Vamos ter que desenhar?

“O PT tem dificuldade de entender por que existe uma onda de “intolerância” contra o partido que, nas palavras de um dirigente, é “o que mais combateu a corrupção e mais defendeu os pobres na história do Brasil”.” – trecho de reportagem do Estadão sobre uma grande pesquisa encomendada pelo PT, para identificar as causas e possíveis soluções para o antipetismo.

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Contra o “Clube do Amém”, funcionários de estatais se mobilizam para preservar aposentadorias

Fundo-de-pensaoPreocupados obviamente com o aparelhamento dos fundos de pensão que administram o patrimônio responsável por suas aposentadorias complementares, funcionários das estatais começam a se mobilizar contra o aparelhamento do PT nesses fundos. Pelo valor envolvido, a briga será grande, e cabe a cada um dos funcionários lutar pelo que lhe pertence.

Funcionários criam chapas de oposição em estatais para aumentar fiscalização – O Globo

A insatisfação com a ingerência política nos fundos de pensão e os casos frequentes de investimentos malsucedidos levou funcionários das estatais a formar chapas para ocupar cadeiras nos conselhos deliberativos dessas entidades. O objetivo é tentar aumentar o poder de fiscalização sobre os gestores de seus patrimônios bilionários. Esse movimento começou no início deste ano, quando funcionários do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal elegeram conselheiros com posições críticas à direção dos três maiores fundos de pensão do país: Previ, dos empregados do BB; Petros, da Petrobras; e Funcef, da Caixa. Juntos, eles administram um patrimônio de mais de R$ 300 bilhões destinado ao pagamento de futuras aposentadorias complementares de funcionários das estatais que são suas patrocinadoras.

Conselheiros criarão fóruns

Agora, esses conselheiros pretendem criar um fórum de participantes de vários fundos de pensão para trocar informações e experiências sobre como aumentar a fiscalização interna das fundações e promover mudanças nos estatutos para reduzir a influência das patrocinadoras, e, portanto, do governo. As primeiras reuniões deverão acontecer em janeiro de 2015.

Como O GLOBO informou ontem, participantes e funcionários dos fundos de pensão têm feito denúncias a órgãos de ingerência política nessas entidades a Polícia Federal, Ministério Público Federal e Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). O Sindicato dos Empregados de Previdência Privada do Rio de Janeiro (Sindepperj) apelidou a suposta coordenação política de direcionamento de investimentos dos fundos de “Clube do Amém”.

Na maioria dos fundos de pensão, a direção das estatais, influenciada pelo governo ou por partidos da base aliada, indica o mesmo número de conselheiros que os eleitos pelos participantes. No entanto, a patrocinadora exerce o controle de fato com a prerrogativa de indicar o presidente do conselho, que tem voto de desempate. Acontece que, em vários fundos, esse instrumento não era utilizado porque não se mostrava necessário. Conselheiros eleitos por funcionários que fazem parte de sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT, dedicam-se com afinco à eleição de conselheiros nos fundos de pensão. Uma vez no colegiado, passam a acompanhar o voto dos indicados pelas patrocinadoras.

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Marque a alternativa verdadeira

00chargeantiga115Escolha abaixo a declaração que mais representa a realidade brasileira. Uma foi dada pelo advogado Mario de Oliveira Filho, que defende o lobista Fernando baiano, preso por participação no esquema de desvio de dinheiro na Petrobras, e a outra pelo juiz federal Sergio Moro, que com competência e coragem vem segurando a investigação daquilo que aponta ser o maior esquema de corrupção da história.

Mario de Oliveira Filho: “O empresário, porventura, faz uma composição ilícita com algum político e paga alguma coisa. Se ele não fizer isso, e quem desconhece isso desconhece a história do País, não tem obra. Pode pegar uma prefeitura do interior, uma empreiteirinha com quatro funcionários. Se ele não fizer acerto, ele não põe um paralelepípedo no chão”.

Sérgio Moro: “O fechar de olhos, com a aceitação do quadro criminoso, como se o crime fosse algo natural e inevitável, não constitui uma escolha aceitável. O álibi ‘todos nós roubamos’, lembrando o mesmo empregado no contexto da Operação Mãos Limpas italiana pelo então ‘criminoso zero’, Mário Chiesa (‘tutti rubiano cosi’), não é jurídica ou moralmente aceitável e, ademais, sequer é verdadeiro. Por mais que prática criminosa da espécie tenha se espalhado pela falta de resposta institucional adequada, é evidente que não abrange a todos, quer agentes públicos, empresas ou demais indivíduos, e não representa o que pensa a sociedade brasileira”.

 

PCdoB apoia novamente a Coreia do Norte. E aí, imprensa nacional?

A imprensa nacional deu destaque nas manifestações da oposição para uns gatos pingados que se meteram no meio para defender o absurdo da intervenção militar, mas se cala quando um partido político, inclusive com representantes no congresso nacional, que defende a mais sanguinária das ditaduras, com casos inclusive de morte de membros da “corte” local por cães famintos (aqui). E aí, não seria o caso desse mesmo jornalismo perguntar para a senadora Vanessa Grazziotin e a outros membros do partido o que acham desse posicionamento partidário?
Reparem o que o partido postou em sua página no facebook:

PCdoB-Coreia-do-norte

 

Desmoralização do escândalo

crivella-no-ministerio-da-pescaFaz tempo que o PT vem desmoralizando o escândalo. Com esse agora do petrolão, tudo virou serviço de trombadinha, como esse agora do Ministério da Pesca. Crime eleitoral na cara dura, mas, diante do conjunto da obra …

Um mês antes do início da campanha eleitoral, o Ministério da Pesca alterou norma interna e permitiu que carteiras de pescador, antes confeccionadas pela Casa da Moeda, fossem emitidas em papel comum. A medida permitiu que, desde junho, as próprias superintendências da pasta nos Estados, a maioria controlada pelo PRB, confeccionassem os documentos, que dão direito a salário durante os cinco meses do defeso e outros benefícios.

No Acre, a Polícia Federal e o Ministério Público investigam denúncia de que houve um derrame de carteiras no período eleitoral para pessoas que não praticam a atividade pesqueira. No Acre e no Maranhão, o número de carteiras emitidas no período eleitoral supera o dos demais meses. De agosto a outubro, foram confeccionadas 30.177 carteiras no Maranhão, mais que as 22.581 dos sete meses anteriores do ano.

O número de pescadores artesanais registrados no país hoje é de 1.005.888. Dados do Ministério do Trabalho mostram que, de abril a setembro, o número de requerentes do seguro da pesca chegou a 281 mil – foram 198 mil no mesmo período de 2013.

(Informações do jornal O Estado de S. Paulo)

 

Escândalo nos Fundos de pensão das estatais pode ser um desdobramento da Lava Jato

Fundos de pensaoAgora também está sendo desvendado, como desdobramento da operação Lava Jato, o que a muito já se sabia. O abuso do roubo nos fundos de pensão das estatais, fundos criados para gerenciar o patrimônio de contribuições dos seus funcionários com o objetivo de lhes proporcionar uma aposentadoria tranquila. Mas tanto dinheiro assim, R$ 450 Bi, não ficaria de fora do apetite dessa gente.

Lava-Jato levanta suspeita sobre articulação política de fundos de pensãoO Globo
O “clube” de empreiteiras descrito por investigados nos processos decorrentes da Operação Lava-Jato não é a única consequência do aparelhamento político de estatais como a Petrobras. Os fundos de pensão de funcionários de estatais e servidores públicos, que administram juntos um patrimônio de mais de R$ 450 bilhões, são descritos como integrantes do chamado “Clube do Amém”, apelido dado por participantes e funcionários dessas entidades que encaminharam denúncias de má gestão à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão regulador do setor. As denúncias apontam o direcionamento de investimentos dessas entidades fechadas de previdência complementar para negócios suspeitos, em que geralmente dividem com outras fundações do setor público prejuízos milionários.

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Valéria del Cueto: Pluct Plact, catch and go

Copa 141119 013 arco-iris praia mangueira areia verticalPluct, Plact, o ser de outra galáxia, anda muito preocupado. Até mesmo sem saber o que fazer para provar para a cronista ensandecida ainda guardadinha do outro lado do túnel que, sim, está de posse e dominando todos os seus incríveis poderes! Todos, menos o que lhe permite sair de vez do hospício Terra, já que segue sem força propulsora para dar um tóin em direção ao espaço sideral, deixando para trás a atmosfera gravitacional abafada, ressecada e desconexa que o aprisiona.

Ele espera ansioso que a camada de ozônio seja aliviada com muita água o que talvez quem sabe lhe permita romper a atração fatal que o faz testemunha incrédula dos fatos que vem ocorrendo no Patropi. (Aprendeu – e gostou – da designação quando buscava na literatura um sentido qualquer para os acontecimentos que têm sido verificados no último período temporal por aqui designado como mês.) Foi indo, indo… e, pelo visto, ainda irá muito além em direção ao passado, sem obter nenhuma referência segura que o permita justificar essa “balbúrdia estapafúrdia”. É que NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESSE PAÍS… Leia Mais

 

Lula e Dilma, no mínimo prevaricaram, e isso é crime

Dilma_LulaCarlos Ari Sundfeld - Estadão
Cabe ao Tribunal de Contas da União e ao Congresso Nacional a fiscalização externa da administração federal. Se o TCU descobrir irregularidades graves, o Legislativo pode sustar a execução de contratos, evitando, assim, prejuízos para os cofres públicos. No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2010, o Congresso, alertado por seu órgão auxiliar, que é o Tribunal de Contas, incluiu a previsão de que certos contratos da Petrobrás seriam paralisados.

Mas como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a sustação, alegando que a medida seria prejudicial e que providências corretivas estariam em curso, chamou a si uma responsabilidade que em princípio não era sua.

O risco é ficar provado que o veto não tinha fundamento. Em condições normais nem o presidente nem a Casa Civil, à época comandada pela hoje presidente Dilma Rousseff, envolvem-se diretamente com contratos das estatais, que são autônomas. Mas nesse caso os contratos só seguiram em curso depois de uma ação direta da cúpula do Executivo federal.

Permitir ou concorrer para que alguém cause prejuízo ao erário público é improbidade administrativa, punida judicialmente com suspensão dos direitos políticos de até oito anos e multa. Em tese, Lula e Dilma poderão ter problemas se ficar provado que agiram maliciosamente – com dolo – ou de modo imprudente ou negligente – com culpa.

Carlos Ari Sundfeld é professor de Direito Administrativo da FGV Direito – São Paulo

 

Duque, o milionário – IstoÉ

Renato DuqueComo o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, depois de descoberto por Silvinho Pereira e chancelado por José Dirceu, ascendeu da modesta gerência de contratos para o comando de obras faraônicas na estatal e conseguiu acumular riqueza - IstoÉ
Claudio Dantas Sequeira, Josie Jeronimo, Rogério Daflon

A cobertura suntuosa em endereço nobre na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, foi decorada por um badalado escritório de arquitetura. Paredes e tetos receberam revestimentos de altíssimo nível. Cômodos foram preenchidos por móveis assinados e objetos de arte – algumas telas de jovens pintores em ascensão. Quando a reforma terminou, os amigos mais próximos improvisaram um trocadilho elogioso. “Duque, agora você tem o seu palácio!”.
A ostentação incomodou os vizinhos, que tentaram embargar a obra diversas vezes, acusando-o de violar as leis do condomínio e da prefeitura. Renato Duque deu de ombros. “Sou dono do prédio”, disse. E não estava mentindo. O edifício onde mora foi ele mesmo que ergueu. Associou-se a uma desconhecida construtora chamada Fercon, executou a obra e depois cobriu parte do custo com a venda de um dos apartamentos. Outros dois ele doou para as filhas. Sua cobertura duplex vale hoje R$ 4,5 milhões, mas o preço vai subir quando chegar o metrô, que acoplará esse pedaço da Barra à zona sul carioca.

A cobertura duplex de Renato Duque na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, está orçada hoje em R$ 4,5 milhões

A cobertura duplex de Renato Duque na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro,
está orçada hoje em R$ 4,5 milhões

O crescimento patrimonial de Duque se estende à família. O filho comprou recentemente um imóvel ao lado e nem precisou vender o que havia ganho do pai no Canal de Marapendi, a uns seis quilômetros dali. O ex-diretor da Petrobras também não se desfez do apartamento em que morava na Tijuca, bairro de classe média. Adquiriu duas lojas comerciais de alto padrão e construiu uma casa de veraneio em Penedo, cidade turística de colonização finlandesa. Também investiu na compra de dólares e joias. Tudo isso, somado aos R$ 3,2 milhões bloqueados pelo Banco Central em suas contas bancárias indicaria que o patrimônio de Duque hoje superaria facilmente os R$ 15 milhões. Sem contar as somas oriundas de propinas recebidas de contratos da Petrobras que teriam sido depositadas em contas na Suíça. Os delegados da PF ensaiam um raciocínio que encontra respaldo na lógica financeira do crime: se o gerente abaixo de Duque, Pedro Barusco, se comprometeu a devolver R$ 250 milhões, imagina quanto o chefe dele conseguiu acumular. “O Duque não vai poder se calar porque vai ter que explicar a riqueza que ele amealhou”, disse o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato.

Renato de Souza Duque era um homem maduro, na casa dos 48 anos, quando o PT chegou ao governo, em 2003. Natural de Cruzeiro (SP), fez a vida no Rio de Janeiro. Formou-se engenheiro pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e entrou para os quadros da Petrobras em 1978. Foi gerente de plataformas flutuantes, depois superintendente de perfurações na Bacia de Campos, gerente de contratos de perfuração e ainda de recursos humanos da área de exploração e produção. Também gerenciou a divisão de engenharia e tecnologia de poços, retornando em seguida para a gerência de contratos.

Em 2003, já era engenheiro sênior da companhia quando foi descoberto pelo então secretário-geral do PT Silvio Pereira. “Silvinho Land Rover” fora escalado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, para encontrar um funcionário de carreira “inteligente e discreto”, e acima de tudo fiel, capaz de assumir a mais estratégica diretoria da estatal. Duque se enquandrava no perfil. Leia Mais

 

E-mail de 2009 de Paulo Roberto Costa à então ministra Dilma

E-mail de 2009 de Paulo Roberto Costa à então ministra Dilma defende uma “solução política” para manter fluxo de dinheiro para a quadrilha que operava na Petrobras. E a “solução” saiu da caneta de Lula.

Dilma-e-Paulo-Roberto-Costa-PetrobrasPor Reinaldo Azevedo: É, meus caros… As coisas podem se complicar bastante. Reportagem de capa da VEJA, que começa a chegar às bancas, traz um fato intrigante, com potencial de uma  bomba. Para chegar ao centro da questão, é preciso proceder a alguma memória.

As circunstâncias
Paulo Roberto Costa, como ele mesmo deixa claro em seus depoimentos, foi posto na direção de Abastecimento da Petrobras em 2003 para delinquir — ainda que lhe sobrasse um tempinho ou outro para funções regulares. Sua tarefa era mexer os pauzinhos para garantir sobrepreço em contratos, que depois seria convertido pelas empreiteiras em dinheiro e distribuído a uma quadrilha.

Costa, como também confessou, era o homem do PP no esquema — embora a maior parte da propina que passava por sua diretoria, assegurou, fosse mesmo enviada ao PT. Notem: ele nunca disse de si mesmo que era um só um sujeito honesto que foi corrompido pelo sistema. Ele confessou que tinha uma tarefa. Segundo seu depoimento e o do doleiro Alberto Youssef, o petista Renato Duque cumpria a mesma função na Diretoria de Serviços, operando para o PT, e Nestor Cerveró seria o homem no PMDB na diretoria da área Internacional.

O e-mail
Note-se: Costa começou a operar na Petrobras em 2003. E eis que chegamos, então, ao Ano da Graça de 2009. Não é que o diretor de Abastecimento da Petrobras resolve cometer uma ousadia? Atropelando a hierarquia da empresa, decidiu mandar um e-mail à então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também presidente do Conselho da Petrobras. Transcrevo trecho de reportagem da VEJA. Prestem atenção! Leia Mais

 

Marli Gonçalves: Tristeza, tristeza.

marli-goncalvesSinceramente, sei que não é possível. Não é – não pode ser – possível que haja alguém que esteja feliz de verdade com tudo isso o que está acontecendo ao nosso redor. Todo dia, dia todo. Falo do planeta, do mundo, de todos os continentes, mas especialmente de nossa Nação, esse conceito que anda tropicando na corda bamba. Tá tudo junto e misturado. Não há o que comemorar. Não há vitoriosos. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Estamos no mesmo barco, mesmo que não tenhamos nada com isso. O final vai sobrar para a geral, e isso é triste, muito triste

No fundo é preciso já – em si – estar triste para escrever sobre a tristeza. Melancólico e envergonhado, pasmo e preocupado, para citar a vergonha e a melancolia. Nós sempre soubemos que havia muita coisa errada, muita gente esbanjando e esfregando em nossas caras os seus lixos e luxos. Tão luxos que até quem já é rico de carteirinha sabe que trabalhando duro não se alcança muitas vezes nem um só deles durante toda uma vida. Mas abonados proliferam, viram capa de revista, mostram suas mansões, suas banheiras e piscinas, movimentam milhões de negócios sem realmente estar fechando negócios. São vendidos como bambas, gênios, donos do mundo. Leia Mais

 

Curt Nees: PETROLÃO & petrolinhos…

00rs1121ars… nem por isso menos piores. O escândalo da Petrobras, finalmente (parece!) investigado de maneira mais contundente, não deve deixar outros, mesmo de proporções infinitamente menores, de lado, como é o caso, em Santa Catarina, da Operação Ave de Rapina, em Florianópolis; Águas Limpas, em Lages; Caduceu, em Curitibanos; Bola de Neve, com desdobramento em diversas regiões catarinenses; Máfia dos Combustíveis, em Joinville; a fraude do leite no Oeste do Estado, entre outros tantos que se espalham pelo nosso estado, e pelo nosso Brasil varonil.

É nos dada – a todos os cidadãos de bem do Brasil – a grande oportunidade de colocarmos ordem na casa… e eu me dirijo, em especial, aos funcionários públicos, ligados à prefeituras/câmaras, aos governos estaduais/assembleias, e ao governo Federal e no Congresso: Se você tem conhecimento de alguma coisa errada, desvios, acontecendo no órgão em que atua, DENUNCIE, ainda que através do Disque Denúncia. Com certeza quase que absoluta e infelizmente! – penso que nas 5.570 prefeituras brasileiras e respectivas câmaras de vereadores espalhadas no País; nos 26 Estados (e tantas outras assembleias); e no Distrito Federal (além de no Governo Central, também do Congresso) alguma coisa de muito danosa esteja acontecendo, agora, e que refletirá, amanhã, na falta de verbas para a nossa saúde, nossa educação, nosso meio ambiente, nossas estradas, na mobilidade urbana, enfim, no mínimo que merecemos, pelos altos impostos que pagamos.
Com o fim do voto secreto nas câmaras, assembleias e no Congresso, é chegada, é passada a hora dos nossos parlamentares apresentaram pedidos de CPIs, embasadas, e não por ranço político, denúncia por denúncia… e que ajudem nosso País a voltar aos trilhos da moralidade.
Sem contar que isso levaria à novas centenas/milhares de contratações de policiais investigativos, na construção de muitas unidades prisionais, elevando assim o número de empregos no Brasil.
A hora é agora… OU AGORA!!!
 

Capitalizar a Petrobras pra suprir o roubo?

petrobrasUm tempo atrás li uma reportagem da revista Época que informava que a Petrobras estava se desfazendo de parte de seu patrimônio para capitalizar a empresa (aqui). Era o chamado “plano de desinvestimentos”, onde a Petrobras esperava arrecadar US$ 10 bilhões, um valor abaixo do que a PF suspeita que tenha sido desviado com o suborno descoberto na operação Lava Jato.

A empresa desde aquela época já não tinha dinheiro para tocar as obras, como disse Carlos Alberto Sardenberg em seu texto de outro dia, seguindo o modelo administrativo definido por Lula, em que “não se pode recuar, que até no futebol a gente aprende que, quando se está ganhando de 1 x 0 e recua, a gente se ferra”, e a Petrobras passou a tocar obras em todos os cantos, sem planejamento e, como pudemos ver agora, superfaturadas.

Foi obrigada a fazer uma Xepa do seu patrimômio, inclusive para conseguir arcar como o custo ao qual tinha se comprometido ao ser obrigada a ter participação no pré-sal.
Fez, na verdade, uma privatização em fatias, mas do patrimônio longe do país. Reparem uma pequena lista que fiz em uma busca rápida na internet:
No início de agosto, foi vendido 44,5% na empresa boliviana Transierra, que tem como ativo um gasoduto que traz o gás até o Brasil. Quem comprou foi a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), que pagou US$ 106,7 milhões.
Vendeu também o patrimônio no Uruguai, para a Shell, que passou a participar de blocos exploratórios. Vendeu sua participação em blocos no Golfo do México; 50% das ações da Petrobras na África para o BTG Pactual por US$ 1,5 bi, embora avaliação realizada dois anos antes informava que o valor seria de US$ 7 bilhões.
Essas vendas do patrimônio vi em uma busca rápida. Procurando certamente encontrarão muito mais.

 

O medo de perder a aposentadoria faz Bosaipo deixar o TCE. Ou, às favas com o escrúpulo.

bosaipo-e-rivaO STJ, através de uma portaria, tem até o dia 19 de dezembro para julgar uma série de processos, dentre eles um de Humberto Bosaipo, de improbidade administrativa. Como a chance de condenação é quase certa, e se isso acontecer ele perde o cargo de conselheiro do TCE e consequentemente a aposentadoria, ele vai pedi-la antes do julgamento acontecer.

Bosaipo é ex-deputado estadual e está afastado do cargo no TCE por determinação do STJ, por conta dos processos que responde por improbidade administrativa, cometida durante o período em que ocupou a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa ao lado de José Riva.

Gilmar-FabrisCom isso a sua vaga fica para ser disputada entre José Riva – que por possuir condenação transitada em julgado, não poderá; Janete Riva, esposa de José – que por não possuir nível superior não poderá; José Domingos, deputado estadual e ex-prefeito de Sorriso; e por Gilmar Fabris, suplente de deputado estadual que está sendo investigado por duas operações, uma da Polícia Federal e outra da Polícia Civil e Ministério Público Estadual. A Operação Ararath, da PF, que investiga crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro; e a operação “Cartas Marcadas”, que investiga um esquema criminoso envolvendo a emissão e compensação de cartas de crédito expedidas pelo Governo do Estado em 2009 para pagar R$ 480 milhões de indenização por diferenças salariais a cerca de 290 Agentes de Administração Fazendária (AAF) da Secretaria de Fazenda (Sefaz). Está acostumado a receber a polícia em sua casa para o café da manhã.

Todos os aspirantes ao cargo são do PSD e todos, sem exceção, fazem com que pensemos: às favas com o escrúpulo.

 

Carlos Alberto Sardenberg: Ninguem viu?

Carlos-Alberto-Sardenberg1Como é que a Petrobras pode ter cometido tantos erros? Pois, antes de mais nada, é um erro empresarial brutal começar a construir uma refinaria, esta mesmo, a de Pernambuco, calculando que vai custar US$ 4 bilhões, depois gastar US$ 18 bilhões, e a obra ainda não está pronta. Mesmo que tudo tivesse sido feito com a maior honestidade, é evidente que as diretorias da empresa e seu Conselho de Administração fizeram uma péssima gestão. Como é que não perceberam que o negócio estava errado?

Essa mesma pergunta pode ser dirigida a todos os dirigentes honestos que não perceberam o tamanho do desastre e a corrupção que se praticava na empresa. Ou perceberam e não puderam contar aos demais órgãos de controle?

Como ninguém desconfiou dos seguidos aditivos, que adicionavam novos custos às obras e novos prazos? Reparem, não um, mas todos os investimentos relevantes ficavam cada vez mais caros e demoravam mais tempo.

Lembram-se do que disse o ex-diretor Paulo Roberto Costa quando perguntado, no Congresso, sobre o aumento dos custos da Refinaria Abreu e Lima? Que o projeto inicial estava errado, fora feito em cima das pernas. Na ocasião, não falou das propinas que entregaria na delação premiada. Mas ele tinha razão em apontar o improviso como uma das causas do problema. Leia Mais