Equipes do “HumanizAção” acolhem 18 pessoas em situação de rua nesta segunda-feira (20) – Agência de Notícias

O programa “HumanizAção” realizou atendimentos a 33 pessoas em situação de rua, ao longo desta segunda-feira (20), em diferentes pontos da cidade. Desse total, 18 aceitaram receber acolhimento no Serviço de Obras Sociais (SOS), onde são disponibilizados pernoite, alimentação completa, roupas e toalhas, banho e cuidados de higiene.

Os profissionais do programa percorreram diferentes pontos da cidade, como Avenida General Carneiro, Avenida Nogueira Padilha, Praça Castro Alves, Praça Coronel Fernando Prestes, Rua Rosa Maria de Oliveira, Praça Largo do Líder, Praça da Juventude, entre outros.

A iniciativa municipal é promovida de forma integrada por equipes da Secretaria de Segurança Urbana (Sesu), Secretaria da Cidadania (Secid), com sua Coordenadoria de Álcool e Outras Drogas junto à Divisão de Política para Pessoas em Situação de Rua, além da Secretaria da Saúde (SES). Também conta com o importante auxílio da Guarda Civil Municipal (GCM), Secretaria de Relações do Trabalho e Qualificação Profissional (Sert), Secretaria de Serviços Públicos e Obras (Serpo), Secretaria de Mobilidade (Semob) e Urbes – Trânsito e Transportes.

Os munícipes podem sempre colaborar com o “HumanizAção”, informando os locais da cidade onde haja pessoas em situação de rua necessitando de cuidados e acolhimento, assim como doando roupas, cobertores e alimentos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp: (15) 99666-2636, 24h por dia, ou pelos telefones: (15) 3229-0777, do SOS; (15) 3212-6900, da Secretaria da Cidadania, e 153, da GCM.

Lula fala em reciprocidade após expulsão de delegado dos EUA

Por MRNews

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou em reciprocidade depois que o governo de Donald Trump pediu a saída de um delegado da Polícia Federal, envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem, do território estadunidense. A declaração foi dada nesta terça-feira (21) a jornalistas durante viagem à Alemanha.

“Não sei o que aconteceu. Fui informado hoje de manhã. Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”, disse Lula.

“Nós queremos que as coisas aconteçam da forma mais correta possível, mas não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil.

Unesco destaca contribuição de seus sítios para o meio ambiente global

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Entenda

O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos (EUA) informou, nesta segunda-feira (20), que pediu a saída de um “funcionário brasileiro” do país. Embora a postagem não cite nomes, o texto indica que se trata de um delegado da Polícia Federal envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.

A manifestação foi publicada na rede social X. Na mensagem, o órgão estadunidense informou que o servidor teria tentado contornar mecanismos formais de cooperação jurídica.

“Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país por tentar fazer isso.”

Ramagem foi solto na última quarta-feira (15) após ficar dois dias preso na Flórida.

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O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Ramagem a 16 anos de prisão na ação penal relacionada à trama golpista.

Após a condenação, ele perdeu o mandato, fugiu do Brasil para evitar o cumprimento da pena e passou a residir nos Estados Unidos.

Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou o envio de pedido formal de extradição de Ramagem aos Estados Unidos, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Este mês, a Polícia Federal informou que a prisão de Ramagem pelo serviço de imigração estadunidense ocorreu como resultado de cooperação policial internacional entre o Brasil e os Estados Unidos.

Segundo a corporação, o ex-deputado foi detido na cidade de Orlando e é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Unesco destaca contribuição de seus sítios para o meio ambiente global

Por MRNews

Relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), divulgado nesta terça-feira (21), em Paris, destaca a grande contribuição de seus sítios protegidos para as pessoas e o meio ambiente.

No Brasil, entre esses locais de proteção estão algumas áreas como: o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, incluído na lista do Patrimônio Mundial da Unesco, durante a 46ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial em Nova Delhi, na Índia, em julho de 2024; e o Parque Nacional de Iguaçu, inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, em 1986.

“A área é rica biodiversidade inclui mais de 2000 espécies de plantas, 400 espécies de aves e possivelmente até 80 mamíferos, bem como inúmeras espécies de invertebrados”, diz a Organização.

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De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Parque Nacional dos Lençóis abriga quatro espécies ameaçadas de extinção, o guará (Eudocimus ruber), a lontra-neotropical (Lontra longicaudis), o gato-do-mato (Leopardus tigrinus) e o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus). Estima-se que a região tenha cerca de 133 espécies de plantas, 112 espécies de aves e pelo menos 42 espécies de répteis.

Áreas dão estabilidade

Embora as populações de animais selvagens tenham diminuído 73% em todo o mundo desde 1970, as que vivem nas áreas protegidas pela Unesco permaneceram comparativamente estáveis, informa o documento. Um quarto desses sítios, onde foram registradas mais de mil línguas, pertence a territórios de povos indígenas.

O relatório People and Nature in Unesco Sites: Global and Local Contributions (Comunidades e natureza nos Sítios da Unesco: contribuições locais e globais) examina, pela primeira vez, como uma rede única, todas as categorias da Unesco que envolvem Sítios do Patrimônio Mundial, Reservas da Biosfera e Geoparques Mundiais. São mais de 2.260 sítios que somam área superior a 13 milhões de quilômetros quadrados (km²), superior que a da China e da Índia juntas.

Impactos positivos

Na avaliação do diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, os sítios protegidos pela instituição produzem impactos positivos para as pessoas e para a natureza.

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“Nesses territórios, as comunidades prosperam, o patrimônio da humanidade perdura e a biodiversidade é preservada, enquanto se degrada em outros locais. O relatório mensura o valor global e as contribuições desses sítios e revela o que podemos perder se eles não forem priorizados”.

Segundo El-Enany, o documento é um chamado urgente para ampliar o grau de ambição e reconhecer os sítios da Unesco como ativos estratégicos para enfrentar a mudança do clima e a perda de biodiversidade, “além de investir imediatamente na proteção de ecossistemas, culturas e modos de vida para as gerações futuras”, declarou.

 

Foz do Iguaçu (PR), 19/07/2025 – Cataratas do Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu. Conjunto de 275 quedas d’água localizadas na fronteira entre o Brasil e a Argentina. inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, em 1986. Foto-arquivo: Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

>>Unesco inclui duas áreas do Brasil na lista de geoparques mundiais

Pressão crescente

O relatório mostra que os sítios da Unesco abrigam mais de 60% das espécies mapeadas em todo o globo, das quais cerca de 40% não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta. Esses locais armazenam cerca de 240 gigatoneladas de carbono, ou o equivalente a quase duas décadas das emissões globais atuais, caso esse carbono fosse liberado, diz o documento. 

Cada gigatonelada de carbono corresponde a um bilhão de toneladas. Anualmente, apenas as florestas dos sítios da Unesco respondem por cerca de 15% do carbono absorvido por florestas em todo o mundo.

A Unesco ressalta que apesar de sua importância em nível global, esses sítios enfrentam pressões crescentes. Quase 90% deles estão sujeitos a elevados níveis de estresse ambiental. Somente na última década, os riscos relacionados ao clima aumentaram 40%.

O relatório deixa claro que mais de um em cada quatro sítios da Unesco poderá atingir pontos críticos de ruptura até 2050, com impactos irreversíveis. E, se não houver ações mais robustas, os riscos podem levar ao desaparecimento de geleiras, ao colapso de recifes de coral, ao deslocamento de espécies, ao aumento do estresse hídrico e à transformação das florestas de sumidouros em fontes de carbono, destaca o documento.

Conexão

O relatório salienta a profunda conexão existente entre natureza e comunidades em todos os sítios da Unesco, que abrigam, juntos, quase 900 milhões de pessoas, ou o equivalente a 10% da população mundial.

“Mais de mil línguas estão documentadas nos sítios da Unesco, e ao menos 25% deles abrangem terras e territórios de povos indígenas”.

Esse percentual aumenta para quase 50% na África, no Caribe e na América Latina. De acordo com o relatório, a análise da produção econômica com os sítios e suas áreas adjacentes mostra que cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) global são produzidos nessas áreas.

O levantamento deixa claro também que os riscos futuros podem ser reduzidos de maneira significativa por meio de ações que sejam implementadas hoje: cada 1 grau Celsius (°C) de aquecimento evitado pode reduzir pela metade o número de sítios da Unesco expostos a grandes disrupções até o fim do século.

Essas áreas também têm um potencial ainda pouco explorado nas políticas climáticas, sinaliza o documento. Apesar de 80% dos planos nacionais relativos à biodiversidade incluírem sítios da Unesco, apenas 5% dos planos nacionais sobre clima fazem a mesma coisa.

A recomendação da Unesco é que as ações sejam intensificadas, com base em quatro pilares prioritários: restaurar os ecossistemas para reconstruir a resiliência; promover o desenvolvimento sustentável por meio do fortalecimento da cooperação transfronteiriça; integrar de forma mais ampla os sítios da Unesco aos planos climáticos globais; além de adotar uma governança mais inclusiva com os povos indígenas e as comunidades locais.

Vantagens

De acordo com a Unesco, os sítios sob sua proteção demonstram que pessoas e natureza podem prosperar juntas. Desde a “estabilização das populações de animais selvagens nesses territórios, em contraste com o declínio global, aos sucessos de ações de conservação como a recuperação de gorilas-das-montanhas em áreas afetadas por conflitos armados, esses locais mostram o que é possível quando a proteção é sustentada ao longo do tempo e é apoiada pelas comunidades locais”.

Realizado em parceria com mais de 20 instituições de pesquisa de referência em todo o mundo, o relatório destaca a necessidade de aumentar essa ambição de prosperidade conjunta entre pessoas e meio ambiente, reconhecendo os sítios da Unesco não apenas como áreas de conservação, mas como ativos estratégicos para enfrentar os desafios ambientais e sociais em todo o mundo.

“Investir na sua proteção hoje significa salvaguardar, para as gerações futuras, ecossistemas insubstituíveis, culturas vivas e os meios de subsistência de centenas de milhões de pessoas”, conclui o documento.

João Pessoa sediará a 3ª Corrida Paraibana pelo Autismo, uma das maiores do Brasil em inclusão social

João Pessoa será palco, no próximo domingo (26), da 3ª edição da Corrida Paraibana pelo Autismo, considerada uma das maiores iniciativas do Brasil voltadas à inclusão e à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O evento é promovido em parceria entre a Prefeitura de João Pessoa e a Associação Paraibana de Autismo (APA).

Com mais de 1.500 atletas inscritos, a corrida contará com percursos de 5 km, 10 km e a modalidade Family Run, reforçando o compromisso com a participação de pessoas de todas as idades e níveis de condicionamento físico. As inscrições estão praticamente esgotadas, evidenciando o crescimento e a relevância da causa. A concentração está marcada para 5h30, no Busto de Tamandaré.

De acordo com o secretário executivo de Juventude, Esporte e Recreação (Sejer) da Capital, Juliano Sucupira, o evento vai além da prática esportiva. “Essa corrida chega com um marco importante de inclusão, conscientização e mobilização social. Mais do que uma competição, é um espaço de visibilidade para o transtorno do espectro autista, promovendo informação, empatia e respeito”, destacou.

Ele ressaltou ainda que a iniciativa fortalece o compromisso da cidade com a cidadania e a diversidade. “Vamos ocupar as ruas de João Pessoa com uma mensagem de inclusão e acolhimento, incentivando hábitos saudáveis e transformando cada passo em um gesto de apoio à causa”, complementou.

Inclusão e protagonismo autista – A presidente da Associação Paraibana de Autismo, Hosana Carneiro, destacou que a corrida é resultado da união entre o poder público e a sociedade civil durante o mês de conscientização do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo ela, a meta inicial de 1.300 participantes foi atingida, com um dado significativo: cerca de 300 inscritos são pessoas autistas. “As famílias participam, os atletas correm juntos e promovemos apresentações culturais. Levamos música infantil e oferecemos espaço para que autistas mostrem seus talentos”, explicou.

Um dos destaques desta edição é a camisa oficial do evento, que traz a arte criada por Beatriz, uma jovem autista e artista. Além disso, ela realizará uma exposição de suas obras durante a programação. “É uma corrida que realmente promove a inclusão. O autista participa, apresenta sua arte, canta e se sente acolhido. Esperamos mais um grande sucesso”, afirmou Hosana.

Esporte, conscientização e cidadania – Consolidada no calendário esportivo e social da capital paraibana, a Corrida Paraibana pelo Autismo convida não apenas os inscritos, mas toda a população a participar e refletir sobre a importância da inclusão.

Mesmo quem não conseguiu garantir vaga poderá comparecer ao evento e prestigiar as atividades culturais e de interação social. A expectativa é de mais uma edição marcada pela emoção, pelo respeito e pelo fortalecimento da luta por uma sociedade mais justa e consciente.

Lula chama conflito no Oriente Médio de “guerra da insensatez”

Por MRNews

Por EBC,

Ao comentar a possibilidade de retomada de hostilidades no Oriente Médio, em meio à demora de uma segunda rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se referiu ao conflito na região como “guerra da insensatez”.

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”

Em conversa com jornalistas durante viagem à Alemanha, Lula voltou a afirmar que “aquilo que os americanos querem que o Irã faça com o urânio” já foi alvo de acordo firmado entre Brasil, Turquia e Irã em 2010. “Mas os Estados Unidos não aceitaram. E nem a União Europeia”.

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“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema”, disse.

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, completou o presidente.

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Declaração da filha de Tadeu após ocorrido envolvendo o pai está dando o que falar

BRB anuncia venda de até R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Banco Master

Por MRNews

BRB anuncia venda de até R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Banco Master

O BRB deu mais um passo importante em sua estratégia de reestruturação financeira ao anunciar um acordo para a venda de até R$ 15 bilhões em ativos relacionados ao Banco Master. A operação, divulgada nesta semana, faz parte de um movimento mais amplo para fortalecer o balanço da instituição e melhorar sua capacidade de atuação no mercado.

Estrutura da operação

De acordo com o comunicado oficial, o banco firmou um memorando de entendimento com a Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento que será responsável por absorver e gerir esses ativos. A ideia é transformar esses créditos e operações em um portfólio mais eficiente, com potencial de geração de valor ao longo do tempo.

O valor total da operação pode chegar a R$ 15 bilhões. Desse montante, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista, garantindo liquidez imediata ao BRB. Já a maior parte — estimada entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões — será convertida em cotas subordinadas do fundo, o que significa que o banco continuará exposto ao desempenho desses ativos no longo prazo.

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Estratégia de fortalecimento financeiro

A iniciativa está alinhada com o plano do BRB de reforçar sua estrutura de capital e otimizar sua carteira. Nos últimos anos, o banco ampliou sua atuação por meio da aquisição e incorporação de operações financeiras, incluindo ativos originados do Banco Master. Agora, o foco passa a ser a organização e monetização desses ativos de forma mais eficiente.

Entre os principais objetivos da operação estão:

  • Aumentar a liquidez do banco
  • Reduzir riscos associados à carteira de ativos
  • Melhorar indicadores financeiros
  • Tornar a gestão patrimonial mais eficiente

Essa estratégia é comum entre instituições financeiras que buscam equilibrar crescimento com solidez, especialmente em um cenário econômico que exige maior disciplina na alocação de capital.

Papel do fundo de investimento

O fundo que será criado terá como missão gerir e extrair valor dos ativos transferidos. A estrutura com cotas subordinadas indica que o BRB ainda terá participação relevante nos resultados futuros, embora transfira parte do risco para o veículo de investimento.

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Esse tipo de operação é frequentemente utilizado no mercado para reorganizar carteiras complexas, permitindo que especialistas façam a gestão ativa dos ativos enquanto o banco melhora seus indicadores no curto prazo.

Condições e próximos passos

Apesar do anúncio, a operação ainda não está concluída. O acordo firmado é um memorando de entendimento, o que significa que ainda depende do cumprimento de diversas condições, incluindo análises financeiras, jurídicas e regulatórias.

O BRB informou que seguirá as exigências da Comissão de Valores Mobiliários, mantendo o mercado informado sobre qualquer avanço relevante no processo.

Impacto no mercado

A movimentação do BRB chama atenção por envolver um volume significativo de recursos e por indicar uma mudança clara na estratégia do banco. A venda de ativos dessa magnitude pode contribuir para melhorar a percepção do mercado em relação à saúde financeira da instituição, além de abrir espaço para novas oportunidades de crescimento mais sustentável.

Ao mesmo tempo, o sucesso da operação dependerá da capacidade do fundo estruturado pela Quadra Capital em gerir esses ativos de forma eficiente e gerar retorno ao longo do tempo.

Conclusão

A decisão do BRB de avançar com a venda de ativos ligados ao Banco Master representa um movimento estratégico relevante dentro do setor bancário brasileiro. Ao buscar maior liquidez e eficiência na gestão de seu portfólio, o banco sinaliza ao mercado um compromisso com a solidez financeira e a transparência.

Os próximos meses serão decisivos para a conclusão da operação e para avaliar seus impactos reais nos resultados da instituição, bem como na confiança de investidores e clientes.

Pesquisa quer descobrir de onde vêm tartarugas que vivem em Arraial

Por MRNews

Em uma tarde de mar calmo e céu aberto, mergulhadores em um caiaque entram no mar da Praia do Pontal, que faz parte da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Quando chegam a cerca de 200 metros da faixa de areia, um deles mergulha e, em questão de minutos, volta para a pequena embarcação com uma tartaruga marinha. Logo em seguida, outra é capturada da mesma forma.

A atividade, acompanhada por pescadores e banhistas mais curiosos, não tem nada de predatória. Pelo contrário: é um monitoramento da saúde desses animais e faz parte do Projeto Costão Rochoso, da organização não governamental (ONG) Fundação Educacional Ciência e Desenvolvimento. A iniciativa busca evidências científicas para preservação e recuperação dos costões, área de transição entre o mar e o continente.

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Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde para monitoramento da espécie na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O projeto conta com parceria da Petrobras e colocou em prática um desafio: descobrir de onde vêm as tartarugas que habitam em Arraial do Cabo, litoral do país com maior quantidade de tartarugas-verdes em área de alimentação.

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Uma das fundadoras do projeto, a bióloga Juliana Fonseca conta que em Arraial são encontradas todas as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil.

Bateria de exames

Depois de capturadas pelos mergulhadores, elas são levadas para a faixa de areia. “A gente faz uma bateria de exames, que consiste em pesar, medir e coleta de tecido. É como se a gente estivesse fazendo uma biópsia para entender a origem dela”, detalha Juliana à Agência Brasil.

“Apesar de ter muitas tartarugas aqui em Arraial, é a área com maior densidade de tartarugas-verdes do Brasil, a gente não sabe onde elas nasceram. Então é isso que a gente está tentando entender agora”, completa.

 

Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem triagem e exames de uma tartaruga-verde na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“Quando identificamos essa origem, conseguimos entender quais estoques populacionais dependem dessa área. Ao identificar de onde vêm essas tartarugas, passamos a compreender melhor a conexão entre áreas de desova e áreas de alimentação”, justifica a bióloga.

Segundo Juliana, essas tartarugas, que têm expectativa de vida em torno de 75 anos, passam aproximadamente dez deles nas águas de Arraial do Cabo. Algumas chegam a permanecer por até 25 anos e só depois retornam à região onde nasceram para se reproduzir.

A bióloga detalha que elas costumam chegar pequenas e se desenvolvem no litoral fluminense.

“São juvenis, recém-chegadas na costa. Depois que elas nascem, têm uma fase oceânica que dura, pelo menos, cinco anos. Então, com cerca de 25 centímetros, voltam para a costa. Em Arraial do Cabo, elas crescem e se desenvolvem muito bem, ou seja, engordam aqui com a oferta de alimentos”, descreve.

 

A bióloga Juliana Fonseca faz monitoramento de uma tartaruga-verde na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Identificação e DNA

O projeto monitora a saúde das espécies tartaruga-verde e tartaruga-pente em três praias de Arraial do Cabo ─ Praia dos Anjos, Praia Grande e Praia do Pontal ─ e na Ilha de Cabo Frio, todas na reserva marinha. Assim como casco, nadadeiras e rabo, até as unhas são medidas.

“É um monitoramento para entender como a saúde das tartarugas marinhas está”, diz Juliana.

Os pesquisadores também utilizam fotografias e softwares de computador para identificar os indivíduos.

“A foto de identificação é basicamente olhar para a cabeça da tartaruga. Ela tem placas na cabeça dela com formatos e tamanhos diferentes para cada indivíduo, basicamente como a nossa impressão digital”, explica.

Desde 2018 já foram catalogados cerca de 500 indivíduos. Desses, 80 passaram por coleta de DNA, que ajudará a descobrir de onde vieram. As análises são feitas por meio de uma parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e devem ter resposta dentro de seis meses.

Aproximação humana

Outra pesquisa desenvolvida pelo Projeto Costão Rochoso é identificar a distância que essas tartarugas conseguem aceitar de aproximação humana.

“As tartarugas são muito carismáticas, todo mundo quer observar. Por conta disso, infelizmente, a gente tem muitos relatos de assédio, de captura, de pegar a tartaruga e tirar de dentro da água, isso é um estresse muito grande para esses animais”, constata a mergulhadora.

 

Pesquisadores do Projeto Costão Rochoso fazem captura de tartaruga-verde para monitoramento da espécie, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

“O que a gente faz é uma aproximação simulada, a gente vai se aproximando e vendo quando ela muda de comportamento. A gente vai ter uma média da distância mínima que essas tartarugas conseguem suportar”, conta sobre a metodologia.

Segundo ela, com base nessas informações, será elaborada uma cartilha de boas práticas de observação de tartarugas marinhas para ser usada no turismo não somente em Arraial, mas em outras regiões do Brasil e do mundo.

Durante a atividade de pesagem e medição e coleta de tecido, é comum a aproximação curiosa de banhistas, alguns deles crianças. “Está doente?”, pergunta um dos turistas.

Integrantes do projeto esclarecem à população o objetivo preservatório da atividade. No calçadão da praia, a poucos metros do cercadinho onde acontecem os procedimentos, uma placa sinaliza de forma clara: “Proibido tocar nos animais marinhos”.

 

Placa indicativa da proibição de tocar nos animais marinhos, na Praia do Pontal, na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A bióloga e pesquisadora Isabella Ferreira conta que, para realizar a captura das tartarugas, é preciso ter formação em curso de áreas como veterinária, biologia ou oceanografia.

Além disso, são necessárias autorizações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e do Projeto Tamar, criado em 1980 e reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha.

“Nós pedimos autorização para tudo que a gente faz aqui, da captura, marcação, foto. Todas as vezes que a gente vem para cá, a gente notifica os guardas ambientais e mostra a nossa autorização”, relata.

*Repórter e fotógrafo viajaram a convite da Petrobras, parceira do Projeto Costão Rochoso.

Agência Minas Gerais | Iniciativas do Governo de Minas fortalecem a cadeia produtiva do café

O empreendedor mineiro tem muitas marcas a comemorar. Além do estado seguir como maior produtor e exportador nacional, os grãos produzidos aqui têm ganhado cada vez mais valorização no mercado. Isso porque o Governo de Minas vem incentivando a competitividade do setor por meio de investimentos em inovação e de linhas de crédito vantajosas. 

Uma dessas iniciativas é o Compete Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que destina recursos públicos para projetos de inovação tecnológica nos setores produtivos mineiros. Desde a primeira rodada do programa, em 2022, já foram investidos mais de R$ 4,9 milhões somente em pesquisas relacionadas ao café.

“Em Minas, o café não somente faz parte da economia, da cultura e do dia a dia, mas também está cercado pela inovação. Nos últimos anos, toda a cadeia produtiva do café foi beneficiada com projetos de ciência, tecnologia e inovação”, afirma o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede-MG, Lucas Mendes.

Além disso, nos últimos cinco anos, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) liberou mais de R$ 1,6 bilhão em financiamentos somente por meio da linha Funcafé, exclusiva para produtores de café. 

“Os cafeicultores mineiros são referência em produção e, cada vez mais, têm adotado técnicas sustentáveis de produção que elevam o padrão de qualidade dos grãos. O BDMG tem um longo histórico com quem produz café e queremos ampliar esses financiamentos cada vez mais”, afirma o presidente do Banco, Gabriel Viégas Neto. 

Inovação a serviço da tradição mineira

Em 2025, foram colhidas 25,7 milhões de sacas de café. Para este ano a expectativa é que sejam colhidas 32,4 milhões de sacas, um aumento de 25,9% em relação ao ano anterior. Portanto, aumentar a eficiência, inovar em produtos e diversificar a atuação é fundamental para aumentar a competitividade das empresas.

Um exemplo é a empresa V Software, de Varginha, que utiliza inovação e tecnologia para otimizar processos logísticos na exportação de café. Com cerca de R$ 420 mil pelo edital Compete Minas – Tríplice Hélice (Linha I), a empresa do Sul de Minas desenvolve uma solução que auxilia a gestão logística de containers, integrando tecnologias como inteligência artificial (IA) e realidade aumentada (RA).

“Na prática, isso significa um fluxo logístico mais confiável, rápido e seguro. Esses pontos são essenciais para um produto de alto valor agregado como o café, que depende de qualidade, prazo e conformidade para competir no mercado internacional”, destaca o sócio-diretor da V Software e coordenador do projeto, Rafael Rodrigues.

Crédito impulsiona cafeicultores

Além do Funcafé, o BDMG também financia produtores do grão , especialmente, com foco na agricultura regenerativa, por meio de parceria com cooperativas de crédito no programa BDMG LabAgrominas. A transição para práticas mais sustentáveis contribui para que o agro mineiro alcance novos mercados, como no caso da Fazenda Congonhas Estate Coffee, em Patrocínio, no Alto Paranaíba.

Nos últimos cinco anos, o produtor Lázaro Ribeiro de Oliveira passou a adotar práticas regenerativas, como a cobertura do solo, uso intensivo de matéria orgânica e aplicações de produtos biológicos. Com o novo modelo de produção, conquistou certificações e agregou valor ao seu produto, que conquistou os mercados europeu e norte americano.  

“O café ganha em qualidade e é mais bem visto no mercado. Trabalhamos com variedades de arábica que traduzem diversas notas sensoriais. A mais procurada é o bourbon amarelo”, afirma o proprietário da Fazenda Congonhas Estate Coffee.

Artistas traduzem Brasília sem precisar de palavras 

Por MRNews

“Não me é possível traduzir em palavras o que sinto e o que penso nesta hora, a mais importante de minha vida de homem público”. Até no primeiro discurso para a nova capital, há 66 anos, Juscelino Kubitschek ressaltava a dificuldade de encontrar os verbos, substantivos e melhores adjetivos para Brasília. Mais de seis décadas depois, artistas também buscam, em diferentes suportes, a inspiração, em uma complexa “candanguice”, para traduzir Brasília.

 Um desses artistas usa gesto e silêncio. O mímico Miqueias Paz, de 62 anos, faz do movimento do corpo as nuances da cidade. As desigualdades, a bravura de quem veio de fora, a rotina de uma nova metrópole. Justo ele que chegou à capital com a família com apenas cinco anos de idade. Descobriu o poder no teatro na adolescência. Um teatro social que tratava da experiência das pessoas periféricas, dos imigrantes para a capital. 

Ao encenar “Sonho de um retirante”, o primeiro espetáculo, e depois “História do homem”, ambos na década de 1980, recorda que fez as apresentações, em primeiro lugar para agentes da ditadura, que faziam cortes e classificações. 

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Foi em Taguatinga que ele começou a fazer teatro a partir dos 16 anos, influenciado por companhias, como o H-Papanatas, que visitava a então jovem capital. Miqueias passou a se apresentar não apenas no palco, mas também na rua para levar a arte a ocupações, por exemplo. Levar conscientização por direitos. Sem usar uma palavra, mas com o olhar. 

Ele lembra que, atuar com encenação física fez com que ele se tornasse alvo de microviolências, como abordagens frequentes de policiais. “Eu já começava a fazer mímica intuitivamente a partir das minhas histórias sociais: as coisas que eu vivia, que eu sentia, o ônibus apertado, a falta de grana. Esse passou a ser um eixo do meu trabalho”, diz. 

Em 1984, ficou conhecido por celebrar o fim da ditadura com o gesto de um um coração na rampa do Congresso. “Eu acabei tendo mais visibilidade em relação às pessoas dos movimentos sociais e passei a ser muito chamado por sindicatos”. Atualmente, Miqueias investe no seu próprio teatro, o Mimo, espaço cênico que fica na comunidade periférica 26 de setembro, que tem por objetivo acolher artistas ambulantes da capital. 

Samba pisado para cidade inventada

A tradução de Brasília também pode ser encontrada no sotaque nordestino do grupo “Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro”, criado pelo pernambucano Tico Magalhães. Foi ele que, sob o “assombro” que teve com o Cerrado e com a história de Brasília, criou o ritmo do samba pisado. A ideia era criar uma brincadeira. “Uma invenção para a cidade, uma tradição para ela, para essa cidade inventada”, afirmou.

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A criação do samba pisado tinha uma mitologia própria com história, as figuras e festejos novos. “Achei que precisava criar algo que fosse novo também em relação a um pulso, um coração, uma batida própria. A gente chama de samba pisado e, a partir daí, a gente começa a tocá-lo”, diz Magalhães.

 Eis então um ritmo sob inspiração do som nordestino do cavalo marinho, do maracatu nação, de baque solto e de baque virado. “Mas também é uma junção de vários outros ritmos”. Ele diz que Brasília se fez em cima de um território onde se cruzaram vários povos indígenas. “É uma terra cheia de memória e de encantamentos. Brasília traz esse sonho, uma cidade que é sonhada, pensada e inventada”. 

Tico Magalhães avalia que o grupo assume características da cidade e oferece outras características. Para ele, Brasília configura-se em uma pequena diáspora brasileira.

“Quando você junta gente de muito lugar, a cidade começa a apresentar suas próprias tradições. O Seu Estrelo carrega a junção de tanta gente. A cidade inventa a gente e a gente inventa a cidade”.

Roupas e arquitetura

A inspiração de Brasília ilumina as mentes criativas de um casal de estilistas nascidos em regiões administrativas periféricas. Mackenzo, de 27 anos, de Samambaia, e Felipe Manzoli, de 29, de Planaltina, literalmente transformaram espaços arquitetônicos da capital em roupas. 

Felipe aprendeu a costurar com a avó aos 10 anos de idade. Mackenzo, que também era músico, arriscava-se em croquis ousados inspirados pelo que via da janela do ônibus. “Eu tive tias baianas que trabalharam com o próprio Juscelino Kubitschek e que fizeram parte da construção da cidade. Nós temos essa paixão pela arquitetura”. 

O estilista defende que produzir uma peça exige saberes quase arquitetônicos. Terrenos retos ou curvilíneos. “O terreno, que é o corpo, é essa parte da engenharia da peça. Porque Brasília, para mim, não é apenas essa arquitetura. Ela é quase mítica”.

Ambos os estilistas avaliam que o trabalho homenageia a família deles. “Quando a gente pega Brasília para produzir uma coleção ou se inspira nessas questões arquitetônicas para produzir outras coleções, eu me inspiro muito nesse sonho grandioso. A realidade foi realmente dura de quem construiu esse sonho”. 

Os estilistas veem também nos vestidos as lembranças dos símbolos da democracia, do centro de decisões, de protestos e de cultura. “Nós somos muito metódicos e dramáticos. Eu sempre penso como é que eu posso transformar as coisas em roupas”.

Repertório

Outra estilista, Nara Resende, de 54 anos, é arquiteta de formação. “As formas simples e a geometria sempre marcaram muito o meu processo criativo. Estar hoje em Brasília, com a minha marca, só reforça o quanto esse repertório foi construído a partir dessas bases”, explicou. 

Ela diz que a cidade respira arte, e a natureza cria um contraste com o brutalismo das edificações. “Isso me atravessa diretamente. Minha inspiração acontece muito nas ruas, onde a vida pulsa e as pessoas circulam”. 

Alma da cidade

A artista visual Isabella Stephan, de 41 anos, que tem trabalho com telas e também estamparia, diz que se inspira nas cores de Brasília para traduzir a “alma da cidade”. “São obras que transitam entre o figurativo e o abstrato que exaltam a alegria enquanto tema”. 

Inicialmente, eram telas. Os quadros foram vendidos e resolveu transformar as pinturas em vestuário. “Brasília é uma cidade de muito branco, onde reina o concreto na arquitetura da cidade, uma cidade cheia de linhas”. Nas obras, a artista resolveu traduzir o multicolorido do movimento e da alegria do brasiliense.

Europa deixa de carimbar passaportes de brasileiros e muda regras de entrada

Por MRNews

Europa deixa de carimbar passaportes de brasileiros e muda regras de entrada

Viajar para a Europa nunca mais será como antes — pelo menos no que diz respeito ao tradicional carimbo no passaporte. Os países do Espaço Schengen passaram a adotar um novo sistema digital que elimina esse processo físico e moderniza o controle de fronteiras.

A mudança já está em vigor e impacta diretamente brasileiros que visitam o continente.

Fim do carimbo: o que mudou na prática?

Desde abril de 2026, os países europeus deixaram de carimbar passaportes na entrada e saída. No lugar do método tradicional, entrou em operação o Sistema de Entrada e Saída, que registra todas as informações de forma eletrônica. (Revista Oeste)

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Agora, ao chegar ao destino, o viajante passa por um processo mais tecnológico, que inclui:

  • Leitura digital do passaporte
  • Captura de imagem facial
  • Coleta de impressões digitais
  • Registro automático da data e local de entrada

Esse sistema substitui completamente o carimbo físico e cria um histórico digital de viagens.

Mais controle e segurança nas fronteiras

O principal objetivo da nova tecnologia é reforçar a segurança e evitar irregularidades, como permanência além do permitido ou uso de documentos falsos.

Com o EES, o controle do tempo de permanência passa a ser automático. Para brasileiros, a regra continua a mesma:

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  • Estadia de até 90 dias
  • Dentro de um período de 180 dias

A diferença é que agora não há margem para erros ou “esquecimentos”, já que tudo fica registrado digitalmente.

Primeira entrada pode ser mais demorada

Quem viajar para a Europa pela primeira vez após a mudança pode enfrentar um processo um pouco mais lento. Isso porque será necessário fazer o cadastro biométrico completo.

Por outro lado, nas viagens seguintes, a tendência é de maior agilidade, já que os dados estarão armazenados no sistema.

ETIAS: próxima etapa da mudança

Além do fim dos carimbos, outra novidade importante está a caminho: o ETIAS.

Esse sistema exigirá uma autorização prévia para entrada na Europa, semelhante ao modelo dos Estados Unidos. A previsão é que ele entre em vigor no final de 2026, embora ainda sem data oficial confirmada.

O que isso significa para quem viaja

Para o público do Viagem Black, acostumado a experiências premium, a mudança traz pontos positivos e de atenção:

Pontos positivos

  • Processo mais moderno e tecnológico
  • Maior controle e segurança
  • Tendência de filas menores no futuro

Pontos de atenção

  • Cadastro inicial pode ser mais demorado
  • Exigência rigorosa de dados biométricos
  • Controle mais rígido do tempo de permanência

Uma nova era para viagens internacionais

O fim dos carimbos marca o início de uma nova fase no turismo global. A Europa aposta em tecnologia para tornar o controle migratório mais eficiente, ao mesmo tempo em que aumenta o nível de exigência para os viajantes.

Para brasileiros, a principal mensagem é clara: viajar continua fácil — mas agora exige ainda mais planejamento e atenção aos detalhes.


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