TRE-RJ amplia horário de atendimento em postos do estado

Por MRNews

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ampliou o horário de atendimento para o período das 9 às 19h, de todos os postos do estado. A medida será garantida a todas as pessoas que procurarem os cartórios até esta quarta-feira (6), prazo final para o eleitor ficar em dia com a Justiça Eleitoral ou retirar o título de eleitor e estar apto a votar nas eleições majoritárias de 4 de outubro. 

Por causa da grande procura pelos serviços eleitorais, quem comparecer nesse período e não conseguir ser atendido será agendado para retornar ao cartório entre os dias 7 e 16 de maio.

Os plantões e horários estendidos de atendimento do TRE-RJ têm como finalidade dar oportunidade para que o maior número possível de pessoas emita a primeira via do título de eleitor, transfira seu local de votação ou regularize a inscrição eleitoral cancelada. 

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Além de ser impedido de votar, quem está com o título cancelado fica sujeito a diversas restrições civis, como a impossibilidade de emitir e renovar o passaporte, tomar posse em cargo público, obter financiamento habitacional e matricular-se em instituição pública de ensino.

Para checar a necessidade de regularizar o documento ou fazer a biometria, o(a) eleitor(a) deve acessar o site do TRE-RJ ou buscar informações pelo WhatsApp e Disque TRE-RJ, ambos pelo número (21) 3436-9000.

O TRE também incentiva a participação dos adolescentes no processo eleitoral. Jovens que já atingiram os 15 anos podem requerer a emissão do título. No entanto, para que estejam aptos a votar no primeiro turno das eleições de 2026, é indispensável que completem 16 anos até a data do pleito, em 4 de outubro.

No momento do atendimento é imprescindível apresentar documento oficial de identidade e comprovante de residência com data de emissão inferior a 90 dias. Pessoas que mudaram de nome devem levar o documento que comprove essa alteração, como a certidão de casamento. Além disso, homens que nasceram no ano de 2007 têm a obrigação de mostrar que estão em dia com o serviço militar.

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Após o fechamento do cadastro eleitoral, em 6 de maio, não serão mais aceitos pedidos de revisão, transferência de domicílio, mudança do local de votação, emissão do primeiro título (alistamento), regularização ou coleta de biometria.

Quem estiver com o título eleitoral regular e apenas deseja quitar multas, emitir certidões ou uma nova via do título eleitoral, pode ter acesso a esses serviços por meio da página de atendimento online do TRE-RJ ou deixar para buscar esses serviços presencialmente após o dia 6 de maio.

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Agência Minas Gerais | Previsão do tempo para Minas Gerais nesta terça-feira, 5 de maio

Um sistema de alta pressão atua em todo o estado de Minas Gerais nesta terça-feira (5/5). O vento de Leste e Sudeste provoca um aporte de umidade na faixa leste do estado deixando o dia com grande variação de nebulosidade podendo ocasionar chuvas fracas e/ou chuvisco, as temperaturas máximas não sobem na faixa leste, no restante do estado permanece o tempo estável com pouca variação nas temperaturas e na nebulosidade.

Clique aqui para conferir a previsão completa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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Agência Minas Gerais | Previsão do tempo para Minas Gerais nesta terça-feira, 5 de maio

Um sistema de alta pressão atua em todo o estado de Minas Gerais nesta terça-feira (5/5). O vento de Leste e Sudeste provoca um aporte de umidade na faixa leste do estado deixando o dia com grande variação de nebulosidade podendo ocasionar chuvas fracas e/ou chuvisco, as temperaturas máximas não sobem na faixa leste, no restante do estado permanece o tempo estável com pouca variação nas temperaturas e na nebulosidade.

Clique aqui para conferir a previsão completa do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

TAP Miles&Go oferece 20% de bônus em transferências da Revolut; vale a pena aproveitar?

Por MRNews

TAP Miles&Go oferece 20% de bônus em transferências da Revolut: vale a pena aproveitar?

Uma nova oportunidade para quem acumula pontos em programas de fidelidade acaba de surgir. O programa TAP Miles&Go lançou uma promoção que oferece 20% de bônus nas transferências de pontos da Revolut, válida até o dia 10 de maio de 2026.

A oferta é simples, direta e pode ser bastante interessante para quem busca aumentar o saldo de milhas com um pequeno ganho adicional.

Como funciona a bonificação

Durante o período promocional, todos os clientes do TAP Miles&Go recebem 20% de milhas extras ao transferirem seus pontos da Revolut (RevPoints).

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Na prática, isso significa que:

  • A conversão segue a proporção 1:1 (sem deságio)
  • A cada 1.000 pontos transferidos, você recebe 1.200 milhas

Outro ponto positivo é que não há exigência de quantidade mínima para transferência, o que dá mais flexibilidade ao usuário.

Crédito rápido das milhas

Um dos grandes diferenciais dessa campanha é a agilidade. Testes realizados indicam que:

  • O crédito das milhas pode acontecer quase de forma imediata
  • O prazo oficial informado é de até 2 dias úteis

Esse fator é importante, principalmente para quem deseja aproveitar emissões rápidas ou promoções relâmpago com milhas.

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Passo a passo para participar

Participar da promoção é bastante simples:

  1. Estar cadastrado no programa TAP Miles&Go
  2. Ter uma conta ativa na Revolut com pontos disponíveis
  3. Realizar a transferência até o dia 10 de maio
  4. Receber automaticamente o bônus de 20%

Não é necessário cadastro prévio na campanha, o que facilita ainda mais o processo.

Limites e regras importantes

Antes de transferir, vale ficar atento a alguns detalhes relevantes:

  • O limite por transação é de 999.999 RevPoints
  • A promoção é válida apenas dentro do período estipulado
  • As milhas recebidas não podem ser revertidas para a Revolut
  • É necessário que ambas as contas (Revolut e TAP) estejam ativas e em bom estado

Essas regras são padrão em promoções desse tipo, mas é sempre importante verificar para evitar surpresas.

Bônus extra ao abrir conta na Revolut

Além da promoção de transferência, a Revolut também está oferecendo um incentivo adicional para novos clientes.

Ao abrir uma conta e gastar R$ 150 com o cartão, é possível ganhar 1.000 pontos. O processo funciona assim:

  • Criar a conta pelo link promocional
  • Realizar gastos com cartão (débito ou crédito)
  • Atingir o valor mínimo em até 60 dias
  • Receber os pontos em até 30 dias

A fintech tem se destacado por oferecer uma conta global com múltiplas funcionalidades, incluindo:

  • Conta multimoeda
  • Câmbio em tempo real
  • Pix e boleto
  • Cartão internacional
  • Liberação gradual de crédito

Vale a pena aproveitar?

A promoção chama atenção principalmente por três fatores:

  • Conversão sem perdas (1:1)
  • Bônus direto e fácil de entender
  • Crédito rápido das milhas

Para quem já acumula pontos na Revolut ou pretende usar o ecossistema da fintech, essa pode ser uma boa oportunidade para turbinar o saldo no TAP Miles&Go.

Por outro lado, como sempre acontece no universo das milhas, o ideal é ter um objetivo claro antes de transferir — como uma emissão planejada ou estratégia de acúmulo.

Conclusão

A parceria entre TAP Miles&Go e Revolut traz uma promoção simples, mas eficiente. O bônus de 20% pode não ser o maior já visto no mercado, mas compensa pela praticidade e pela ausência de deságio.

Se você já utiliza a Revolut ou está pensando em entrar no programa, essa pode ser uma boa janela para aproveitar e maximizar seus pontos.


Tags: TAP Miles&Go, Revolut, milhas aéreas, transferência de pontos, bônus milhas, programas de fidelidade, viagens com milhas, cartões internacionais, promoções de milhas

Polícias Científica e Penal coletam DNA de custodiados para ampliar banco usado em investigações criminais

Ação coordenada pela Sejusp foi realizada na Gameleira II, em Campo Grande, e integrou operação do Codesul voltada à comparação genética de perfis e vestígios de crimes

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul e a Polícia Penal realizaram, na quinta-feira passada (30), cerca de 300 coletas de material biológico na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. A ação foi coordenada pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e integrou a Operação Codesul Perfil Genético, desenvolvida de forma articulada entre Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

As coletas foram feitas em custodiados previamente selecionados conforme as hipóteses previstas em lei. O procedimento é não invasivo e teve como finalidade obter perfis genéticos para inserção no BNPG (Banco Nacional de Perfis Genéticos), após processamento laboratorial, validação técnica e cumprimento dos critérios da RIBPG (Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos).

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O banco permite comparar perfis genéticos de pessoas legalmente cadastradas com vestígios biológicos encontrados em locais de crime ou em vítimas. Esse cruzamento pode indicar vínculos entre crimes diferentes, apontar possível autoria e acrescentar prova técnico-científica a investigações criminais.

Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Penal atuou na triagem, seleção e organização dos custodiados dentro da unidade prisional. A Polícia Científica foi responsável pela coleta, análise laboratorial, validação e gestão técnica dos perfis genéticos por meio do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses).

Para o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Rodrigo Rossi Maiorchini, a operação mostra a importância da integração entre a rotina prisional e o trabalho técnico-pericial.

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“A etapa realizada dentro do estabelecimento penal exige planejamento, controle de fluxo e identificação prévia dos custodiados que se enquadram nos critérios legais. Esse trabalho de organização é o que permite que a Polícia Científica execute a coleta com segurança e dentro dos protocolos necessários”, afirmou.

A diretora do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), perita criminal Josemirtes Prado da Silva, destacou a participação do instituto na operação.

“Cada perfil inserido com qualidade técnica amplia a capacidade de comparação do banco. Isso pode permitir a conexão entre crimes, indicar possíveis autores e abrir novas linhas de investigação em casos que dependem de prova científica”, explicou.

Em Mato Grosso do Sul, a RIBPG registra 5.034 perfis genéticos na área criminal. A maior parte é de condenados: são 4.081 perfis, o equivalente a aproximadamente 40% das 10.178 pessoas condenadas no sistema prisional estadual, conforme o Mapa Prisional da Agepen de dezembro de 2025.

Esse é o universo que operações como a realizada na Gameleira II buscam ampliar. A base estadual também conta com 910 perfis oriundos de vestígios, 39 de identificados criminalmente, três de coletas por decisão judicial e um de resto mortal identificado.

O impacto aparece quando esses perfis são confrontados com vestígios biológicos coletados em locais de crime ou em vítimas. Até novembro de 2025, Mato Grosso do Sul registrava 88 investigações auxiliadas pela rede, 46 coincidências entre vestígios e 13 coincidências entre vestígio e indivíduo cadastrado criminalmente.

No país, o XXIII Relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, com dados consolidados até 28 de novembro de 2025, aponta 272.275 perfis genéticos no Banco Nacional. O documento registra 11.251 coincidências confirmadas e 8.132 investigações auxiliadas.

A ação coordenada pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) contribui para ampliar a base de comparação genética usada no apoio a investigações criminais e à instrução processual, dentro dos limites legais e técnicos definidos para o uso de dados genéticos.

Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS

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Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 8 milhões nesta terça-feira

Por MRNews

As seis dezenas do concurso 3.004 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 8 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

Ilha africana “memória da escravidão” conta com turismo para ter renda

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>>Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp 

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas em todo o país ou pela internet, no site Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

 

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Por MRNews

Ainda no Porto de Dacar, capital do Senegal, na costa ocidental da África, a senegalesa Fama Sylla aborda visitantes que estão na fila para comprar o tíquete que garante uma vaga na balsa que os transporta até a Ilha de Gorée, em um trajeto de menos de meia hora.

“Que tal visitar o meu box de vendas lá? Tenho bijuterias e muitos itens típicos”, convida ela.

A Ilha de Gorée fica a cerca de 3 quilômetros do porto. O lugar é o ponto mais visitado por turistas em todo o Senegal. Gorée tem uma área de 17 hectares, isso equivale a menos de 25 campos de futebol. Desde 1978, é declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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O título é uma das explicações para Gorée ser epicentro do turismo em Senegal. A ilha ostenta uma carga histórica que a permite ser memória viva do período da escravidão de negros africanos.

Saída para as Américas

Pela localização privilegiada “de cara” para o Oceano Atlântico, foi usada por colonizadores europeus ─ portugueses, holandeses, ingleses e franceses ─ como entreposto para o tráfico de escravizados, que eram embarcados compulsoriamente para as Américas. Prática que vigorou dos séculos 15 ao 19.

 

Vista da Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Os africanos que resistiam à travessia transoceânica tinham como fim uma vida de escravizado em locais como Brasil, Estados Unidos, Cuba, Haiti e no Caribe.

Em Gorée fica a Casa dos Escravos, construção de dois andares onde os africanos eram mantidos aprisionados antes de passar pela expressiva “Porta do Não Retorno”. Hoje o local é o centro mais palpitante da ilha e exerce a função de memória da escravidão.

A Agência Brasil já havia estado neste Patrimônio da Humanidade em 2023 e relatou em detalhes a visita à ilha.

Leia aqui: Ilha de Gorée, na África, é memória viva da escravização negra

Atualmente, Gorée tem cerca de 1,7 mil moradores, de acordo com o censo de 2023 da Agência Nacional de Estatística e Demografia (ANSD, na sigla em francês), que equivale ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A vendedora Fama Sylla em frente à sua loja na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Com o turismo, vem a renda

No fim de abril, um mês depois de as Nações Unidas terem declarado a escravidão de africanos como o mais grave crime já cometido contra a humanidade, a Agência Brasil voltou a Gorée e constatou que, para os menos de 2 mil moradores, o fluxo de dezenas de milhares de turistas que visitam a ilha anualmente é a oportunidade de conseguir alguma forma de ocupação e renda.

Já na ilha, Fama Sylla, a senegalesa que abordava visitantes ainda na fila do porto, deixa explícito o porquê do interesse em conseguir clientes.

“O turismo é muito importante aqui porque vivemos disso, vivemos do turismo”, conta.

Ela relata que o ponto de venda ─ muito parecido com as baias comuns em galpões e galerias que vendem artesanato no Brasil ─ é uma tradição da família.

“Temos uma loja que era da minha avó. Isso continua até hoje, passou para minha mãe e para nós, os filhos”, diz.

Bem perto do cais onde desembarcam os visitantes, Chaua Sall vende esculturas de madeira tradicionais do país. Algumas retratam animais emblemáticos do continente africano, como girafa e hipopótamo.

“Quero vender coisas bonitas para as pessoas”, diz ele, que veste um boubou, espécie de túnica tradicional na África Ocidental.

“Aqui você recebe turistas de vários lugares: França, Espanha, Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Itália – pessoas do mundo todo vêm para a Ilha de Gorée”, lista Chaua. Além dele, o filho e o irmão também vivem do turismo em Gorée.

 

Chaua Sall vende peças de artesanato na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Leia mais: Por mais turismo e comércio, Brasil quer voo mais curto para o Senegal

Hospitalidade para atrair turistas

Aminata Fall tem uma estratégia para conquistar a atenção de turistas estrangeiros que circulam pela ilha. “Bom dia”, diz ela em português.

A vendedora aprendeu saudações e expressões em diversos idiomas. Uma forma de puxar assunto com os visitantes de fora do Senegal. No país, os idiomas falados são o francês ─ oficial, legado da colonização europeia ─ e o wolof, de raiz africana, muito falado nas ruas.

A vendedora Aminata Fall trabalha com acessórios típicos na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Ela conta que as únicas atividades econômicas do lugar são a pesca e o turismo. “As mulheres têm lojas, e os homens pescam ou trabalham como guias turísticos. É assim que trabalhamos aqui nessa pequena Ilha de Gorée. Não temos fábricas, nada além de turismo e pesca”, constata.

Ela enfatiza uma das principais características do povo de Gorée. “Somos muito gentis e acolhedores com pessoas do mundo todo que vêm visitar a Casa dos Escravos. E, depois da visita, se tiverem tempo, não as obrigamos a ir ao mercado, mas, se quiserem, podem passar lá para ver o que fazemos”, diz ela.

A característica citada por Aminata é algo que ultrapassa os limites da ilha e se espalha por todo o Senegal. Aliás, a seleção de futebol, que em 16 de junho estreará na sua quarta Copa do Mundo, é conhecida como “Leões de Teranga”.

Teranga é uma palavra do wolof que define a hospitalidade e o carisma dos senegaleses.

Arte tradicional

Um dos tours guiados por Gorée passa sempre no ateliê de Cheikh Sow. Ele utiliza uma técnica que combina cola e uma espécie de serragem em diversas cores para fazer quadros com paisagens e representações típicas africanas.

A demonstração “ao vivo” é uma oportunidade de convencer o turista a levar um exemplar. 

“Eu sou artista e deixei tudo para viver da pintura, para ganhar a vida com quadros, porque meus pais não tinham condições suficientes para nos sustentar”, conta em entrevista à Agência Brasil.

“Por isso, preferi estudar na escola de belas-artes e, assim, consigo ganhar a vida”, diz.

“Também temos mulheres, temos filhos, e, com essas pinturas, até tentamos construir casas para viver melhor. A ilha é realmente calma e tranquila, não há grandes problemas, como a poluição”, completa ele, que trabalha com outras pessoas no ateliê.

“Em relação à escravidão, procuramos deixar isso no passado. O essencial, para nós, jovens da ilha, é tentar todos os dias ganhar a vida da melhor maneira possível, sempre pelo caminho certo. É assim que vivemos hoje”, finaliza.

 

Cheikh Sow, vendedor de quadros na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Passado, mas presente

O guia Mamadou Bailo Diallo é mais um senegalês que vive do turismo. Ele conta que faz de um a dois tours guiados pela ilha diariamente.

Durante a vista na Casa dos Escravos, ele relembra a história do líder sul-africano Nelson Mandela (1918-2013), que passou 27 anos encarcerado durante o regime segregacionista do apartheid.

 

Guia de turismo Mamadou Bailo Diallo, no museu Casa dos Escravos, na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Mandela, conta Bailo Diallo aos visitantes, passou alguns minutos em uma cela usada para punição de escravizados e saiu do cubículo em lágrimas. Lágrimas que eventualmente o guia encontra nos rostos dos visitantes.

“Eu percebo que algumas pessoas brancas choram. A escravidão é vergonhosa para elas. É uma questão de humanidade, não de cor”, diz o guia de turismo à Agência Brasil.

Em Gorée há um marco em homenagem a Mandela, que se tornaria presidente da África do Sul anos após a visita. “Ao fazermos a nossa luz brilhar, oferecemos aos outros a oportunidade de fazer o mesmo”, registra a inscrição no monumento.

 

Homenagem a Nelson Mandela na Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Reflexão e educação

Morador de Dacar, o engenheiro civil Daouda Ndiaye visitou a ilha a qual classifica como de grande importância, não só para o Senegal, mas para todo o continente africano.

“Este lugar representa uma memória viva, um capítulo doloroso da história que é essencial preservar para que nunca seja esquecido”, diz à Agência Brasil.

“Permite-nos homenagear os milhões de pessoas que sofreram e transmitir esta história às gerações futuras, para que possam aprender com ela”, completa.

Para o visitante, a ilha é um espaço de “memória, reflexão e de educação”.

“Visitar este lugar convida a uma profunda consciência das consequências humanas da escravatura e da importância de defender a dignidade humana em todo o mundo”, conclui.

 

Estudantes visitam a Ilha de Gorée – Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Além de memória viva, Gorée é uma sala de aula a céu aberto. Ao longo do dia, excursões com centenas de alunos de escolas do Catar desbravam a ilha, transformado o turismo em educação, como sugere Daouda Ndiaye.

Desses grupos de crianças e adolescentes saem os sons de animação e alegria que atualmente fazem parte da trilha sonora da ilha, substituindo o sofrimento que tomava conta de Gorée séculos atrás.

*O repórter viajou a convite do Ministério da Integração Africana, Negócios Estrangeiros e Senegaleses no Exterior.

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Por amor aos filhos, mãe muda rotina para viver perto da escola – CGNotícias

No mês em que se celebra o Dia das Mães, a história da servidora Carla Aline Candado de Rezende revela até onde uma mãe pode ir para garantir a educação dos filhos. Inspetora da Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco, ela decidiu transformar completamente a rotina da família ao se mudar para a zona rural de Campo Grande, buscando estar mais próxima da escola onde os três filhos estudam, um deles, autista.

A decisão começou a tomar forma em abril do ano passado, quando o filho João Marcelo foi matriculado na unidade. Diante das dificuldades para conciliar deslocamentos e encontrar moradia em outras regiões da cidade, a família passou a considerar a mudança como uma alternativa possível. Após semanas de busca, a transferência se concretizou em junho daquele ano.

O que, a princípio, surgiu como uma solução prática, logo se consolidou como uma escolha consciente. Isso porque o contato prévio com a escola, durante um acampamento, já havia despertado o interesse da família pela proposta pedagógica diferenciada, que inclui atividades como música, horta e interação com animais, além de um ambiente acolhedor. O que começou como necessidade se transformou em convicção. “Vale muito a pena”, resume.

Com a mudança, a rotina da família ganhou um novo sentido. Antes marcada por longos deslocamentos e horários fragmentados, a vida passou a ser mais organizada e tranquila. Morando ao lado da escola, Micaela (4º ano), Carlos (6º ano) e João Marcelo (8º ano) passaram a vivenciar mais de perto o ambiente escolar, com mais estabilidade e integração à comunidade.

“Hoje é uma vida mais calma. A gente consegue acompanhar mais de perto o desenvolvimento deles”, relata Carla.

Com o tempo, a proximidade com a unidade também levou Carla a assumir um novo papel: o de inspetora na própria escola. A dupla função, no entanto, exige equilíbrio. Para garantir justiça no ambiente escolar, ela estabeleceu limites claros dentro de casa.

“Na escola, eu não sou mãe. Eu sou funcionária. Eles sabem que precisam seguir as mesmas regras que os outros alunos”, explica.

Acolhimento

Outro aspecto que marcou a experiência da família foi o acolhimento oferecido pela escola, especialmente no processo de inclusão. João Marcelo encontrou no ambiente escolar não apenas suporte pedagógico, mas também empatia nas relações cotidianas, algo que, para Carla, faz toda a diferença.

“Teve um momento em que os colegas ajudaram ele a amarrar o tênis de um jeito adaptado. Pode parecer simples, mas isso representa muito. Isso ficou no meu coração”, conta.

Essa convivência mais próxima também permitiu à mãe acompanhar de forma mais ativa o desenvolvimento dos filhos, inclusive nas atividades extracurriculares, como o esporte, momentos que ela define como especialmente gratificantes.

Carla valoriza o processo de crescimento e aprendizado construído diariamente. Ao refletir sobre sua trajetória como mãe e servidora pública, ela resume a experiência em uma palavra: superação.

A história reforça o papel da Rede Municipal de Ensino como espaço de transformação social e evidencia como o acesso à educação de qualidade pode impactar diretamente a vida das famílias. Neste mês do Dia das Mães, trajetórias como a de Carla mostram que, por trás de cada escolha, existe um compromisso silencioso e poderoso, com o futuro dos filhos.

#ParaTodosVerem: Imagem da mãe com os filhos na escola.

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Tarifa zero no transporte poderia ser novo Bolsa Família, diz estudo

Por MRNews

A implementação da gratuidade no transporte público nas 27 capitais brasileiras representaria uma injeção de R$ 60,3 bilhões anuais na economia do país e poderia ter um efeito semelhante ao do Bolsa Família.

Essa é a principal conclusão de um estudo divulgado, nesta terça (5), por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Clique aqui e confira a íntegra da pesquisa.

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Intitulada A Tarifa Zero no Transporte Público como Política de Distribuição de Renda, a pesquisa foi coordenada pelo professor Thiago Trindade, do Instituto de Ciência Política da UnB, e defende que essa seria uma ação que poderia ajudar a combater desigualdades raciais.

O estudo foi financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional, e conta com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.  

Liquidez imediata

Essa gratuidade estaria relacionada ao transporte metropolitano de ônibus e trilhos. Os pesquisadores utilizaram dados da Pesquisa Nacional de Mobilidade, de 2024, e de indicadores das operadoras de ônibus e sistemas metroferroviários.

O estudo descontou 24,38% das isenções e gratuidades que já existem hoje – como idosos, estudantes e pessoas com deficiências. Isso representa cerca de R$ 14,7 bilhões, que já circulam na economia. Por isso, segundo os pesquisadores, a injeção real seria de R$ 45,6 bilhões.

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“Estamos falando de uma injeção de liquidez imediata no bolso das famílias brasileiras. Ao converter o gasto compulsório com passagens em renda disponível, o Estado promove um estímulo econômico que volta para a sociedade na forma de consumo e arrecadação de impostos sobre produtos”, explica o professor Thiago Trindade.

Salário indireto

Os pesquisadores defendem que, no atual cenário, a tarifa zero pode ter um papel tão relevante para o Brasil quanto o Programa Bolsa Família teve há duas décadas, já que poderia representar um “salário indireto”.

Isso porque a gratuidade beneficiaria mais as camadas vulneráveis, a população negra e os moradores de periferias.

Segundo o estudo, a gratuidade poderia ser tratada como um direito social, nos moldes do SUS ou da Educação Pública.

“A implementação da tarifa zero em escala nacional reforçaria o protagonismo do Brasil na vanguarda das experiências globais de redução de desigualdades e aprofundamento democrático.” 

Financiamento

As possibilidades para o financiamento de uma política nacional de transporte gratuito poderiam incluir, segundo argumentaram professores da UnB, no ano passado, a substituição do sistema de vale-transporte por um outro tipo de financiamento inicialmente de empresas privadas e públicas que tenham a partir de dez funcionários.

A estimativa do grupo de pesquisa é de que  81,5% dos estabelecimentos estariam isentos da contribuição. “A gente tem como fazer um programa de tarifa zero sem onerar o orçamento da União”, diz Trindade.

Clique aqui e leia mais sobre possibilidade de financiamento.

Ratos a bordo e vírus mortal; o pesadelo e morte vividos em cruzeiro no Atlântico

Por MRNews

Ratos a bordo e vírus mortal: o pesadelo vivido em cruzeiro no Atlântico

Uma situação alarmante em alto-mar trouxe novamente à tona os riscos sanitários em navios de cruzeiro. Passageiros do navio MV Hondius viveram dias de tensão após um surto de hantavírus provocar mortes e deixar outras pessoas em estado grave durante a travessia.

O caso reacende um debate que já havia ganhado força nos últimos anos: até que ponto ambientes fechados como navios podem se tornar perigosos em situações de contaminação.

Surto em alto-mar gera mortes e desespero

A embarcação partiu da Argentina com destino à Europa, levando cerca de 147 pessoas entre passageiros e tripulantes. Durante a travessia, surgiram os primeiros casos de contaminação pelo hantavírus.

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O resultado foi trágico:

  • Três pessoas morreram
  • Outras três ficaram em estado grave
  • Diversos passageiros passaram a ser monitorados

A situação se agravou quando o navio tentou atracar na cidade de Praia, em Cabo Verde, mas foi impedido pelas autoridades locais, temendo a disseminação da doença.

O papel dos ratos no surto

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com:

  • Urina
  • Fezes
  • Saliva de roedores

E é justamente aí que está o ponto mais preocupante: a presença de ratos a bordo.

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Apesar da imagem de luxo e higiene associada aos cruzeiros, a realidade é que roedores podem, sim, infiltrar-se nas embarcações — seja por cargas embarcadas ou até pelas estruturas portuárias.

No caso do MV Hondius, tudo indica que os animais estavam circulando na embarcação, criando um ambiente propício para a contaminação.

Um problema antigo no mar

A relação entre ratos e embarcações não é nova. Historicamente, esses animais sempre estiveram presentes em navios, especialmente em épocas em que as condições sanitárias eram precárias.

Inclusive, surgiu daí um famoso ditado: os ratos são os primeiros a abandonar o navio — comportamento que indicava possíveis problemas estruturais, como infiltrações de água.

Hoje, embora existam mecanismos de controle, como barreiras físicas nas amarras (os chamados “rat guards”), evitar totalmente a entrada desses animais ainda é um grande desafio.

Risco ampliado pelo ambiente fechado

Navios de cruzeiro possuem características que favorecem a propagação de doenças:

  • Ambientes fechados
  • Ar-condicionado central
  • Alta concentração de pessoas

Embora o hantavírus raramente seja transmitido entre humanos, há risco de contaminação indireta pelo ar em locais contaminados, o que aumenta a preocupação em um cenário como esse.

Além disso, os sintomas podem demorar cerca de uma semana para aparecer, o que significa que outras pessoas a bordo ainda podem desenvolver a doença.

Falta de tratamento específico agrava cenário

Outro fator crítico é que não existe um tratamento específico para o hantavírus.

Os cuidados são basicamente de suporte, como:

  • Monitoramento intensivo
  • Suporte respiratório
  • Internação em casos graves

Em um navio, onde a estrutura médica é limitada, isso representa um grande desafio.

Impasse humanitário

A decisão de impedir o desembarque dos passageiros gerou críticas. Embora o objetivo seja evitar a propagação do vírus em terra, a medida também impede que vítimas recebam atendimento médico adequado.

Enquanto isso, o navio permanece isolado, aguardando uma solução — possivelmente com resgate aéreo para os casos mais graves.

Um alerta que relembra outras crises

Situações como essa não são inéditas. Durante a pandemia de COVID-19, navios de cruzeiro ficaram conhecidos como verdadeiros focos de disseminação, com passageiros impedidos de desembarcar em diversos países.

Casos históricos também mostram como doenças podem se espalhar por via marítima. Um exemplo é a chegada da gripe espanhola ao Brasil em 1918, transportada por navios vindos da Europa.

Conclusão

O caso do MV Hondius expõe uma realidade preocupante: mesmo com toda a tecnologia e protocolos atuais, o risco sanitário em alto-mar ainda existe — e pode se transformar rapidamente em uma crise.

Mais do que um episódio isolado, a situação serve como alerta para a importância de vigilância constante, controle sanitário rigoroso e respostas rápidas diante de surtos em ambientes confinados.


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