qualidade.
“Ao adquirir produtos derivados de milho, como pamonha, canjica, mungunzá, bolos e outras preparações típicas, o consumidor também deve estar atento às condições higiênico-sanitárias do estabelecimento, observando a limpeza do ambiente, a forma de armazenamento dos alimentos e as práticas de higiene adotadas pelos manipuladores, fatores essenciais para a garantia da qualidade e da segurança dos alimentos oferecidos”, ressaltou Victor Viana.
Chegou a hora. Neste sábado (13), a partir de 19h (horário de Brasília), a seleção brasileira inicia a caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo.
O primeiro desafio é contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no duelo que abre o Grupo C, todo ele concentrado nos Estados Unidos e que ainda reúne Escócia e Haiti.
O Brasil defende uma invencibilidade de respeito em estreias. A última derrota em um primeiro jogo de Copa foi em 1934, na Itália, para a Espanha, por 3 a 1, no Estádio Luigi Ferraris, em Gênova. De lá para cá, foram 17 vitórias e três empates. No Mundial passado, no Catar, a seleção verde e amarela venceu a Sérvia por 2 a 0 no Estádio Lusail, com dois gols do atacante Richarlison.
O adversário de agora, porém, é dos mais complicados que o Brasil já teve em uma primeira rodada. A seleção marroquina, semifinalista do Mundial do Catar, está em sétimo no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), somente uma posição atrás da própria equipe brasileira.
Além disso, no último embate, os Leões do Atlas (apelido do time africano) levaram a melhor e ganharam por 2 a 1, no Ibn Batouta Stadium, em Tanger (Marrocos). O atacante Sofiane Boufal e o meia Abdelhamid Sabiri marcaram para os donos da casa, enquanto o volante Casemiro fez o gol brasileiro no confronto, realizado em 25 de março de 2023.
Ciclo tumultuado
Aquele foi, também, o jogo que abriu um dos ciclos de Copa do Mundo mais tumultuados que a seleção brasileira já passou. O técnico daquele amistoso — e de outros dois que ocorreram em junho do mesmo ano — foi Ramon Menezes, que dirigia o sub-20 do Brasil.
Na expectativa, desde então, pela chegada de Carlo Ancelotti para o meio de 2024, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) escolheu Fernando Diniz, que acabara de ser campeão da Libertadores pelo Fluminense, para dirigir a seleção verde e amarela até que o italiano estivesse liberado contratualmente pelo Real Madrid (Espanha). Seria uma espécie de “interino”.
O treinador, porém, durou apenas seis jogos. A sequência de três derrotas seguidas nas eliminatórias para a Copa e a renovação de Ancelotti por mais uma temporada com o Real Madrid levaram a CBF a demitir Diniz e ir atrás de Dorival Júnior, então campeão da Copa do Brasil pelo São Paulo em 2023. A ideia é que fosse o técnico definitivo para 2026.
O trabalho de Dorival à frente da Amarelinha, no entanto, também foi curto. Contratado em janeiro de 2024, ele foi demitido em março do ano seguinte, após a goleada por 4 a 1 sofrida para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias, no Monumental, em Buenos Aires.
Eis que Carlo Ancelotti recuperou força na CBF após temporada ruim do Real Madrid e acabou confirmado como técnico do Brasil em 26 de maio de 2025. Quem anunciou a contratação do italiano foi Ednaldo Rodrigues. Quem o recebeu na chegada ao país, porém, foi outro presidente: Samir Xaud, que assumiu após afastamento de Ednaldo do cargo — o segundo em seis meses — e muita confusão nos bastidores eleitorais da entidade.
Com Ancelotti, o Brasil concluiu a já tumultuada campanha nas eliminatórias com a classificação à Copa, ainda que na quinta posição (entre dez seleções), a pior campanha da história da seleção brasileira. Contratado de última hora, o italiano teve o vínculo renovado até o Mundial de 2030.
Dúvidas na escalação
Da equipe que perdeu para Marrocos em 2023, sete jogadores foram convocados por Ancelotti para a Copa: os goleiros Weverton e Ederson, os zagueiros Ibañez e Bremer; Casemiro, o meia Lucas Paquetá e o atacante Vinícius Júnior.
Nomes como o zagueiro Eder Militão e o atacante Rodrygo, com os quais o italiano contava para o Mundial e se contundiram, também fizeram parte daquele grupo.
A expectativa é de que pelo menos Casemiro, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior comecem jogando neste sábado. Ibañez, apesar de zagueiro, é opção para a lateral direita e disputa posição com Danilo depois do corte de Wesley, contundido.
A titularidade nos dois lados da defesa, aliás, é a grande dúvida na escalação. Na esquerda, a briga é entre Alex Sandro e Douglas Santos. Nos 15 minutos diários em que permitia à imprensa acompanhar as atividades no Centro de Treinamento (CT) Columbia Park, em Morristown, Ancelotti não dava pistas sobre as escolhas.
Uma provável escalação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo: Alisson; Danilo (Ibañez), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.
Leões do Atlas em alta
Do lado marroquino, a seleção tem seis jogadores que estiveram em campo na vitória de 2023: o goleiro Yassine Bono, os laterais Achraf Hakimi e Noussair Mazraoui, o volante Sofyan Amrabat e os meias Azzedine Ounahi e Bilal El Khannouss. Seriam oito originalmente, mas o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão.
O técnico também mudou de lá para cá. Comandante na histórica campanha semifinalista no Catar, Walid Regragui deixou o cargo em março deste ano, dois meses após a polêmica final da Copa Africana de Nações.
Na ocasião, Marrocos, dono da casa, perdeu em campo para Senegal, mas foi reconhecido como campeão depois de recorrer à confederação do continente alegando “abandono de campo” do time senegalês com a marcação de um pênalti favorável aos Leões do Atlas – que acabou desperdiçado.
O novo treinador, Mohamed Ouahbi, fez história pelo país em 2025, levando Marrocos a um inédito título mundial sub-20 no Chile, superando a Argentina na final, mostrando que o país seguirá dando trabalho às potências do futebol nos próximos anos. O ponta Gessime Yassine, do Strasbourg (França), fez parte daquela campanha e está entre os convocados para a Copa.
Mas a grande esperança de brilho dos Leões do Atlas é um conhecido de Vinícius Júnior e Ancelotti. O atacante Brahim Díaz defende o Real Madrid, é nascido na Espanha e representou as seleções de base do país europeu até 2024, quando escolheu a bandeira da terra natal de seu pai. Em 26 jogos pela equipe marroquina, já balançou as redes 14 vezes.
Ouahbi deve mandar a campo a seleção de Marrocos com: Bono; Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Mazraoui; Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Ounahi; Brahim Díaz, Ismael Saibari e El Khannouss.
O mercado de cartões de alta renda ganhou um novo protagonista em 2026. Com a chegada do World Legend Mastercard ao Brasil, o Itaú finalmente passou a disputar espaço em uma categoria ainda mais exclusiva, trazendo benefícios superiores aos oferecidos pela tradicional linha Black.
A novidade, porém, levantou uma dúvida entre clientes Personnalité e Private: o The One Mastercard Black ainda faz sentido?
A resposta é sim, mas o cenário mudou significativamente.
Embora o The One continue disponível e mantenha alguns diferenciais importantes, a comparação direta mostra que o World Legend surge com uma proposta mais robusta em praticamente todos os quesitos analisados.
Durante anos, o The One foi apresentado como o principal cartão da plataforma Personnalité, reunindo alta pontuação, acessos a salas VIP e benefícios exclusivos.
Entretanto, o mercado evoluiu.
Cartões como BRB DUX, CAIXA Visa Infinite Ícone, Santander Unlimited, BTG Ultrablue e Bradesco Aeternum passaram a oferecer experiências cada vez mais competitivas.
Agora, o próprio Itaú colocou um novo concorrente dentro de casa.
O World Legend chega com mais pontos, benefícios exclusivos da Mastercard e uma experiência de viagem superior, tornando inevitável a comparação entre os dois produtos.
Anuidade e Critérios de Isenção
Apesar de possuírem a mesma anuidade oficial, os requisitos para zerar o custo anual favorecem claramente o novo cartão.
Comparativo de Anuidade
Benefício
The One Mastercard Black
World Legend Mastercard
Anuidade
R$ 4.000
R$ 4.000
Parcelamento
12x de R$ 333,33
12x de R$ 333,33
Isenção Inicial
3 meses
3 meses
Gastos para Isenção Total
R$ 60 mil/mês
R$ 40 mil/mês
Na prática, o World Legend exige um volume de gastos significativamente menor para garantir a isenção completa da anuidade.
Pontuação: O Maior Diferencial
Para quem acumula milhas, o novo cartão abre uma vantagem expressiva.
Acúmulo de Pontos
Categoria
The One
World Legend
Compras Nacionais
3 pontos por dólar
4,5 pontos por dólar
Compras Internacionais
3,5 pontos por dólar
5 pontos por dólar
A diferença pode representar dezenas de milhares de pontos adicionais ao longo do ano para clientes com gastos elevados.
Para o público que busca maximizar transferências para programas de fidelidade, o World Legend assume clara vantagem.
Salas VIP: O Benefício Que Mantém o The One Vivo
Apesar da superioridade do World Legend em diversos aspectos, existe um detalhe importante que ajuda a justificar a permanência do The One no portfólio do Itaú.
Os portadores do cartão continuam tendo acesso ilimitado ao Lounge Personnalité em Guarulhos, um benefício bastante valorizado pelos clientes de alta renda.
Comparativo de Salas VIP
Benefício
The One
World Legend
Mastercard Airport Experiences
Ilimitado
Ilimitado
Lounge Itaú Guarulhos
Sim
Sim
Lounge Personnalité Guarulhos
Sim
Sim
Convidados Gratuitos
20 por ano
2 por visita
Taste of Priceless
Não
Sim
Além disso, a recente ampliação das salas VIP do Itaú em Guarulhos reforça a experiência premium oferecida aos clientes.
Mesmo assim, muitos usuários questionam se esse benefício é suficiente para justificar uma anuidade de R$ 4 mil quando existe uma alternativa mais completa dentro do próprio banco.
Taste of Priceless Coloca o World Legend em Outro Patamar
O grande diferencial do World Legend é o acesso ao Taste of Priceless.
Localizado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o espaço é considerado por muitos especialistas uma das melhores salas VIP do país.
O ambiente oferece:
Gastronomia premium;
Experiências exclusivas;
Atendimento personalizado;
Eventos especiais;
Conceito diferenciado de hospitalidade.
Esse benefício sozinho já coloca o World Legend entre os cartões mais desejados do mercado brasileiro.
Benefícios Exclusivos da Nova Categoria Mastercard
O World Legend inaugura oficialmente uma categoria acima do tradicional Mastercard Black.
Entre os destaques estão:
Benefício
World Legend
Seguro Viagem
Até US$ 1 milhão
Concierge Premium
Sim
Michelin by Mastercard
Sim
Art Advisory
Sim
Convites para eventos internacionais
Sim
Experiências Teresa Perez Collection
Sim
Taste of Priceless
Sim
O pacote é claramente superior ao oferecido pelo The One.
Quem Ainda Pode Receber o The One?
Outro detalhe importante é a estratégia adotada pelo Itaú para novas emissões.
Atualmente, o The One tem sido direcionado principalmente para clientes que alcançam o Nível 5 do programa Minhas Vantagens.
A movimentação sugere que o banco pretende utilizar o cartão como ferramenta de fidelização e relacionamento, enquanto o World Legend assume gradualmente o papel de produto aspiracional dentro da plataforma Personnalité.
O Que Esperamos do Itaú nos Próximos Anos?
A chegada do World Legend mostra que o Itaú está disposto a disputar o mercado de alta renda com mais intensidade.
Ainda assim, existem oportunidades de evolução.
Entre as melhorias desejadas pelos clientes estão:
Mais benefícios para acompanhantes em salas VIP;
Programas de fidelidade mais agressivos;
Experiências internacionais exclusivas;
Benefícios vinculados ao volume de investimentos;
Novas categorias premium.
O banco possui escala e estrutura para competir diretamente com os principais emissores do país, mas o mercado aguarda os próximos movimentos.
O Fim do The One Está Próximo?
Por enquanto, não.
O The One continua disponível e mantém diferenciais relevantes, especialmente o acesso às salas VIP do Itaú e sua ligação com o programa Minhas Vantagens.
Porém, é impossível ignorar a mudança de cenário.
Quando dois cartões possuem praticamente a mesma anuidade e um deles oferece mais pontos, benefícios superiores e acesso ao Taste of Priceless, a tendência natural é que muitos clientes passem a buscar o upgrade.
O The One ainda não saiu de cena.
Mas pela primeira vez desde seu lançamento, seu protagonismo dentro do Itaú está sendo seriamente questionado.
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O sábado (13/6) em Minas Gerais tem condições atmosféricas favoráveis à ocorrência de tempestades, principalmente nas porções Centro-sul e Oeste do estado, sem expectativa de grandes volumes pluviométricos, mas com muitos raios, rajadas de vento e granizo.
A previsão é de céu parcialmente nublado, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, nas regiões Central, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Oeste, Sul, Sudoeste, Campo das Vertentes, Zona da Mata, Vale do Rio Doce e Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Nas demais regiões, o dia deve ser de céu parcialmente nublado, com possibilidade de chuvas isoladas.
As temperaturas permanecem amenas até ao menos segunda-feira (15/6), com temperatura mínima prevista para Minas de 11° C e a máxima de 33° C neste sábado.
Clique aqui para conferir a previsão completa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O Governo do Estado deu mais um passo no fortalecimento da segurança pública em Mato Grosso do Sul com a formatura de 330 investigadores e 117 escrivães da Polícia Civil. A solenidade foi realizada na noite desta sexta-feira (12), em Campo Grande, e reuniu autoridades, familiares e convidados.
Os novos investigadores e escrivães concluíram o Curso de Formação Policial 2026 da Academia de Polícia Civil Delegado Júlio César da Fonte Nogueira (Acadepol/MS) e estão preparados para atuar em unidades da instituição em diversas regiões do Estado. Dos cerca de 26 mil candidatos inscritos no concurso público realizado em setembro de 2025, 447 concluíram todas as etapas da formação.
Durante a solenidade, autoridades estaduais destacaram a importância da incorporação dos novos policiais para o fortalecimento da segurança pública em Mato Grosso do Sul, ampliando a capacidade de investigação, atendimento à população e enfrentamento à criminalidade.
Representando o governador Eduardo Riedel, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, destacou a redução consistente dos índices de criminalidade em Mato Grosso do Sul, resultado que coloca o Estado entre os mais seguros do Brasil.
“Esse avanço não acontece por acaso. É resultado de planejamento, integração entre as forças de segurança e, sobretudo, da dedicação diária de homens e mulheres que honram a missão policial com profissionalismo e espírito público”, afirmou.
Barbosinha também parabenizou e encorajou os formandos. “Sirvam com firmeza quando necessário e com humanidade em todos os momentos. Façam da ética o norte de suas decisões, da verdade o fundamento de suas ações e do respeito ao cidadão uma marca permanente de sua atuação”, completou.
Egresso da Acadepol, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, recordou os ensinamentos recebidos durante sua formação na academia.
“Além dos ensinamentos da atividade policial, fomos ensinados a buscar respostas para os desafios da vida. Se erramos menos e acertamos mais, foi porque ouvimos os exemplos dos mais experientes. Isso nos proporcionou alcançar cargos que jamais imaginávamos ocupar”, afirmou.
Videira ressaltou ainda que os novos policiais representam o maior investimento que um governo pode fazer.
“Serão vocês que levarão a presença do Estado aos momentos mais difíceis da vida de muitas pessoas. O acolhimento, o abraço, o sorriso e o conselho. A missão vai muito além daquilo que foi aprendido na academia. O aprendizado continuará todos os dias da carreira de vocês”, disse.
Já o delegado-geral da Polícia Civil, Lupérsio Degerone Lucio, direcionou sua mensagem aos formandos.
“Esperamos dedicação, comprometimento, garra, força, honra, honestidade, lealdade e, sobretudo, sentimento de pertencimento à Polícia Civil. Assim, as entregas à sociedade ocorrerão com qualidade. Tenham empatia com as pessoas que vocês atenderão nas delegacias. Muitas vezes, toda a esperança delas estará em vocês. Cuidem de suas carreiras e não cedam às tentações que possam levá-los ao declínio”, destacou.
Formação voltada aos desafios da segurança pública
Ao longo de 137 dias de capacitação, entre 27 de janeiro e 12 de junho de 2026, os alunos participaram de uma preparação voltada ao desenvolvimento de competências técnicas, operacionais, jurídicas e éticas essenciais ao exercício das atividades de investigação criminal e de polícia judiciária.
Com carga horária total de 810 horas-aula, o Curso de Formação Policial 2026 contemplou atividades acadêmicas, treinamento operacional e estágios supervisionados. Do total da carga horária, 608 horas-aula foram desenvolvidas em regime acadêmico de semi-internato, 82 horas-aula em estágio supervisionado em regime de plantão policial e 120 horas-aula em estágio supervisionado em regime de expediente.
A matriz curricular foi composta por 66 disciplinas, distribuídas em oito turmas — Alfa, Brava, Charlie, Delta, Echo e Fox, destinadas aos investigadores, e Golf e Hotel, destinadas aos escrivães.
Entre os principais eixos da formação estiveram a investigação criminal, técnicas operacionais de campo, procedimentos investigativos, enfrentamento aos crimes cibernéticos, coleta de evidências eletrônicas, utilização de ferramentas tecnológicas de investigação, além de conteúdos voltados à ética, aos direitos humanos, à legalidade e à proporcionalidade.
A capacitação também contemplou temas estratégicos para Mato Grosso do Sul, considerando as transformações logísticas e econômicas decorrentes da implantação da Rota Bioceânica e os desafios relacionados à segurança nas regiões de fronteira.
“Uma formação que teve como meta aprimorar as habilidades individuais já trazidas pelos alunos, mas, sobretudo, forjar o compromisso ético e institucional de servir e proteger a sociedade, se necessário com a própria vida”, destacou a diretora da Acadepol, delegada Rôzeman Geise Rodrigues de Paula.
Também participaram da solenidade de formatura o secretário de Estado de Administração, Roberto Gurgel; o vice-presidente do TJMS, desembargador Eduardo Machado Rocha; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Frederico Reis Pouso Salas; o diretor do DOF, coronel Wilmar Fernandes; o coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Júnior; a comandante do 1º BPM, tenente-coronel Cleide Maria; e o presidente do Sinpol, José Nascimento Sobrinho.
Joilson Francelino, Comunicação Sejusp Fotos: Keila Flores/PCMS
Com o objetivo de informar, orientar e promover o acesso às garantias fundamentais aos cidadãos que convivem com doenças raras, a Seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) lançou a Cartilha de Direitos das Pessoas com Doenças Raras.
Segundo a entidade, estima-se que mais de 13 milhões de pessoas tenham algum tipo de doença rara no Brasil. Como enfrentam jornadas complexas, que envolvem diagnósticos tardios e tratamentos de longa duração, o desconhecimento das leis torna-se uma barreira adicional.
Destinada a pacientes, familiares, cuidadores, advogados, profissionais de saúde e gestores públicos, o guia detalha os direitos garantidos pelo ordenamento jurídico brasileiro em diversas áreas fundamentais para a subsistência e para a inclusão do paciente.
Por exemplo, na área da saúde, são apresentadas orientações sobre: atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), acesso aos exames genéticos e aos diagnósticos complexos, fornecimento gratuito de medicamentos de alto custo e direito ao tratamento fora do domicílio.
Na educação, o documento aborda a consolidação do modelo de educação inclusiva; a obrigatoriedade de oferta de recursos de acessibilidade e as adaptações curriculares; a proibição de cobrança de valores adicionais em mensalidades de instituições privadas e a implementação do Plano Educacional Individualizado, entre outros.
No âmbito previdenciário, a cartilha apresenta os caminhos para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de benefícios aos segurados do INSS, como aposentadoria por incapacidade permanente e o auxílio por incapacidade temporária.
Além das garantias federais, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), o manual aborda legislações estaduais e municipais fluminenses relevantes, mas ainda pouco difundidas entre a população em geral.
A cartilha também detalha os canais práticos para a denúncia de violações e a defesa ativa de direitos, orientando o cidadão sobre como acionar a Defensoria Pública, o Ministério Público, as Ouvidorias do SUS e a própria Câmara de Resolução de Litígios em Saúde (CRLS/RJ).
A presidente da Comissão da Pessoa com Doença Rara, da OAB-RJ, Sybelle Drumond, diz que o diagnóstico de uma condição rara costuma vir acompanhado de isolamento e muitas dúvidas.
“Um dos grandes obstáculos para pacientes e seus familiares é o desconhecimento. Esse guia é um chamado para que a sociedade e as instituições vejam o paciente raro não com invisibilidade, mas com plenos direitos”, afirmou a advogada.
Para o coordenador do Instituto Nacional de Atrofia Muscular Espinhal (Iname), Gabriel Guimarães, entidade que representa pacientes e familiares de pessoas que vivem com Atrofia Muscular Espinhal (AME), a cartilha é importante tanto para pacientes e familiares quanto para instituições e governo.
“A maior dificuldade das famílias é a informação. Na AME, muitas pessoas não conhecem a doença e falta diagnóstico. Essa iniciativa da OAB se junta a uma série de iniciativas da associações para disseminar informações sobre doenças que afetam uma parcela significativa da população”, disse Guimarães.
A AME é uma doença rara e degenerativa que afeta os neurônios motores na medula espinhal. Pode causar fraqueza muscular progressiva, atrofia e pode comprometer funções básicas como locomoção, deglutição e respiração.
De álbuns de figurinhas matemáticos a espetáculos teatrais, as escolas estaduais de Minas Gerais entraram no clima da Copa do Mundo 2026. Neste sábado (13/6), a Seleção Brasileira enfrenta o Marrocos, às 19h (horário de Brasília). Incentivadas pela Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), as instituições estão transformando a febre do mundial em ferramentas pedagógicas inovadoras, unindo o protagonismo juvenil ao engajamento dos estudantes dentro e fora da sala de aula.
Na Escola Estadual Maria Luiza Miranda Bastos, a paixão pelo futebol virou o combustível perfeito para desmistificar as ciências exatas. Inspirados no famoso livro ilustrado da Copa, os estudantes ganharam um desafio diferente: preencher um álbum de figurinhas totalmente focado no estudo de progressões aritméticas (PA) e geométricas (PG).
A proposta da professora de matemática Karla Moreira busca tornar a disciplina mais dinâmica, criativa e próxima da realidade dos jovens. Em vez de apenas colar os cromos, os estudantes precisam resolver desafios, desvendar sequências numéricas e realizar atividades contextualizadas com os países participantes do torneio para avançar no álbum.
Além disso, o projeto aproveita a identidade visual das seleções para fazer uma ponte com conteúdos estudados no primeiro trimestre. Segundo Karla, ao analisarem as bandeiras, os estudantes são estimulados a identificar formas geométricas, simetria, proporções, ângulos e cores. “O resultado é um aprendizado que estimula o raciocínio lógico e a organização de uma forma divertida e conectada com os interesses da própria turma”, afirma a professora.
A estudante do terceiro ano de informática da escola, Catharina de Araújo, comenta sobre o uso do álbum na sala de aula. “É incrível, super motivador, e a gente acaba aprendendo coisas diferentes do nosso cotidiano, muito legal. E além do trabalho, ela passa atividades incluindo a Copa do Mundo, como a matemática das bandeira”, afirma.
Cultura em cena
Se de um lado a lógica dos números dita o ritmo, do outro é a expressão artística que ganha o gramado. Na Escola Estadual João XXIII, o entusiasmo pelo mundial de 2026 subiu aos palcos com a nova edição do projeto “Palco Encantado”, que este ano adotou a Copa do Mundo como temática central.
Na dinâmica cultural, cada turma da escola ficou responsável por pesquisar e representar um dos países participantes do torneio. Por meio de peças de teatro, os estudantes sobem ao palco para explorar os aspectos artísticos, históricos e culturais de diferentes partes do globo.
A iniciativa funciona como um “golaço” interdisciplinar: ao mesmo tempo em que estimula o trabalho em equipe e a desenvoltura artística, o projeto amplia o repertório sociocultural dos estudantes de forma leve, lúdica e integradora.
Ao unir o entusiasmo do maior evento esportivo do planeta a práticas pedagógicas inovadoras, a rede estadual de ensino de Minas Gerais mostra que futebol e educação podem jogar no mesmo time. Iniciativas como estas provam que o aprendizado se torna muito mais potente quando se conecta com a realidade do estudante, transformando a sala de aula em um gramado de criatividade, protagonismo e, acima de tudo, de gols na busca pelo conhecimento.
Chegar ao último ano de um ciclo de Copa do Mundo com poucas oportunidades ou mesmo sem ter sido chamado à seleção brasileira não significa o fim do sonho. Prova disso é que oito dos 26 convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para o Mundial nos Estados Unidos, no México e Canadá têm menos de dez jogos com a Amarelinha. E quatro estrearam somente em 2026.
O zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago foram a campo vestindo a camisa brasileira pela primeira vez nos amistosos contra França e Croácia, em março deste ano. Foi o suficiente para convencer Ancelotti. Deles, somente Danilo Santos já havia sido convocado anteriormente em junho de 2022, mas sequer atuou nos jogos com Japão e Coreia do Sul, que antecederam a Copa do Mundo do Catar, sob comando de Tite.
O lateral Douglas Santos, que tem sete partidas pelo Brasil e disputa o posto de titular do lado esquerdo da defesa com Alex Sandro, estreou pela seleção principal em 2016, na Copa América, com Tite, após ser campeão olímpico no Rio de Janeiro. Foram nove anos de espera até receber nova chance, já com Ancelotti, e se firmar de vez no time em 2026.
Os zagueiros Bremer e Ibañez chegaram juntos à seleção brasileira, em setembro de 2022, para amistosos contra Gana e Tunísia, também sob comando de Tite. O primeiro foi à Copa do Catar, mesmo com um jogo apenas pela Amarelinha. Ausentes em boa parte do ciclo atual, eles recuperaram lugar no grupo após os amistosos com França e Croácia. Bremer acumula oito jogos pelo Brasil, um a mais que Ibañez.
Convocado para o lugar do lateral Wesley, contundido, o volante Éderson foi convocado com apenas três jogos pela equipe verde e amarela – nenhum sob comando de Ancelotti, apesar de observado pelo italiano. A última partida dele foi a derrota por 4 a 1 para a Argentina, fora de casa, pelas eliminatórias da Copa, que culminou na demissão do técnico Dorival Júnior.
Desde a Copa de 1986, no México, o Brasil não tinha tantos convocados com dez jogos ou menos pela seleção principal. Na ocasião, dez dos 22 nomes chamados por Telê Santana atendiam à estatística. Inclusive, dois deles sequer tinham estreado com a Amarelinha: o lateral Josimar e o meia Valdo.
Algo que se repetiria em 1998, na França. O grupo tinha apenas três jogadores com dez jogos ou menos pelo Brasil entre os 23 convocados: o goleiro Carlos Germano, o volante Emerson – convocado para o lugar do atacante Romário, cortado por lesão – e o lateral Zé Carlos. Este último, que nunca havia atuado pela seleção brasileira, estreou logo na semifinal da Copa, diante da Holanda, já que o titular Cafu estava suspenso.
Em 1994 e 2002, edições em que o Brasil saiu campeão, o número de atletas com no máximo dez partidas pela seleção foi semelhante ao de 2026. No time do penta, inclusive, jogadores com pouca rodagem com a Amarelinha, como os volantes Gilberto Silva (seis jogos) e Kleberson (cinco), ganharam o posto de titulares e foram importante no título.