Neste sábado (16), o Tô na Várzea está de volta para sua segunda temporada. Sob o comando do craque Rodrigo Capita, o programa que conquistou o coração dos boleiros do interior paulista retorna com a garra de quem vive pelo futebol amador.
O público vai conhecer a rotina frenética de Pedro Henrique. Se você acha o calendário do futebol profissional apertado, ainda não sabe o diferencial desse jovem de Salto de Pirapora: são mais de 80 jogos por ano na várzea. Para se ter uma ideia, ele entra em campo mais vezes que grandes estrelas da Série A.
De segunda a sexta, o jovem bate ponto trabalhando em uma fábrica de Alumínio, mas quando o final de semana chega, calçar a chuteira e entrar em campo vira sua principal ocupação. A vida de Pedro é dividida entre o expediente na empresa e o cronômetro do juiz.
– Eu não vivo do futebol de várzea, mas eu vivo para a várzea – revela.
Com a equipe do Tô na Várzea, você vai acompanhar um dia de “maratona” na vida do Pedro. A rotina começa às 9h30 de um sábado, em Sorocaba. É o primeiro de quatro jogos que ele disputará em apenas 48 horas, cruzando rodovias e cidades como Itu, Votorantim e Porto Feliz
Durante uma conversa, nosso apresentador também descobre o passado de Pedro, que resgatou fotos de sua passagem pelas categorias de base de clubes tradicionais como São Paulo, Botafogo-SP e o próprio São Bento.
– Eu não sei se nasci para o futebol profissional, mas nasci para o futebol em si! A minha mãe é professora e guardou todo o meu material de escola, então tem alguns cadernos de quando eu não sabia nem escrever direito, e tem um campinho desenhado. Eu comecei a treinar com seis, sete anos, minha primeira competição foi o Cruzeirinho.
Apesar do sonho do profissionalismo não ter se concretizado da forma planejada, a bola deu a ele muitas oportunidades inimagináveis.
De Sorocaba para Londres
Um dos grandes destaques é como a várzea levou Pedro para a Inglaterra. Jogando competições de alto nível na região, como a Copa Monções, ele carimbou o passaporte para disputar a final de um torneio amador no Emirates Stadium, a casa do Arsenal, em Londres.
O contraste é gigante: dos gramados do interior paulista para aquele tapete verde europeu. Mas para Pedro, o valor é o mesmo. É com o “bicho” (o pagamento por jogo) recebido nos campos da região que ele consegue realizar outro grande objetivo: pagar a faculdade.
Nesta nova temporada, o Capita continua trazendo os bastidores que só quem vive o alambrado conhece, como a resenha nos vestiários, o apoio da família e a paixão das torcidas locais.
– A gente cresce achando que “dar certo” no futebol é assinar um contrato milionário. Mas o corre do Pedro hoje prova o contrário. O profissional não aconteceu, mas a bola nunca o abandonou – reflete o apresentador.
Quer saber como termina esse desafio de quatro jogos em um único final de semana? O Tô Na Várzea vai ao ar neste sábado (16), logo depois do TEM Notícias 1ª Edição.
