A etapa João Pessoa da Taça das Favelas Paraíba 2026 conheceu, neste fim de semana, os quatro semifinalistas da maior competição entre favelas do mundo. Promovida pela Central Única das Favelas (CUFA Paraíba), com apoio institucional da Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Juventude, Esporte e Recreação (Sejer), a rodada realizada na Arena da Graça garantiu as vagas de Planalto Boa Esperança, Bela Vista, Mandacaru e Muçumagro, que seguem na disputa pelo título da etapa municipal.
O secretário de Juventude, Esporte e Recreação de João Pessoa, Joãozinho Neto, destacou que a competição entra em sua reta decisiva mantendo o propósito de incentivar o esporte e transformar vidas.
“A Taça das Favelas chega à fase semifinal mostrando a força do futebol das comunidades. Mais do que uma competição, o torneio revela talentos, promove inclusão e oferece oportunidades para que nossos jovens possam sonhar cada vez mais alto por meio do esporte”, ressaltou.
A primeira equipe a garantir vaga nas semifinais foi o Planalto Boa Esperança, que venceu o Nova Trindade por 3 a 0. Na sequência, o Bela Vista confirmou a classificação ao superar o Parque do Sol por 1 a 0, em mais um confronto equilibrado.
O terceiro semifinalista foi definido em um dos jogos mais emocionantes da rodada. Riachinho e Mandacaru empataram sem gols no tempo regulamentar, e a decisão foi para os pênaltis. Nas cobranças, o Mandacaru levou a melhor por 2 a 1 e manteve vivo o sonho do título.
A última vaga também foi decidida nas penalidades. Após empate por 0 a 0 no tempo normal, Muçumagro e 4 de Outubro disputaram a classificação nos pênaltis. Melhor nas cobranças, o Muçumagro venceu por 3 a 2 e fechou a lista dos semifinalistas da edição 2026.
Resultados das Quartas de Final
Planalto Boa Esperança 3 x 0 Nova Trindade
Parque do Sol 0 x 1 Bela Vista
Riachinho 0 (1) x (2) 0 Mandacaru (nos pênaltis)
Muçumagro 0 (3) x (2) 0 4 de Outubro (nos pênaltis)
Com o objetivo de combater o trabalho infantil, a Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), realizou uma série de ações de sensibilização em mercados públicos e flash mobs em trechos de grande circulação da Capital. Nesta segunda-feira (20), as equipes estiveram no Mercado Central levando orientações à população, comerciantes e trabalhadores sobre a importância da proteção integral de crianças e adolescentes.
A mobilização faz parte das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente (AEPETI/JP) e integra a campanha nacional “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, reforçando que lugar de criança é na escola, convivendo com a família, brincando e desenvolvendo seu potencial longe de qualquer forma de exploração.
A secretária de Direitos Humanos e Cidadania, Késsia Liliana, ressalta a importância das ações de conscientização de combate ao combate ao trabalho infantil. “O combate ao trabalho infantil é um compromisso permanente da gestão municipal. Contamos com a atuação integrada da nossa rede de proteção para garantir que crianças e adolescentes tenham seus direitos assegurados. Lugar de criança é na escola, junto da família, vivendo plenamente a infância e construindo um futuro com mais oportunidades”, reforçou Késsia Liliana.
Durante a ação, as equipes distribuíram materiais informativos, conversaram com feirantes e frequentadores do Mercado Central e reforçaram os canais de denúncia e a atuação da rede de proteção do Município. Entre os comerciantes abordados estava Diocélio Lima, que trabalha há anos no Mercado Central e fez questão de compartilhar sua própria história. Hoje pai de uma adolescente de 17 anos, ele conta que fez uma escolha diferente daquela que viveu na infância.
“Eu comecei a trabalhar aos seis anos de idade. Meu pai foi embora e eu precisei trabalhar para ajudar minha mãe e minhas quatro irmãs. Passei por isso e não queria que minha filha tivesse a mesma realidade. Sempre priorizei os estudos dela. Agora, com 17 anos, ela está concluindo o Ensino Médio e se preparando para entrar no mercado de trabalho no momento certo. Criança tem que estudar primeiro, pensar no futuro. Isso é o mais importante”, afirmou.
A coordenadora do AEPETI/JP, Cleidy Freire, que acompanhou a mobilização, explicou que as feiras livres, apesar de serem espaços fundamentais para a economia e para a cultura local, também exigem atenção especial por apresentarem situações de vulnerabilidade para crianças e adolescentes.
“As feiras livres são espaços importantes para a economia e para a cultura local, mas também podem ser ambientes onde crianças e adolescentes ficam mais vulneráveis ao trabalho infantil. Por isso, as Ações Estratégicas do AEPETI/JP, desenvolvem um trabalho integrado com os serviços que compõem a Sedhuc, como os CREAS, CRAS, Programa Criança Feliz e Ruartes, fundamentais para prevenir e enfrentar essa realidade”, destacou.
De acordo com a coordenadora, essas ações envolvem sensibilização e orientação à sociedade civil e aos próprios feirantes sobre os impactos negativos do trabalho infantil. Além disso, quando são identificadas crianças e adolescentes nessa situação, é realizado o encaminhamento para os serviços de porta de entrada da rede de proteção, garantindo o acompanhamento necessário.
“Quando atuamos de forma preventiva, identificando situações de risco, orientando as famílias e garantindo o acesso às políticas públicas, rompemos ciclos de vulnerabilidade e protegemos os direitos das crianças e dos adolescentes. O combate ao trabalho infantil é uma responsabilidade de toda a sociedade, e ações estratégicas nas feiras representam um compromisso com um futuro mais justo, seguro e digno para nossas crianças. Dar o cartão vermelho ao trabalho infantil é a nossa missão”, ressaltou Cleidy Freire.
Ações permanentes – As ações de conscientização seguem ao longo do ano em diferentes pontos da cidade, fortalecendo o trabalho articulado da rede de proteção e sensibilizando a população para a prevenção, identificação e enfrentamento ao trabalho infantil. Assim como as ações internas, realizadas em escolas do Município e com as equipes que atuam na Rede Municipal de Proteção de Crianças e Adolescentes.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (20) o arquivamento da investigação aberta contra o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante seu governo.
Na decisão, o ministro seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que Bolsonaro já foi condenado pelos fatos relacionados ao monitoramento ilegal de autoridades públicas. No processo da trama golpista, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, pena que também levou em conta essa acusação.
Moraes determinou ainda que as acusações contra Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, sejam enviadas para a Justiça Federal no Distrito Federal. Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) apurou a suposta ligação do chamado “Gabinete do Ódio” com o caso Abin Paralela.
Na mesma decisão, o ministro determinou o arquivamento das investigações contra o ex-diretor-geral da Abin Luiz Fernando Corrêa, o ex-diretor adjunto Alessandro Moretti, o ex-corregedor José Fernando Moraes Chuy, e o ex-coordenador de operações Lucio de Andrade Parente. Para Moraes, não há indícios para o prosseguimento da investigação criminal.
“As imputações formuladas limitam-se à enunciação de conclusões genéricas acerca de suposta participação dos requeridos em atos de embaraço à investigação, sem a individualização concreta das respectivas condutas e sem a demonstração mínima dos elementos necessários à configuração de fato penalmente relevante”, afirmou o ministro.
Com a decisão, a PF deverá cancelar os indiciamentos desses investigados.
A seleção brasileira feminina de vôlei volta à quadra na próxima quarta-feira (22) contra o Japão no primeiro três jogos eliminatórios (mata-mata) até a conquista do título da Liga das Nações. Será o segundo confronto das equipes na competição: na fase classificatória, a Amarelinha levou a melhor sobre as asiáticas por 3 sets a 1. O duelo de quartas de final será em Macau (China), a partir das 8h30 (horário de Brasília). A seleção busca o título inédito no torneio.
Comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, a seleção chega embalada ao mata-mata, com o terceiro lugar na fase classificatória (nove triunfos e três derrotas). Já as japonesas encerram na sexta posição (venceram oito e perderam quatro jogos). Se avançar, o Brasil enfrentará na semifinal o vencedor da outra partida, entre Itália (vice-líder da primeira fase) e Países Baixos (7º), também programada para quarta (22), a partir das 5h.
Para a reta final da competição, a equipe brasileira terá de lidar com a ausência da central Julia Kudiess, que rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo na vitória sobre os Estados Unidos, na última partida da primeira fase. A atleta passou por cirurgia na última quinta (16) e segue em processo de recuperação. Para a vaga de Kudiess, o técnico José Roberto convocou Larissa Besen (Osasco).
Atual vice-líder no ranking mundial, a seleção está empenhada em finalizar o torneio no topo do pódio, deixando para trás quatro vice-campeonatos. Nos dois últimos (2025 e 2022), o Brasil foi superado pela Itália, atual campeã e líder do ranking. Já em 2019 e 2021, o algoz foi os Estados Unidos.
As oportunidades são destinadas a jovens que desejam ampliar a qualificação profiss
ional – Laryssa Lomenha / JUVRio
A Secretaria Municipal da Juventude Carioca (JUVRio) está com inscrições abertas para 420 vagas em cursos gratuitos oferecidos pela Casa da Juventude Centro, localizada na Gamboa. As oportunidades são destinadas a jovens que desejam ampliar a qualificação profissional, desenvolver novas habilidades ou iniciar um negócio próprio. As inscrições podem ser feitas até o dia 3 de agosto por meio do portal Oportunidades Cariocas.
As vagas estão distribuídas entre os cursos de trancista, nail designer, barbeiro, designer de sobrancelhas, depilação, Libras, produção musical e informática básica. As formações têm duração de um mês e contam com aulas teóricas e práticas realizadas duas vezes por semana.
Ao todo, cada turma oferece 50 vagas, com exceção do curso de Produção Musical, que disponibiliza 20 vagas. Já o curso de Informática Básica conta com 100 vagas, distribuídas igualmente entre os turnos da manhã e da noite, com 50 alunos em cada.
As aulas serão realizadas ao longo do mês de agosto. Todo o material necessário para as atividades será fornecido gratuitamente pela Casa da Juventude. Ao final da capacitação, os participantes que atingirem frequência mínima de 75% receberão certificado de conclusão.
As inscrições para cada curso estão disponíveis por meio dos links publicados no portal Oportunidades Cariocas da Prefeitura do Rio:
Trancista
Nail Designer
Barbeiro
Libras
Designer de Sobrancelha
Depilação
Produção Musical
Informática Básica
Marcações: Casa da Juventude Centro Oportunidades Cariocas
Autores consagrados da literatura brasileira como Itamar Vieira Junior e Eliana Alves Cruz, e nomes relevantes do pensamento contemporâneo mundial como a autora e ativista Angela Davis e o Nobel de Literatura Wole Soyinka são destaques da programação do Sesc, de 23 a 26 de julho, na 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Ícone do movimento negro e de mulheres, a filósofa norte-americana Angela Davis participará do debate América e África: uma conversa Atlântica, junto ao vencedor do Nobel de Literatura, o nigeriano Wole Soyinka, primeiro escritor do continente africano a receber o prêmio, em 1986.
O encontro será realizado no Sesc Caborê, em uma tenda montada para receber 700 pessoas, no sábado (25), às 18h. Haverá transmissão em telões instalados na área externa da Casa Sesc.
Com o objetivo de valorizar a diversidade de vozes, expressões artísticas e regionalidades, a programação inclui ainda convidados como Socorro Acioli, Elisa Lucinda, Luiza Romão, Jamil Chade, Fabiana Cozza e Marcelino Freire em atividades abertas ao público. Especialmente para o público infantil, haverá narrações de histórias e mediação de leitura.
Serão realizados cafés literários, shows, exposição, performances poéticas, rodas de conversa e oficinas ao longo do festival. As atividades são gratuitas e ocorrem em três espaços no Centro Histórico de Paraty – Sesc Santa Rita, Casa Edições Sesc e Casa Sesc –, além do Sesc Caboré, recém inaugurado na cidade.
A programação traz ainda uma série de atividades em homenagem aos 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, obra-prima de João Guimarães Rosa, que segue conquistando gerações de leitores.
“Ao reunir autores, artistas e leitores, o Sesc contribui para o desenvolvimento dos territórios e demonstra que investir em cultura também é investir no desenvolvimento social e econômico do país”, afirmou Diana Abreu, Diretora de Saúde, Cultura, Lazer e Assistência do Departamento Nacional do Sesc.
Além de fortalecer a cidadania, incentivar a leitura e a formação de novos públicos, Diana ressalta que a cultura também movimenta o turismo, impulsiona a economia local e gera trabalho e renda.
No Sesc Santa Rita, o público poderá participar de atividades com a presença de autores como Eliana Alves Cruz, Marcelino Freire, Milena Martins Moura e Daniel Munduruku, primeiro escritor indígena a compor o acervo da Casa de Rui Barbosa que participa do encontro Cosmologias da Palavra ao lado de Jama Wapichana.
No local, a escritora Tati Bernardi comandará um talk show literário ao longo da Flip com os convidados Bruna Lombardi, Itamar Vieira Junior e Elisa Lucinda. Haverá também apresentação do espetáculo Viola, Rosa e Sertão, com o violeiro, compositor e pesquisador Paulo Freire.
Já na Casa Sesc, as discussões abrangem a circulação literária e novos formatos, como podcasts e plataformas digitais, além de reflexões sobre acessibilidade, diversidade e inteligência artificial, com nomes como Nina da Hora, Sil Bahia e Lu Ain-Zaila.
Na Casa Edições Sesc, autores e convidados participam de debates que tratam de geopolítica, saúde mental, educação midiática e direitos humanos. Entre os destaques, estão Eustáquio Neves, artista em exposição na Bienal de Veneza; Jamil Chade, jornalista com atuação internacional; Bob Wolfenson, fotógrafo reconhecido no país; Natália Timerman, escritora e psiquiatra; e Mary del Priore, referência em história do Brasil.
Toda a programação do Sesc é gratuita e está disponível no site sesc.com.br/sescnaflip.
O Brasil enviou, nesta segunda-feira (20), mais 4,5 toneladas de vacinas para a Venezuela, que sofreu terremotos no mês passado.
De acordo com o Ministério da Saúde, no total, são 690 mil doses doadas, sendo 48 mil da BCG, 102 mil da tríplice viral (contra o sarampo, caxumba e rubéola) e 540 mil da pentavalente. As vacinas estão sendo levadas pela Força Aérea Brasileira (FAB).
O governo brasileiro já destinou aproximadamente 16,5 toneladas de medicamentos e insumos estratégicos, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, seringas, luvas, máscaras, gazes, ataduras, dispositivos para infusão e outros materiais hospitalares, como ajuda humanitária aos venezuelanos.
Os terremotos que atingiram a Venezuela no final de junho já deixaram 4.829 mortos e mais de 16 mil feridos. Quase 18 mil pessoas estão sem casa, e mais de 128 mil famílias receberam algum tipo de atendimento.
O drama vivido no país vizinho motivou a solidariedade mundo afora. Além do Brasil, países como Estados Unidos, China, México e Reino Unido enviaram equipes de resgate, equipamentos, remédios e alimentos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta segunda-feira (20) um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitá-lo.
Na semana passada, Moraes proibiu a visita após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente, que está em prisão domiciliar e proibido de fazer postagens nas redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
No recurso, a defesa de Bolsonaro argumenta que Flávio é um dos advogados do pai e tem direito assegurado a encontrá-lo.
“Isso porque, como se sabe, Flávio Nantes Bolsonaro, além de ostentar a condição de filho do Agravante, é advogado regularmente constituído nos autos, integrando a equipe de defesa no bojo da presente execução penal e subscrevendo, inclusive, as manifestações apresentadas perante esta Suprema Corte”, afirma a defesa.
No entendimento do ministro, o ex-presidente descumpriu uma das regras da prisão domiciliar.
De acordo com os advogados, Bolsonaro não sabia que a carta seria postada e que o ex-presidente não prestou orientação ou combinação prévia para a publicação.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar humanitária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Para celebrar o Dia Mundial do Xadrez, nesta segunda-feira (20), a Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec) e do Projeto Xadrez Escolar, realizou o I Torneio Escolar Municipal de Soluções Enxadrísticas – Chiquinho Chess 2026. A competição evidenciou o talento e a dedicação de 12 estudantes da Rede Municipal de Ensino de João Pessoa, promovendo o raciocínio lógico, a concentração e o espírito esportivo por meio do xadrez.
A iniciativa foi resultado de uma parceria do Município com a Federação Paraibana de Xadrez (FPBX). Os participantes desta etapa foram finalistas de um grupo de 80 alunos que participaram do ‘peneirão’ para a competição, que aconteceu na sede da Federação, no Centro de João Pessoa.
A secretária de Educação e Cultura de João Pessoa, América Castro, destacou a importância do evento por se tratar de uma modalidade que é uma grande aliada na aprendizagem dos alunos, além de colocar a Capital paraibana como pioneira na realização de uma competição desse formato no Estado.
“Os alunos adoram uma competição e esse torneio foi uma oportunidade de estimular essa prática no aprendizado. Também aproveitamos para homenagear o Chiquinho (enxadrista Francisco Cavalcanti, que faleceu em 2025), que foi coordenador durante muito tempo na Secretaria, uma pessoa do bem e que muito contribuiu para a aprendizagem dos estudantes por várias gerações”, afirmou a secretária.
América Castro informou que o Projeto Xadrez Escolar desenvolvido pela Prefeitura contempla, atualmente, 20 unidades escolares da Rede Municipal de Ensino e que a pretensão é aumentar para as demais. “Esse tipo de torneio é muito bom para trazer o raciocínio lógico, o pensar, e João Pessoa sempre teve esse olhar para buscar a parte lúdica de um modo geral e associar ao aprendizado dos alunos da rede”, frisou.
Fernando Lopes, coordenador do torneio, destacou que o xadrez está ganhando cada vez mais adeptos nas escolas públicas. “Hoje, o xadrez tem o ingresso maior de meninos, mas temos trabalhado muito para a inclusão feminina. Porque o esporte sempre foi um tabu e no xadrez não é diferente. Por isso, trabalhamos com essa perspectiva, com mulheres na programação do projeto desenvolvido pela Prefeitura de João Pessoa em parceria com a Federação, despertando nas meninas o interesse por essa prática”, detalhou.
Elisa Sofia, de 12 anos, estudante da Escola Municipal Aruanda, nos Bancários, foi uma das quatro meninas a participar do evento. Ela relatou que este é um momento importante na sua vida. “Estou muito feliz por participar desse torneio. Comecei a jogar xadrez em 2024 e, agora, chegou a vez de mostrar o que eu aprendi numa competição”, disse.
Samuel Henrique, 15 anos, é aluno da Escola Municipal Maria Madalena Guedes Pereira, no bairro do Rangel, e disse que, de agora em diante, não vai perder mais nenhum evento de xadrez. “Eu gosto demais de jogar xadrez e pretendo levá-lo a sério, me profissionalizar mesmo. Acho muito importante esse projeto da Prefeitura de João Pessoa porque reforça nosso aprendizado e estimula nossa capacidade através dos campeonatos”, afirmou.
Premiação – Confira a relação dos estudantes premiados no I Torneio Escolar Municipal de Soluções Enxadrísticas – Chiquinho Chess 2026. Os três primeiros colocados receberam troféus pela participação na competição. Pelo programa internacional da WFCC, da Federação Internacional, a classificação por pontuação foi a seguinte:
1º lugar: Thiago Alves Marcedo – Escola Municipal José Américo de Almeida;
2º lugar: Paulo Leandro Vieira Almeida – Escola Municipal Índio Piragibe;
3º lugar: Heuel Abraamis da Costa Alexandria – Escola Municipal Radegundis Feitosa;
4º lugar: Emanuel Crysthian Ferreira de Lima – Escola Municipal Anayde Beiriz;
5º lugar: Renata Sophia Santos Velloso – Escola Municipal Anita Trigueiro do Valle;
6º lugar: Gabriel Costa Silva – Escola Municipal Índio Piragibe;
7º lugar: Luigi Miguel Araújo de Oliveira – EMEI Bilíngue Dom José Maria Pires;
8º lugar: Thayna de Souza Fernandes Felix – Escola Municipal Darcy Ribeiro;
9º lugar: Elisa Sophia Cavalcante dos Santos – Escola Municipal Aruanda;
10º lugar: Hannah Hagatha Cordeiro da Silva – Escola Municipal Santa Ângela;
O dólar voltou a cair e fechou abaixo de R$ 5,09, com o real favorecido pelos juros altos e pela valorização do petróleo. A bolsa de valores registrou a quarta queda seguida, pressionada por perdas de mineradoras.
No início do dia, o mercado reagiu a sinais de uma possível redução das tensões no Oriente Médio, mas novas declarações do presidente americano, Donald Trump, mantiveram a cautela dos investidores.
O dólar comercial caiu 0,42%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,089. No acumulado de julho, a moeda cai 1,42% em relação ao real. Em 2026, a desvalorização chega a 7,28%.
O movimento acompanhou a desvalorização da moeda estadunidense em relação a divisas de países emergentes, mesmo com o dólar subindo perante moedas de economias avançadas.
A moeda chegou a operar acima de R$ 5,11 na abertura, mas passou a recuar após a confirmação de que mediadores internacionais apresentaram propostas para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã, diminuindo a procura global por ativos considerados mais seguros.
No cenário doméstico, a elevada diferença de juros entre o Brasil e os Estados Unidos continuou sustentando operações de carry trade, estratégia em que investidores captam recursos em países de juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais elevadas.
Outro fator de apoio ao real foi a valorização do petróleo, que melhora a perspectiva para a entrada de dólares no país por meio das exportações. A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 526,3 milhões na terceira semana de julho, com as exportações crescendo 6,7% no acumulado do mês, impulsionadas pela indústria extrativa.
Bolsa
O Ibovespa encerrou o pregão em baixa de 0,20%, aos 173.371,35 pontos, acumulando a quarta sessão consecutiva de perdas.
O índice chegou a superar os 174 mil pontos pela manhã, impulsionado pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã. No entanto, perdeu força ao longo da tarde após Trump endurecer o discurso contra Teerã, aumentando novamente a cautela nos mercados.
A alta das ações da Petrobras, favorecida pelo avanço do petróleo, não foi suficiente para compensar a queda de ações de mineradoras.
Petróleo
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em alta após oscilações ao longo do dia, refletindo as dúvidas sobre a evolução do conflito no Oriente Médio.
O Brent, referência para a Petrobras, avançou 1,27%, para US$ 89,22 o barril, depois de superar brevemente os US$ 91 durante a sessão. O barril WTI, do Texas, subiu 0,85%, encerrando o dia a US$ 82,48 por barril.
Os preços perderam parte dos ganhos após o governo iraniano confirmar que recebeu propostas de mediadores para reduzir as tensões com Washington. No entanto, a commodity voltou a subir depois que Donald Trump prometeu responder com mais intensidade a novos ataques contra militares americanos.
Também permaneceram no radar do mercado as restrições ao tráfego marítimo na região do Estreito de Ormuz e as novas ameaças dos houthis de bloquear rotas no Mar Vermelho, fatores que continuam alimentando preocupações com a oferta global de petróleo.