Matéria da Veja sobre o empreiteiro amigo de Lula

Sitio-Lula-VejaOs favores do empreiteiro – VEJA
Matéria de Robson Bonin com Kalleo Coura e Hugo Marques
O engenheiro Léo Pinheiro cumpre uma rotina de preso da Operação Lava-Jato que, por suas condições de saúde, é mais dura do que a dos demais empreiteiros em situação semelhante. Preso há seis meses por envolvimento no esquema do petrolão, o ex-presidente da OAS, uma das maiores construtoras do pais, obedece às severas regras impostas aos detentos do Complexo Médico-Penal na região metropolitana de Curitiba. Usa o uniforme de preso, duas peças de algodão azul-claras. Tem direito a uma hora de banho de sol por dia, come “quentinhas” na própria cela e usa o chuveiro coletivo. Na cela, divide com outros presos o “boi”, vaso sanitário rente ao piso e sem divisórias. Dez quilos mais magro, Pinheiro tem passado os últimos dias escrevendo. Um de seus hábitos conhecidos é redigir pequenas resenhas e anexá-las a cada livro lido. As anotações feitas são muito mais realistas e impactantes do que as literárias. Léo Pinheiro passa os dias montando a estrutura do que pode vir a ser seu depoimento de delação premiada à Justiça. Ele foi durante toda a década que passou o responsável pelas relações institucionais da OAS com as principais autoridades de Brasília. Um dos capítulos mais interessantes de seu relato trata justamente de uma relação muito especial — a amizade que o unia ao ex-presidente Lula.

De todos os empresários presos na Operação Lava-Jato, Léo Pinheiro é o único que se define como simpatizante do PT. O empreiteiro conheceu Lula ainda nos tempos de sindicalismo, contribuiu para suas primeiras campanhas e tornou-se um de seus mais íntimos amigos no poder. Culto, carismático e apreciador de boas bebidas, ele integrava um restrito grupo de pessoas que tinham acesso irrestrito ao Palácio do Planalto e ao Palácio da Alvorada. Era levado ao “chefe”, como ele se referia a Lula, sempre que desejava. Não passava mais do que duas semanas sem manter contato com o presidente. Eles falavam sobre economia, futebol, pescaria e os rumos do país. Com o tempo, essa relação evoluiu para o patamar da extrema confiança — a ponto de Lula, ainda exercendo a Presidência e depois de deixá-la, recorrer ao amigo para se aconselhar sobre a melhor maneira de enfrentar determinados problemas pessoais. Como é da natureza do capitalismo de estado brasileiro, as relações amigáveis são ancoradas em interesses mútuos. Pinheiro se orgulhava de jamais dizer não aos pedidos de Lula.

Desde que deixou o governo, Lula costuma passar os fins de semana em um amplo sítio em Atibaia, no interior de São Paulo. O imóvel é equipado com piscina, churrasqueira, campo de futebol e tem um lago artificial para pescaria, um dos esportes preferidos do ex-presidente. Fora do poder, é lá que ele recebe os amigos e os políticos mais próximos. Em 2010, meses antes de terminar o mandato, Lula fez um daqueles pedidos a que Pinheiro tinha prazer em atender. Encomendou ao amigo da construtora uma reforma no sitio. Segundo conta um interlocutor que visitou Pinheiro na cadeia, esse pedido está cuidadosamente anotado nas memórias do cárcere que Pinheiro escreve.

Na semana passada, a reportagem de VEJA foi a Atibaia, região de belas montanhas entrecortadas por riachos e vegetação prístina. Fica ali o Sítio Santa Bárbara, cuja reforma chamou a atenção dos moradores da região. Era começo de 2011 e a intensa atividade nos 150 000 metros quadrados do sitio mudou a rotina da vizinhança. Originalmente, no Sitio Santa Bárbara havia duas casas, piscina e um pequeno lago. Quando a reforma terminou, a propriedade tinha mudado de padrão. As antigas moradias foram reduzidas aos pilares estruturais e completamente refeitas, um pavilhão foi erguido, a piscina foi ampliada e servida de uma área para a churrasqueira.

O que mais chamou atenção, além da rapidez dos trabalhos, é que tudo foi feito fora dos padrões convencionais. A reforma durou pouco mais de três meses. Alguns funcionários da obra chegavam de ônibus, ficavam em alojamentos separados e eram proibidos de falar com os operários contratados informalmente na região e orientados a não fazer perguntas. Os operários se revezavam em turnos de dia e de noite, incluindo os fins de semana. Eram pagos em dinheiro. “Ajudei a fazer uma das varandas da casa principal. Me prometeram 800 reais, mas me pagaram 2 000 reais a mais só para garantir que a gente fosse mesmo cumprir o prazo, tudo em dinheiro vivo”, diz o servente de pedreiro Cláudio Santos. “Nessa época a gente ganhou dinheiro mesmo. Eu pedi 6 reais por metro cúbico de material transportado. Eles me pagaram o dobro para eu acabar dentro do prazo. Eram 20 000 por vez. Traziam o pacotão, chamavam no canto para ninguém ver, pagavam e iam embora”, conta o caminhoneiro Dário de Jesus. Quem fazia os pagamentos? “Só sei que era um engenheiro que esteve na obra do Itaquerão. Vi a foto dele no jornal”, recorda-se Dário.

O arquiteto contratado para coordenar os trabalhos chama-se Igenes Irigaray Neto. Ele foi mandado de Dourados (MS) especialmente para tocar o projeto em Atibaia. Irigaray Neto foi encaminhado pelo empresário José Carlos Bumlai, que, a exemplo do empreiteiro da OAS, é amigo de Lula, cuida de seus assuntos pessoais e é personagem recorrente de várias histórias mal contadas que envolvem poder e dinheiro durante o governo petista. Bumlai apareceu até no escândalo do petrolão, em que é acusado de ter indicado um dos diretores corruptos da Petrobras.

Dono de uma loja de decoração, o empresário Matuzalem Clementoni conheceu Lula durante o trabalho de decoração do sitio. Matuzalem costuma tomar café com o “patrão”, como ele se refere ao ex-presidente. O ex-governador de Mato Grosso do Sul Zeca do PT já até pescou no novo lago. “Eu que ensinei o Lula a pescar. Ele é bom de pesca, mas no sitio dele os peixes são criados para que só ele consiga fisgá-los.” Lula encomendou ao amigo da OAS a reforma do sitio, que os amigos e políticos identificam como sendo do ex-presidente. No cartório da cidade, porém, a escritura de posse está em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar — ambos sócios de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente. Suassuna e Bittar compraram o sitio em agosto de 2010, quatro meses antes de Lula deixar o cargo. Pagaram 1,5 milhão de reais pela propriedade. Lulinha mora em um prédio de luxo, localizado numa das áreas mais nobres de São Paulo, cujos apartamentos são avaliados em 6 milhões de reais. O apartamento onde Lulinha mora pertence a Suassuna. Procurados por VEJA, os empresários beneméritos da família Lula da Silva não quiseram se pronunciar.

Léo Pinheiro fez um segundo favor ao ex-presidente no ramo imobiliário. O empreiteiro conta que, a pedido do ainda presidente Lula, a OAS incorporou prédios inacabados da Cooperativa dos Bancários (Bancoop), entidade ligada ao PT que, em 2006, deu o golpe em 3 000 mutuários em São Paulo. Durante anos, dezenas de famílias que pagaram fielmente suas mensalidades à Bancoop tiveram seu suado dinheirinho desviado para as campanhas eleitorais do PT. Sem uma mãozinha da OAS, poderia dar cadeia o golpe da Bancoop, um ensaio geral para a roubança generalizada que marcaria mais tarde as gestões petistas. Cadeia para quem? Para João Vaccari Neto, tesoureiro do PT que, aliás, está preso por envolvimento no escândalo da Petrobras. Fiel ao amigo Lula, a OAS de Léo Pinheiro concluiu no inicio do ano o edifício Solaris, da Bancoop, que fica na praia do Guarujá. Por que o Solaris foi concluído, enquanto centenas de outros lesados pela Bancoop esperam em vão pela construção das unidades que compraram? Bem, o fato de Lula e Vaccari terem apartamentos no luxuoso Solaris explica as prioridades da OAS. Aos amigos, tudo. O tríplex de cobertura do expresidente no edifício Solaris, do Guarujá, tem 297 metros quadrados e elevador interno. O espaço é suficiente para construir quase cinquenta celas iguais à que hoje serve de residência a Leo Pinheiro na penitenciária em Pinhais.

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Fonte: Revista Veja

 

Eduardo Cunha em Mato Grosso

Cassio Curvo – Impediram Eduardo Cunha de falar aqui em Mato Grosso, um modus operandi da esquerda que se repete ao redor do Brasil. Os idiotas não percebem que fazem o que ele deseja. Estão transformando-o em um anti-Dilma, um anti-esquerdismo, e, fiquem certos, isso hoje dá muito ibope.

Podemos não concordar com muitas de suas ideias ou condutas, mas Eduardo Cunha foi eleito, democraticamente, como o presidente da Câmara Federal. Não custa lembrar também aqui que ele é presidente de um dos poderes da República, assim como Dilma é de um outro.

Fizessem os manifestantes anti-Dilma o mesmo, e a imprensa estaria em polvorosa cobrando mais respeito à representante do poder executivo.

 

O momento “Caras” de Lula

Lula-malhandoCassio Curvo – Cansado de sair apenas sendo malhado na imprensa pelas besteiras que fez durante o seu governo, Lula tenta dar a volta por cima engatando a mesma estratégia dos artistas.

Hoje postou diversas fotos e vídeos malhando. É o momento “Caras” do artista petista.

 

 

Fechou antes de ir novamente em cana

dirceuCassio Curvo – Com a morte do seu dono, um dos mais caros escritórios de consultoria do Brasil hoje fechou suas portas.

Sim, é ele mesmo. José Dirceu é hoje um morto político. Um antes próspero político com pretensões até de ser presidente, hoje é um zumbi que passeia quase diariamente pelas manchetes policiais.

 

Choro, melodia da alma carioca

Texto e foto de Valéria del Cueto
Choro, melodia da alma cariocaA alma carioca tem tradução musical. E não é o samba. O samba é o seu coração palpitante. A alma musical carioca é o Choro. Gênero musical urbano, popular e erudito, definitivamente incorporado ao “phisique-du-role” da Cidade Maravilhosa.

No ano das comemorações de 450 de seu nascimento, o Rio de Janeiro ganha um presente há muito esperado. Sua Casa do Choro está inaugurada com tudo o que tem direito nesse megaferiado turbinado por aqui com o Dia de São Jorge. 23 de abril também é o Dia Nacional do Choro em homenagem ao nascimento de seu maior representante, o genial Pixinguinha. Desde 2000 o projeto vem sendo desenvolvido pelo Instituto Casa do Choro, com a criação da Escola Portátil de Música, capitaneada por nomes como Luciana Rabello e Maurício Carrilho.

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Brincando de fazer TV com o seu dinheiro

Cassio Curvo
Bom dia !!! E vamos trabalhar. Antes disso, uma notinha:

A TV Brasil, empresa pública criada pelo governo petista para concorrer com a Globo,  que há um tempo tinha um gasto de R$ 600 milhões por ano (não sei quanto está esse gasto hoje) para ajudar a disseminar “as verdades” do governo, perdeu mais audiência no Rio, que era de fabulosos 0,27% em 2013, para 0,25% em 2014, como publicado outro dia no Diário Oficial.
Já em SP teve aumento fabuloso de mais de 10% em sua audiência: subiu de 0,09% para 0,10%.

Lembre-se: essa dinheirama toda que está indo para o ralo para essa turma brincar de fazer TV está sendo feito com o seu, o meu, o nosso dinheiro.

 

O motivo para triplicarem agora o Fundo Partidário

Cassio Curvo – Vale a pena ler o editorial do jornal O Estado de São Paulo para saber o motivo para triplicarem agora o fundo partidário, aumentando os recursos do fundo de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões, isso em plena tentativa de contenção de gastos do governo. O PT está endividado, muito endividado. A operação Lava Jato cortou a nova modalidade de “doações legais” em que o partido pegava dinheiro ilegal e utilizando o carimbo do TSE, realizava a lavagem do dinheiro. O crime perfeito … imaginavam os bandidos. Por isso existe também o risco de que essas condenações que atingirem o partido sejam de multas milionárias, que o partido terá que pagar e que poderá até inviabilizar a sua sobrevivência. Como o valor deverá ser muito elevado, neste caso não será possível conseguir o dinheiro apenas com vaquinhas, como fizeram para José Dirceu, nem repassar para os filiados, já que muitos destes estão se ocupando apenas das manifestações em defesa do governo. Por isso acharam mais fácil repassar esse custo ao contribuinte, e ontem o deputado petista, José Guimarães (PT), o que teve um assessor pego com dólar na cueca, e claramente a favor, disse que há uma “celeuma” na repercussão do caso.
Pois é …

mala-de-dinheiroUma afronta aos brasileiros
É uma afronta aos brasileiros, que se mobilizam para exigir mudanças: enquanto a equipe econômica tenta cortar investimentos e despesas de custeio para viabilizar o necessário ajuste fiscal, o Congresso propõe e a presidente da República aprova a triplicação da “mesada” aos partidos políticos. O Orçamento-Geral da União para 2015 foi sancionado por Dilma Rousseff sem veto à proposta de aumento do Fundo Partidário de R$ 308,2 milhões para R$ 867,5 milhões. O Fundo é uma das principais fontes de receita para os partidos políticos.

O incremento substancial do Fundo Partidário, em proporção sem precedentes, no momento em que o governo se debate com a necessidade de ajustar suas contas e os protestos populares se estendem aos políticos e aos partidos em geral, é mais uma demonstração de que Dilma Rousseff é incapaz de resistir à chantagem daqueles de cujo apoio necessita para fazer o que chama de “governar”.

Por detrás dessa aberração está, para começar, uma organização político-partidária anacrônica e totalmente comprometida com a mentalidade patrimonialista que, salvo poucas e honrosas exceções, transformou os partidos políticos num fim em si mesmos, em porta de acesso a vantagens e privilégios pessoais. Além disso, há a penúria em perspectiva que apavora o partido do governo, desmoralizado pela exposição da corrupção endêmica que inibe as grandes corporações empresariais de continuar investindo pesadamente em “doações legais” ao PT. Além disso, o PT, como óbvio protagonista do propinoduto da Petrobrás – e sabe-se lá de quantos outros -, pode ser obrigado pela Justiça a ressarcir os cofres públicos que foram assaltados.

Segundo apurou a Folha de S.Paulo junto a dirigentes petistas e técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o aprofundamento das investigações da Operação Lava Jato pode resultar na “inviabilização” do funcionamento do partido, em decorrência das pesadas multas a que se pode tornar sujeito, e até mesmo da cassação do registro da legenda.

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A descoberta do Brasil e as controvérsias

pedro-alvares-cabralCassio Curvo – A exatos 515 anos a frota de Pedro Álvares Cabral desembarcava no litoral da Bahia, descobrindo o Brasil. Existem controvérsias sobre isso, e alguns historiadores defendem que outros navegadores teriam chegado antes de Cabral ao Brasil, como os espanhóis Vicente Yáñez Pinzón (26 de janeiro de 1500) e Diego de Lepe (fevereiro ou março de 1500), e os portugueses João Coelho da Porta da Cruz e Duarte Pacheco Pereira, entre 1493 e 1498. Mas a maior controvérsia ocorreu recentemente. “Historiadores” petistas acreditam que o Brasil foi descoberto apenas em janeiro de 2003.

 

Até tu, PF?

Policia-FederalCassio Curvo – Segundo o site oantagonista, delegados da PF “têm em seu poder diálogos de Lula, obtidos por meio de escutas telefônicas, que mostram sem nenhuma sombra de dúvida o papel do ex-presidente Lula no esquema do mensalão”.

História de achaques e chantagens podem ter sido o motivo da não divulgação desses áudios. O mesmo método pode estar sendo utilizado agora em troca de novos favores, também informa o site. Leia aqui.

Certamente isso não é de conhecimento da maioria dos agentes da corporação, e é imprescindível que seus agentes tomem pé do assunto para não deixar que a ala desonesta, e ela sim, está presente em todas as instituições, inclusive na PF, seja protagonista e enterre toda a credibilidade conquistada pela PF nestes últimos anos.

Estamos bem …

 

As cartas com charadas para Ricardo Pessoa, da UTC. Ameaça? – Veja

Em uma das charadas das cartas está a “menção a um ex-presidente?”, diz a matéria. O demiurgo está presente, sempre ele.

CartasO que é, o que é … – Veja
Alexandre Hisayasu
A PF abre inquérito para identificar o autor de cartas com charadas enviadas a Ricardo Pessoa. Podem ser obra de um maluco, mas o empreiteiro está assustado

Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, está para o escândalo do petrolão como um maçarico para um barril de gasolina — é só acioná-lo para a coisa toda ir pelos ares. Por isso, toda vez que ele chega perto de fechar um acordo de delação premiada, forças poderosas se organizam para tentar demovê-lo da ideia. Foi com esse objetivo que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por exemplo, se reuniu com advogados do empreiteiro em um encontro extra-agenda em fevereiro passado. Naquela ocasião, Pessoa, preso desde novembro de 2014 na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba (PR), estava inclinado a contar o que sabe à Justiça, o que acabou não ocorrendo. Agora, quando ele parece de novo decidido a falar, as pressões ressurgem. Só que, desta vez, elas vieram pelo correio. Do fim de março até o inicio deste mês, o empreiteiro recebeu três cartas que o deixaram assustado — tão assustado que ele decidiu entregar o material à PF.

Querido Titio  Prestes a fechar um acordo de delação premiada, o dono da UTC, personagem mais inflamável entre os empreiteiros presos na Lava-Jato, recebeu três cartas escritas para simular autoria infantil. Apavorou-se. Para ele, o conteúdo — cifrado e repleto de charadas — é claro: trata-se de ameaças

Querido Titio
Prestes a fechar um acordo de delação premiada, o dono da UTC, personagem mais inflamável entre os empreiteiros presos na Lava-Jato, recebeu três cartas escritas para simular autoria infantil. Apavorou-se. Para ele, o conteúdo — cifrado e repleto de charadas — é claro: trata-se de ameaças

As cartas foram escritas para dar, à primeira vista, a impressão de que o remetente é uma criança. São assinadas por alguém que se identifica como sobrinho (ou sobrinha) de Pessoa e se refere à cadeia como “hospital”. Trazem desenhos singelos no envelope e erros de pontuação e grafia. A medida que o texto avança, no entanto, fica evidente que não há nada de infantil nele. O autor insinua que conhece alguns hábitos e receios de Pessoa — faz referências veladas ao fato de ele fumar, ter o costume de guiar o próprio carro e temer ficar na cadeia de “90 a 180 anos”, um cálculo que o empreiteiro já compartilhou com interlocutores próximos (“A mamãe disse que meu titio vai ficar ai por 90 a 180 dias e ai poderemos brincar”, diz um trecho da segunda carta recebida por Pessoa).

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Proteção demais ao trabalhador afugenta contratações

Cassio Curvo -É tão óbvio, mas vai explicar isso para quem teima em achar o contrário? Não há argumento com dados e exemplos de outros países que os faça aceitar que proteção demais ao trabalhador afugenta a contratação de mais funcionários, que cria um ciclo virtuoso de novas contratações, como vemos nos países onde isso ocorre.

Por que os trabalhadores fogem dos países com “melhores” leis trabalhistas? Leandro Narloch
DesempregoQuem ataca a regulamentação da terceirização costuma acreditar que as leis trabalhistas garantem direitos, que sem elas os trabalhadores estariam em situação vulnerável e precária. Essas pessoas precisam responder uma pergunta: por que os países com “melhores” leis trabalhistas exportam trabalhadores?

Ora, se as leis que protegem os empregados têm o efeito esperado, veríamos ingleses migrando para a Espanha e Portugal, onde é quase impossível demitir alguém. Operários dos Estados Unidos, onde não há obrigação de aviso prévio, multa por rescisão de contrato nem férias remuneradas, atravessariam desertos a pé para chegar ao México, onde o custo médio de uma demissão é de 74 semanas de trabalho.

Mas o que vemos é o contrário: os trabalhadores fogem dos países com leis que os protegem demais. Há quase 200 mil portugueses e espanhóis trabalhando na Inglaterra, onde é muito fácil contratar e demitir. Cerca de 4 milhões de indonésios (segundo o Banco Mundial, um dos países onde é mais caro demitir) trabalham na Malásia, na Austrália e também em Cingapura, onde sequer há uma lei geral de salário mínimo.

Considere estes dois grupos de países:
1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.
2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana
Quem acredita na mágica das leis trabalhistas diria que elas são mais rígidas nos países do primeiro grupo. Afinal vivem ali os trabalhadores com melhor qualidade de vida no mundo. Na verdade, no grupo 1 estão os sete países que, segundo o Banco Mundial, têm as leis que menos azucrinam os patrões. Já o grupo 2 reúne os sete países que mais protegem os trabalhadores. Na Venezuela, a lei proíbe a demissão de que ganha até um salário mínimo e meio (o que faz funcionários terem medo de serem promovidos, pois os patrões costumam aumentar o salário para então demiti-los).

Por que multidões de imigrantes decidem ir trabalhar nos Estados Unidos e não na Venezuela?

Eu arrisco uma explicação: países com leis trabalhistas muito rígidas são geralmente lugares ruins para se fazer negócio. Lucro é considerado pecado; empresários são tidos como vilões. Pouca gente se aventura a investir ou abrir vagas de trabalho em lugares assim. Já os países onde as leis trabalhistas são mais leves costumam ter mais liberdade para empreender, tradição de respeito à propriedade, facilidade para investir e, por causa disso tudo, mais oportunidades para os pobres.

É a facilidade de fazer negócios, e não um punhado de palavras escritas no papel, que garante direitos aos trabalhadores.

 

Quanto vale Lula? – Carlos Alberto Sardenberg

lulapresalQuanto vale Lula?Carlos Alberto Sardenberg - O Globo
Qual o valor de companhia envolvida na Lava-Jato? Quanto se deve descontar por futuros abatimentos por causa de corrupção?

Imaginem o anúncio: Petrobras vende Lula/boa oportunidade/preço atraente.

Brincadeira, claro, mas tem um pé na realidade. No seu processo de limpeza e recuperação, a Petrobras vai “desinvestir” — ou seja, vai vender partes, de poços de óleo a usinas de gás e postos de gasolina. E entre esses ativos que podem ser liquidados está o poço de Lula, um dos melhores do pré-sal, segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”.

Os campos da Petrobras recebem sempre o nome de peixes e frutos do mar. Daí o Lula — mas todo mundo sabe que foi uma escancarada badalação ao ex-presidente. Na época, a diretoria da Petrobras entendia que Lula, o homem, era o responsável pelo sucesso do pré-sal e pela dominância da estatal na exploração daquela área.

Poucos anos se passaram e, além da corrupção, se verifica que a Petrobras da era PT foi jogada numa trilha de má gestão e desperdício. Espantosa má gestão: não é fácil, por exemplo, gastar R$ 2,7 bilhões em projetos de duas refinarias para se concluir que, desculpa aí, eram inviáveis.

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Que discurso ainda sobra ao PT?

Aumento da inflação, dos juros, da gasolina, da energia, Pronatec com problema pela falta de repasse dos recursos pelo governo, PT Pão x MortadelaFies ainda não está sendo renovado também por falta de recursos, o governo mudou regras de benefícios sociais em desfavor dos trabalhadores, claramente contra tudo o que o partido sempre pregou. Ufa!!!

E agora, qual discurso sobra ao PT? A agenda que sobrou, para ser utilizada pelos sindicatos e os asseclas do partido em suas mobilizações pelo país foi o PL 4330, que trata das terceirizações do trabalho, e ele não tem nada que atrapalhe o governo. Aí, você se depara com um petralha em um comentário e argumenta sobre corrupção. Respondem que são contra a terceirização. Ética? Terceirização. A CUT, braço sindical pelego do governo, ameaça “parar o Brasil” se ela for aprovada, kkkk. Parar o Brasil na base do pão com mortadela vai ser difícil.

Até Lula em uma das últimas reuniões do partido mandou os “cumpanhêros” levantarem a cabeça e disse que “barrar o PL 4330 é uma questão de honra para a classe trabalhadora”.

Acabou o discurso do PT.

 

FHC, Lula e a história – O Estado de S. Paulo

Eliane-CatanhedeEliane Cantanhêde
Manifestações em verde e amarelo, tendo como trilha sonora o Hino Nacional, são sempre emocionantes, mexem com a alma, remetem às Diretas-Já. Mas, depois de 30 anos assistindo ao PT banhando o País com sua estrela, suas bandeiras vermelhas e seu combate à corrupção, há também uma sensação de amargura, de melancolia, quando se veem e ouvem hoje milhares ou milhões de pessoas nas ruas gritando vigorosamente: “Fora PT, fora Lula!”.

É uma pena. O partido teve suas décadas de glórias, subiu a rampa do Planalto, alçou Lula à condição de campeão de popularidade e capotou. Inebriados, o partido e Lula meteram os pés pelas mãos, perderam a compostura, lambuzaram-se nos palácios, nas estatais, nas mamatas e boquinhas. É por essas e outras que, em geral, a alternância no poder é um princípio tão salutar.

De certa forma, e por motivos diferentes, Lula deve agora repetir a trajetória de Fernando Henrique Cardoso. FHC sai do inferno, Lula despenca do paraíso, e as imagens dos dois, que se distanciaram tanto na opinião pública nos 12 anos de PT, começam lentamente a se aproximar.

O tucano brilhou com o Plano Real, elegeu-se duas vezes em 1.º turno e elevou orgulhosamente o patamar do Brasil no cenário internacional, mas foi ferido por sucessivas crises econômicas externas e crises políticas internas e acabou atingido em cheio por um slogan capcioso: “a herança maldita”, uma mentira criada por Lula que ganhou pernas, rodou o País e se cristalizou como verdade. O próprio PSDB escondeu o seu grande legado em três campanhas presidenciais consecutivas.

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As confusões que a administração de esquerda causaram na economia

cristoEntenda no artigo de Celso Ming como o governo colaborou para formar a tempestade perfeita na nossa economia. Em trecho escreve que “em vez de concentrar esforços e recursos para melhorar as condições de vida da sociedade, com melhora da educação, da saúde e dos transportes, o governo das esquerdas optou por propiciar o paraíso para a classe operária com subsídios a compras de bens de consumo, como veículos e aparelhos domésticos.
Alardearam que distribuiriam renda e o que conseguiram foi a estagnação da renda nacional por meio de uma sucessão de pibinhos, que agora desembocam na retração da atividade econômica.”

O que é isso, companheiro?Estadão
Governo das esquerdas que distribuiu renda e o que conseguiu foi a estagnação da renda nacional por meio de uma sucessão de pibinhos, que agora desembocam na retração da atividade econômica

Em artigo publicado no Estadão do dia 10, o ex-guerrilheiro e hoje simplesmente jornalista Fernando Gabeira faz importante advertência à esquerda brasileira, que confundiu tudo quando arrebatou o governo ao longo das administrações Lula e Dilma
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Ele conclui seu texto com uma afirmação síntese: “Não há espaço para uma esquerda monocrática que confunde suas ideias com o interesse nacional, que julga aproximar-se do socialismo, mas avança para o colapso econômico”. É outro jeito de convidar as esquerdas para a autocrítica, feita com tanta relutância quando feita ou, para tantos efeitos, ignorada.

As confusões da administração de esquerda ao longo destes três mandatos são enormes e devastadoras.

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Humaniza Redes, mas não plagia …

Cassio Curvo – O governo federal lançou um programa, o Humaniza Redes, para enfrentar a discriminação e o preconceito nas redes sociais. Como não poderia deixar de ser, deu algo errado. Agora foi na criação da logo, que foi plagiada do portal de imagens Gettyimages. A resposta do governo foi que a logomarca foi desenvolvida pela agência Leo Burnett Tailor Made, responsável pela conta da Secom, e esclarece que não há plágio, pois a imagem é encontrada como royalties free, no banco público Getty Images (conforme o link:http://www.gettyimages.pt/detail/foto/thumbprint-heart-imagem-royalty-free/164848730).

Ok. Mas queria saber se foi cobrado por sua criação.

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