O petismo pedindo arrego

Joaquim-levyDilma escolher Joaquim Levy, pupilo de Armínio Fraga, para ministro da fazenda, e que inclusive ajudou a equipe da campanha de Aécio, é a comprovação da incompetência petista. Quebraram o país e agora chamam um membro da oposição para arrumar o estrago. Ah, atualmente ele é diretor-superintendente do Bradesco Asset Management, braço de gestão de recursos do Bradesco.

A única coisa que o liga a esse governo é que o Bradesco tem a cor vermelha na sua logo.

 

A corrupção por um projeto de poder do PT

Dilma falaEditorial de O Globo reflete esse momento em que não se fala de outra coisa no mundo político, que o projeto de poder de um partido político utilizou todas as artimanhas para roubar o dinheiro público e onde o mensalão é apenas a ponta de um esquema avantajado de desvio de dinheiro público, do qual faz parte o petrolão. Mas não se contava com o vigor de nossas instituições republicanas.

Projeto de poder banaliza corrupçãoO Globo
À luz do mensalão e, agora, do petrolão, pode-se dizer, dentro de uma perspectiva histórica, que não é por mera coincidência que, em doze anos de lulopetismo no Planalto, construiu-se o mais articulado e amplo esquema de corrupção na máquina pública de que se tem notícia, a fim de drenar dinheiro de estatais para financiar um projeto de poder.

Não é por acaso que em 2004, enquanto o mensalão, cujo embrião está na campanha eleitoral de 2002, já funcionava a contento, o “amigo Paulinho” — como o presidente Lula tratava Paulo Roberto da Costa —, funcionário da Petrobras, era nomeado diretor de Abastecimento da estatal, indicado pelo PP do deputado José Janene (PP-PR), este também um mensaleiro. O nome saído do bolso do colete do aliado Janene foi bem aceito pelo lulopetismo. Falecido, Janene não pode colaborar com as investigações do petrolão, do qual o seu apadrinhado foi peça-chave, pelo que já se sabe de depoimentos do próprio ex-diretor da Petrobras prestados sob acordo de delação premiada. Não se discute se houve um assalto bem organizado aos cofres da Petrobras patrocinado por diretores — algo tão extraordinário que acionou os mecanismos americanos de vigilância do mercado de títulos do país, usado pela Petrobras como fonte de capitalização, para também investigar o escândalo e buscar responsáveis. Não se discute porque o próprio “amigo Paulinho” se declara culpado e, para reduzir penas, compromete-se a ajudar na elucidação do caso.

Lulopetistas costumam defender o partido, desde a descoberta do mensalão, em 2005, com a surrada justificativa de que “todos fazem”. É a escapatória da banalização do crime, para tentar reduzir sua gravidade. A própria candidata Dilma Rousseff escorregou na campanha da reeleição ao dizer que há corruptos em todos os lugares. Fez lembrar o presidente Lula, na histórica entrevista em Paris, depois que o então aliado Roberto Jefferson (PTB-RJ) denunciou o mensalão, quando afirmou que o PT fez o que todo partido fazia.

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CARTAS MARCADAS: MPE apresenta Ação Civil Pública contra Fabris e Éder por improbidade administrativa com pedido de ressarcimento

ederEfabrisO Ministério Público estadual entrou ontem com uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa com pedido de ressarcimento de danos ao erário e nulidade de atos administrativos, contra Gilmar Donizete Fabris, Éder de Moraes Dias, João Vicente Picorelli, Ocimar Carneiro de Campos (advogado dos sindicalizados e “concunhado” de Gilmar Fabris), Enelson Alessandro Nonato (advogado e ex-servidor da Sefaz, demitido do cargo), Rogério Silveira (advogado associado ao réu Ocimar), Anglisey Battini Volcov (cunhada de Fabris), Dorgival Veras de Carvalho (ex-procurador geral do Estado), Dilmar Portilho Meira e Gerson Valério Pouso (procuradores do Estado), José Constantino Chocair Júnior e o Estado de Mato Grosso, representada pelo Procurador-Geral do Estado.

De acordo com a Ação, diante de todas as investigações feitas, ficou comprovado que “os réus planejaram, prepararam e executaram um escandaloso e ardiloso esquema, buscando o enriquecimento ilícito às custas do erário estadual”.

doc-cartasmarcadas-1O esquema praticado pelos citados, diz o documento, sem qualquer pudor, só foi possível com a efetiva colaboração de terceiros particulares e por terem contado com a fragilidade de um sistema de emissão de cartas de crédito ineficiente, cheio de falhas e mal gerenciado pelos órgãos do Executivo

Estadual. Contaram, ainda, diz a Ação, com um “mercado” de certidões de crédito ávido pelos referidos documentos, formado em sua totalidade por grandes devedores do fisco estadual, os quais puderam obter quitação de dívidas milionárias com o Estado de Mato Grosso desembolsando valores incomparavelmente menores.

O esquema funcionava dessa forma. Uma vez emitidas, as cartas garantiam a posse de parte dos documentos sem o efetivo conhecimento dos servidores públicos e os vendiam no mercado por preços que representavam em média 50% de seu valor de face, “obtendo expressivo enriquecimento em detrimento do patrimônio público”. Tudo com o conhecimento e participação de Éder Moraes. “Nota-se, dessa forma, que o réu Eder de Moraes Dias não teve qualquer pudor em se beneficiar do esquema de Certidões de Crédito, inclusive realizando negociatas com os documentos dentro da própria SEFAZ/MT, enquanto ocupava o cargo de Secretário de Estado de Fazenda”, diz a Ação.

doc-cartasmarcadas-2Entre 2008 e 2012 os investigados movimentaram em suas contas bancárias o valor de R$ 120.194.562,29. Deste total, R$ 118.335.218,61 foram movimentados por quatro “famílias econômicas”: Grupo Ortolan, Família Fabris, Família Campos e Família Moraes.

A Ação pede a imediata suspensão dos procedimentos de compensação tributária ainda não finalizados junto à Procuradoria do Estado e dos pagamentos de eventuais precatórios das cartas de créditos ilegalmente emitidas pela SAD/MT. Pede ainda a indisponibilidade de bens do dos réus, na importância de R$ 398.981.029,89, resultante da apuração do dano ao erário estadual, garantindo-se a recomposição dos prejuízos sofridos aos cofres públicos.

O MP pede a condenação dos réus por improbidade administrativa dolosa com danos ao erário e enriquecimento ilícito, e o ressarcimento do montante de R$ 398.981.029,89.

A Ação que foi distribuída ontem, é assinada pelos promotores de Justiça Wagner Fachone, Roberto Turin, Gilberto Gomes, Célio Fúrio, Clóvis de Almeida Junior, Valnice Silva dos Santos e Tiago de Souza Afonso Da Silva.

Leia aqui a íntegra da Ação Civil Pública.

 

EXTRA! EXTRA! MP pede e justiça concede liminar impedindo aposentadoria de Humberto Bosaipo

bosaipoO ministério Público estadual ajuizou ontem uma ação com pedido de liminar visando impedir a aposentadoria do conselheiro Humberto Bosaipo. A liminar foi concedida pela juíza Celia Regina Vidotti.

Segundo a ação, o conselheiro responde a vários processos por ato de improbidade administrativa, ações penais, inclusive já sofreu condenações e que, caso seja condenado, acarretarão a perda do cargo de conselheiro. Além dessas ações penais e improbidade administrativa, diz o documento, existe uma ação civil pública já sentenciada, com recurso de apelação pendente de julgamento, onde foi reconhecida a nulidade do ato que investiu o requerido Humberto Melo Bosaipo no cargo de conselheiro do TCE.

O MPE explica que o processo de aposentadoria pode representar uma tentativa de afastar o cumprimento das penalidades que podem ser aplicadas e confirmadas em desfavor de Bosaipo. Além disso, a aposentadoria somente se verificará após o efetivo exercício do cargo de conselheiro por período superior a cinco anos, requisito que estaria prejudicado em razão do afastamento do cargo.

Em sua justificativa, a juíza argumentou o caso da nomeação de Bosaipo ser questionada através de uma ação civil pública, o pedido de aposentadoria pode ser vista como expediente a retardar os processos de natureza criminal que tramitam junto ao STJ, dada a prerrogativa de foro que detém, justamente pela equiparação do cargo de conselheiro ao cargo de desembargador.

Diante dos argumentos, a juíza Célia Vidotti determinou que o TCE informe a existência de procedimento administrativo referente a pedido de aposentadoria de Bosaipo e, em caso positivo, que seja suspensa a sua apreciação. (leia abaixo a íntegra da decisão)

Não há vagaGilmar-Fabris

Em outras palavras, Humberto Bosaipo está impedido de se aposentar e consequentemente o candidato ao cargo Gilmar Fabris, aquele que é investigado em pelo menos duas operações policiais por corrupção, e que ontem apresentou documento atestando, ele mesmo, sua idoneidade moral e reputação ilibada, não tem cadeira pra sentar.

Leia abaixo a íntegra a decisão liminar da justiça que impede aposentadoria de Bosaipo: Leia Mais

 

Na Prosa de hoje: O preço da corrupção

Na semana passada comentei aqui com vocês sobre o escândalo na Petrobras, o já famoso petrolão. Esse escândalo atingiu agora os dirigentes e donos das grandes empreiteiras brasileiras, que, segundo eles mesmos afirmaram à PF, pagavam propina em troca de superfaturamento de obras na Petrobras.

Essas mesmas empreiteiras atuam também na Eletrobras, construindo usinas produtoras de energia; essas mesmas empreiteiras constroem estradas, estaduais e federais.

Aí, você de casa, preste atenção na sua conta de energia, veja que o valor dela aumentou nestes últimos meses. Você não está pagando apenas o que consumiu de energia, mas a propina que o bandido engravatado recebeu lá na diretoria da empresa. Você pagou, com o seu salário. Leia Mais

 

A boquinha, ou bocona, eles não perderão nunca!

Bandeira queimadaPT quer saber em pesquisa a causa da rejeição ao partido, hahahaha. Eles ainda não sabem, não entendem. E informam que vão cumprir a norma que limita em três mandatos consecutivos a atuação parlamentar. Certo, certo. O partido dará uma passo importante na substituição por novos quadros, mas como consolo, os que não poderão disputar novos mandatos, certamente ganharão uma diretoria em uma estatal ou fundo de pensão para cumprir outra função partidária. A boquinha, ou bocona, eles não perderão nunca!

PT contrata pesquisa para tentar mapear antipetismo
Ideia é consultar eleitores em todo os Estados do País com questionários qualitativos

Assustado com os altos índices de rejeição a candidatos do partido nas eleições deste ano, especialmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PT encomendou uma ampla pesquisa nacional para identificar as causas e possíveis soluções para o antipetismo.

Ainda nesta semana, a Marissol, empresa responsável por parte das pesquisas que nortearam a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, vai apresentar uma proposta inicial de questionário. A ideia é consultar eleitores em todos os Estados do País e fazer uma bateria de pesquisas qualitativas.

O resultado vai servir de base para os debates da última etapa do 5º Congresso Nacional do partido, marcada para junho do ano que vem em Salvador (BA). A direção petista e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendem usar o Congresso, instância máxima de decisões do partido, para fazer uma série de reformas, com objetivo de resgatar valores históricos da legenda e reconectar o PT com setores dos quais se afastou nestes 12 anos de poder, como os movimentos sociais e a intelectualidade de esquerda.

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Vamos ter que desenhar?

“O PT tem dificuldade de entender por que existe uma onda de “intolerância” contra o partido que, nas palavras de um dirigente, é “o que mais combateu a corrupção e mais defendeu os pobres na história do Brasil”.” – trecho de reportagem do Estadão sobre uma grande pesquisa encomendada pelo PT, para identificar as causas e possíveis soluções para o antipetismo.

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Contra o “Clube do Amém”, funcionários de estatais se mobilizam para preservar aposentadorias

Fundo-de-pensaoPreocupados obviamente com o aparelhamento dos fundos de pensão que administram o patrimônio responsável por suas aposentadorias complementares, funcionários das estatais começam a se mobilizar contra o aparelhamento do PT nesses fundos. Pelo valor envolvido, a briga será grande, e cabe a cada um dos funcionários lutar pelo que lhe pertence.

Funcionários criam chapas de oposição em estatais para aumentar fiscalização – O Globo

A insatisfação com a ingerência política nos fundos de pensão e os casos frequentes de investimentos malsucedidos levou funcionários das estatais a formar chapas para ocupar cadeiras nos conselhos deliberativos dessas entidades. O objetivo é tentar aumentar o poder de fiscalização sobre os gestores de seus patrimônios bilionários. Esse movimento começou no início deste ano, quando funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal elegeram conselheiros com posições críticas à direção dos três maiores fundos de pensão do país: Previ, dos empregados do BB; Petros, da Petrobras; e Funcef, da Caixa. Juntos, eles administram um patrimônio de mais de R$ 300 bilhões destinado ao pagamento de futuras aposentadorias complementares de funcionários das estatais que são suas patrocinadoras.

Conselheiros criarão fóruns

Agora, esses conselheiros pretendem criar um fórum de participantes de vários fundos de pensão para trocar informações e experiências sobre como aumentar a fiscalização interna das fundações e promover mudanças nos estatutos para reduzir a influência das patrocinadoras, e, portanto, do governo. As primeiras reuniões deverão acontecer em janeiro de 2015.

Como O GLOBO informou ontem, participantes e funcionários dos fundos de pensão têm feito denúncias a órgãos de ingerência política nessas entidades a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). O Sindicato dos Empregados de Previdência Privada do Rio de Janeiro (Sindepperj) apelidou a suposta coordenação política de direcionamento de investimentos dos fundos de “Clube do Amém”.

Na maioria dos fundos de pensão, a direção das estatais, influenciada pelo governo ou por partidos da base aliada, indica o mesmo número de conselheiros que os eleitos pelos participantes. No entanto, a patrocinadora exerce o controle de fato com a prerrogativa de indicar o presidente do conselho, que tem voto de desempate. Acontece que, em vários fundos, esse instrumento não era utilizado porque não se mostrava necessário. Conselheiros eleitos por funcionários que fazem parte de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT, dedicam-se com afinco à eleição de conselheiros nos fundos de pensão. Uma vez no colegiado, passam a acompanhar o voto dos indicados pelas patrocinadoras.

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Marque a alternativa verdadeira

00chargeantiga115Escolha abaixo a declaração que mais representa a realidade brasileira. Uma foi dada pelo advogado Mario de Oliveira Filho, que defende o lobista Fernando baiano, preso por participação no esquema de desvio de dinheiro na Petrobras, e a outra pelo juiz federal Sergio Moro, que com competência e coragem vem segurando a investigação daquilo que aponta ser o maior esquema de corrupção da história.

Mario de Oliveira Filho: “O empresário, porventura, faz uma composição ilícita com algum político e paga alguma coisa. Se ele não fizer isso, e quem desconhece isso desconhece a história do País, não tem obra. Pode pegar uma prefeitura do interior, uma empreiteirinha com quatro funcionários. Se ele não fizer acerto, ele não põe um paralelepípedo no chão”.

Sérgio Moro: “O fechar de olhos, com a aceitação do quadro criminoso, como se o crime fosse algo natural e inevitável, não constitui uma escolha aceitável. O álibi ‘todos nós roubamos’, lembrando o mesmo empregado no contexto da Operação Mãos Limpas italiana pelo então ‘criminoso zero’, Mário Chiesa (‘tutti rubiano cosi’), não é jurídica ou moralmente aceitável e, ademais, sequer é verdadeiro. Por mais que prática criminosa da espécie tenha se espalhado pela falta de resposta institucional adequada, é evidente que não abrange a todos, quer agentes públicos, empresas ou demais indivíduos, e não representa o que pensa a sociedade brasileira”.

 

PCdoB apoia novamente a Coreia do Norte. E aí, imprensa nacional?

A imprensa nacional deu destaque nas manifestações da oposição para uns gatos pingados que se meteram no meio para defender o absurdo da intervenção militar, mas se cala quando um partido político, inclusive com representantes no congresso nacional, que defende a mais sanguinária das ditaduras, com casos inclusive de morte de membros da “corte” local por cães famintos (aqui). E aí, não seria o caso desse mesmo jornalismo perguntar para a senadora Vanessa Grazziotin e a outros membros do partido o que acham desse posicionamento partidário?
Reparem o que o partido postou em sua página no facebook:

PCdoB-Coreia-do-norte

 

Desmoralização do escândalo

crivella-no-ministerio-da-pescaFaz tempo que o PT vem desmoralizando o escândalo. Com esse agora do petrolão, tudo virou serviço de trombadinha, como esse agora do Ministério da Pesca. Crime eleitoral na cara dura, mas, diante do conjunto da obra …

Um mês antes do início da campanha eleitoral, o Ministério da Pesca alterou norma interna e permitiu que carteiras de pescador, antes confeccionadas pela Casa da Moeda, fossem emitidas em papel comum. A medida permitiu que, desde junho, as próprias superintendências da pasta nos Estados, a maioria controlada pelo PRB, confeccionassem os documentos, que dão direito a salário durante os cinco meses do defeso e outros benefícios.

No Acre, a Polícia Federal e o Ministério Público investigam denúncia de que houve um derrame de carteiras no período eleitoral para pessoas que não praticam a atividade pesqueira. No Acre e no Maranhão, o número de carteiras emitidas no período eleitoral supera o dos demais meses. De agosto a outubro, foram confeccionadas 30.177 carteiras no Maranhão, mais que as 22.581 dos sete meses anteriores do ano.

O número de pescadores artesanais registrados no país hoje é de 1.005.888. Dados do Ministério do Trabalho mostram que, de abril a setembro, o número de requerentes do seguro da pesca chegou a 281 mil – foram 198 mil no mesmo período de 2013.

(Informações do jornal O Estado de S. Paulo)

 

Escândalo nos Fundos de pensão das estatais pode ser um desdobramento da Lava Jato

Fundos de pensaoAgora também está sendo desvendado, como desdobramento da operação Lava Jato, o que a muito já se sabia. O abuso do roubo nos fundos de pensão das estatais, fundos criados para gerenciar o patrimônio de contribuições dos seus funcionários com o objetivo de lhes proporcionar uma aposentadoria tranquila. Mas tanto dinheiro assim, R$ 450 Bi, não ficaria de fora do apetite dessa gente.

Lava-Jato levanta suspeita sobre articulação política de fundos de pensãoO Globo
O “clube” de empreiteiras descrito por investigados nos processos decorrentes da Operação Lava-Jato não é a única consequência do aparelhamento político de estatais como a Petrobras. Os fundos de pensão de funcionários de estatais e servidores públicos, que administram juntos um patrimônio de mais de R$ 450 bilhões, são descritos como integrantes do chamado “Clube do Amém”, apelido dado por participantes e funcionários dessas entidades que encaminharam denúncias de má gestão à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão regulador do setor. As denúncias apontam o direcionamento de investimentos dessas entidades fechadas de previdência complementar para negócios suspeitos, em que geralmente dividem com outras fundações do setor público prejuízos milionários.

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Valéria del Cueto: Pluct Plact, catch and go

Copa 141119 013 arco-iris praia mangueira areia verticalPluct, Plact, o ser de outra galáxia, anda muito preocupado. Até mesmo sem saber o que fazer para provar para a cronista ensandecida ainda guardadinha do outro lado do túnel que, sim, está de posse e dominando todos os seus incríveis poderes! Todos, menos o que lhe permite sair de vez do hospício Terra, já que segue sem força propulsora para dar um tóin em direção ao espaço sideral, deixando para trás a atmosfera gravitacional abafada, ressecada e desconexa que o aprisiona.

Ele espera ansioso que a camada de ozônio seja aliviada com muita água o que talvez quem sabe lhe permita romper a atração fatal que o faz testemunha incrédula dos fatos que vem ocorrendo no Patropi. (Aprendeu – e gostou – da designação quando buscava na literatura um sentido qualquer para os acontecimentos que têm sido verificados no último período temporal por aqui designado como mês.) Foi indo, indo… e, pelo visto, ainda irá muito além em direção ao passado, sem obter nenhuma referência segura que o permita justificar essa “balbúrdia estapafúrdia”. É que NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS… Leia Mais

 

Lula e Dilma, no mínimo prevaricaram, e isso é crime

Dilma_LulaCarlos Ari Sundfeld - Estadão
Cabe ao Tribunal de Contas da União e ao Congresso Nacional a fiscalização externa da administração federal. Se o TCU descobrir irregularidades graves, o Legislativo pode sustar a execução de contratos, evitando, assim, prejuízos para os cofres públicos. No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2010, o Congresso, alertado por seu órgão auxiliar, que é o Tribunal de Contas, incluiu a previsão de que certos contratos da Petrobrás seriam paralisados.

Mas como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a sustação, alegando que a medida seria prejudicial e que providências corretivas estariam em curso, chamou a si uma responsabilidade que em princípio não era sua.

O risco é ficar provado que o veto não tinha fundamento. Em condições normais nem o presidente nem a Casa Civil, à época comandada pela hoje presidente Dilma Rousseff, envolvem-se diretamente com contratos das estatais, que são autônomas. Mas nesse caso os contratos só seguiram em curso depois de uma ação direta da cúpula do Executivo federal.

Permitir ou concorrer para que alguém cause prejuízo ao erário público é improbidade administrativa, punida judicialmente com suspensão dos direitos políticos de até oito anos e multa. Em tese, Lula e Dilma poderão ter problemas se ficar provado que agiram maliciosamente – com dolo – ou de modo imprudente ou negligente – com culpa.

Carlos Ari Sundfeld é professor de Direito Administrativo da FGV Direito – São Paulo

 

Duque, o milionário – IstoÉ

Renato DuqueComo o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, depois de descoberto por Silvinho Pereira e chancelado por José Dirceu, ascendeu da modesta gerência de contratos para o comando de obras faraônicas na estatal e conseguiu acumular riqueza - IstoÉ
Claudio Dantas Sequeira, Josie Jeronimo, Rogério Daflon

A cobertura suntuosa em endereço nobre na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, foi decorada por um badalado escritório de arquitetura. Paredes e tetos receberam revestimentos de altíssimo nível. Cômodos foram preenchidos por móveis assinados e objetos de arte – algumas telas de jovens pintores em ascensão. Quando a reforma terminou, os amigos mais próximos improvisaram um trocadilho elogioso. “Duque, agora você tem o seu palácio!”.
A ostentação incomodou os vizinhos, que tentaram embargar a obra diversas vezes, acusando-o de violar as leis do condomínio e da prefeitura. Renato Duque deu de ombros. “Sou dono do prédio”, disse. E não estava mentindo. O edifício onde mora foi ele mesmo que ergueu. Associou-se a uma desconhecida construtora chamada Fercon, executou a obra e depois cobriu parte do custo com a venda de um dos apartamentos. Outros dois ele doou para as filhas. Sua cobertura duplex vale hoje R$ 4,5 milhões, mas o preço vai subir quando chegar o metrô, que acoplará esse pedaço da Barra à zona sul carioca.

A cobertura duplex de Renato Duque na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, está orçada hoje em R$ 4,5 milhões

A cobertura duplex de Renato Duque na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro,
está orçada hoje em R$ 4,5 milhões

O crescimento patrimonial de Duque se estende à família. O filho comprou recentemente um imóvel ao lado e nem precisou vender o que havia ganho do pai no Canal de Marapendi, a uns seis quilômetros dali. O ex-diretor da Petrobras também não se desfez do apartamento em que morava na Tijuca, bairro de classe média. Adquiriu duas lojas comerciais de alto padrão e construiu uma casa de veraneio em Penedo, cidade turística de colonização finlandesa. Também investiu na compra de dólares e joias. Tudo isso, somado aos R$ 3,2 milhões bloqueados pelo Banco Central em suas contas bancárias indicaria que o patrimônio de Duque hoje superaria facilmente os R$ 15 milhões. Sem contar as somas oriundas de propinas recebidas de contratos da Petrobras que teriam sido depositadas em contas na Suíça. Os delegados da PF ensaiam um raciocínio que encontra respaldo na lógica financeira do crime: se o gerente abaixo de Duque, Pedro Barusco, se comprometeu a devolver R$ 250 milhões, imagina quanto o chefe dele conseguiu acumular. “O Duque não vai poder se calar porque vai ter que explicar a riqueza que ele amealhou”, disse o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato.

Renato de Souza Duque era um homem maduro, na casa dos 48 anos, quando o PT chegou ao governo, em 2003. Natural de Cruzeiro (SP), fez a vida no Rio de Janeiro. Formou-se engenheiro pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e entrou para os quadros da Petrobras em 1978. Foi gerente de plataformas flutuantes, depois superintendente de perfurações na Bacia de Campos, gerente de contratos de perfuração e ainda de recursos humanos da área de exploração e produção. Também gerenciou a divisão de engenharia e tecnologia de poços, retornando em seguida para a gerência de contratos.

Em 2003, já era engenheiro sênior da companhia quando foi descoberto pelo então secretário-geral do PT Silvio Pereira. “Silvinho Land Rover” fora escalado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, para encontrar um funcionário de carreira “inteligente e discreto”, e acima de tudo fiel, capaz de assumir a mais estratégica diretoria da estatal. Duque se enquandrava no perfil. Leia Mais