Agência Minas Gerais | Governo Presente: Estado entrega títulos de regularização fundiária urbana a mais 164 famílias mineiras

Mais do que a entrega de um documento, os 164 títulos de regularização fundiária urbana entregues pelo Governo de Minas durante o programa Governo Presente representam a realização do sonho da moradia regularizada para centenas de famílias mineiras. As entregas ocorreram a partir de 26/3, durante a ação integrada de serviços públicos que tem levado a estrutura do Estado a diferentes municípios mineiros. A iniciativa beneficiou moradores de conjuntos habitacionais da Companhia de Habitação do Estado de Minas Gerais (Cohab Minas), garantindo segurança jurídica, dignidade e cidadania.

O Governo Presente, programa itinerante liderado pelo governador Mateus Simões, tem procurado aproximar o Estado da população, levando serviços e atendimento direto aos cidadãos em diferentes regiões de Minas.

Dirceu Aurélio / Imprensa MG

A  entrega de títulos faz parte da política habitacional do Estado, coordenada pela Cohab Minas, em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), por meio do programa Minas Reurb.

Do total de documentos entregues, 124 são escrituras encaminhadas para registro e 40 cartas de cancelamento registradas digitalmente, concluindo processos que permitem aos moradores obter oficialmente a posse legal de seus imóveis.

Para muitas famílias, a espera de anos pela documentação definitiva finalmente chegou ao fim. A regularização garante segurança jurídica, acesso facilitado ao crédito, valorização do imóvel, direito à transmissão de herança e o pleno exercício do direito à moradia.

Moradora do bairro Novo Horizonte, em União de Minas, a auxiliar de limpeza Cícera Maria da Silva aguardava pela escritura da casa havia quase 20 anos. Mãe de cinco filhos, ela se emocionou ao receber o documento e destacou a importância da conquista para a família.

“Fiquei muito feliz com a entrega. Só de ter a casa própria já é um sonho. Agora posso ampliar a casa e dar mais conforto para minha família”, comemorou a mutuária que recebeu o documento em mãos.

A iniciativa representa mais um avanço do Governo de Minas na ampliação do acesso à documentação definitiva de imóveis urbanos e rurais, promovendo dignidade, inclusão social e segurança jurídica para milhares de famílias.

Balanço estadual

Desde 2019, o Governo de Minas, por meio da Cohab, já ultrapassou a marca de 10 mil títulos de regularização fundiária urbana entregues em mais de 160 municípios mineiros. O trabalho vem transformando a realidade de famílias que aguardavam, há anos, pela documentação definitiva de suas propriedades.

Além de assegurar o direito à moradia regularizada, o processo contribui diretamente para o desenvolvimento urbano dos municípios, fortalecendo a cidadania e promovendo inclusão social.

Governo Presente

O Governo Presente é um programa de transferências provisórias da sede do Governo de Minas para o interior do estado, que irá percorrer 19 cidades até junho. A proposta é valorizar as regiões mineiras, aproximar o governo das demandas locais e fortalecer o diálogo com os municípios do entorno de cada capital provisória.

Com essa iniciativa, o Governo de Minas reforça o papel estratégico dos municípios no avanço das políticas públicas, na descentralização administrativa e no desenvolvimento regional.

As próximas ações do Governo Presente deste mês estão previstas para ocorrer em  Varginha (23 e 24/5) e Sete Lagoas (30 e 31/5).

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Agência Minas Gerais | Governo de Minas participa de premiação em etapa do Jemg no Sul do estado

 

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, participou, nesse sábado (23/5), da cerimônia de encerramento e premiação da etapa microrregional dos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg) em Paraguaçu, no Sul do estado. O evento reuniu estudantes-atletas, professores, técnicos, autoridades e comunidade escolar.

“O Jemg é uma oportunidade muito importante para a inclusão no esporte, afinal, daqui já saíram atletas profissionais e olímpicos. E isso me dá a certeza que precisamos continuar investindo para consolidar o Jemg como a maior competição estudantil do estado e mostrar a força e os impactos desta política pública como instrumento de transformação social”, destacou Mateus Simões.

O Jemg é promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SEE/MG). A execução técnica é de responsabilidade da Federação de Esportes Estudantis de Minas Gerais (Feemg).

Ao longo da semana, cerca de mil estudantes-atletas de 57 escolas participaram das disputas de handebol e vôlei, nas modalidades feminino e masculino, pelos módulos 1 e 2. A competição reuniu representantes de 27 municípios do Sul de Minas e contou com 148 jogos.

“A energia que vemos nas quadras do Jemg confirma como o nosso estado é cheio de talentos. Programas como esse servem para revelar jovens atletas que vão levar o nome de Minas Gerais para o Brasil e para o mundo. Isso é possível porque, em Minas, usamos o esporte como ferramenta de transformação social e inclusão”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, em exercício, Ricardo Alves.

Os campeões das modalidades coletivas e os quatro primeiros colocados do xadrez garantiram vaga para a etapa regional do Jemg.

Entre os destaques da competição está o estudante-atleta Andrey Iago de Freitas Pereira, da Escola Estadual Professora Aracy Miranda, de Varginha, integrante da Seleção Brasileira Sub-17 de handebol.

 

Competição volta a bater recorde

Em 2026, os Jogos Escolares de Minas Gerais voltaram a registrar adesão recorde, com participação dos 853 municípios mineiros, repetindo o marco histórico alcançado em 2025 e garantindo presença de 100% das cidades do estado.

A competição é porta de entrada para torneios nacionais, como os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), Jogos da Juventude e Paralimpíadas Escolares. Para 2026, a projeção de investimento é de cerca de R$ 19 milhões para a execução dos jogos em todas as fases da competição.

 

Esporte e integração no Sul de Minas

Participaram da etapa microrregional os municípios de Alfenas, Boa Esperança, Cambuquira, Campanha, Campo do Meio, Campos Gerais, Carmo da Cachoeira, Carvalhópolis, Coqueiral, Cordislândia, Elói Mendes, Fama, Guapé, Ilicínea, Luminárias, Machado, Monsenhor Paulo, Nepomuceno, Paraguaçu, Poço Fundo, Santana da Vargem, São Bento Abade, São Gonçalo do Sapucaí, Três Corações, Três Pontas, Turvolândia e Varginha.

 

Governo Presente

A agenda desse sábado (23/5) integra a iniciativa Governo Presente, que transferiu simbolicamente a capital do estado para Varginha.

A ação será realizada em 19 cidades até junho e busca fortalecer o diálogo federativo, ampliar a articulação institucional e valorizar as demandas regionais na construção de políticas públicas alinhadas às necessidades de cada território mineiro.

Plataforma Cultural recebe workshop de mosaico com pratos quebrados – CGNotícias

Por MRNews

A arte como ferramenta de aprendizado, criatividade e transformação social. É com essa proposta que começa na nesta terça-feira (26), na Plataforma Cultural, o projeto Ateliê Aberto, iniciativa que irá oferecer atividades artísticas e oficinas voltadas à comunidade, sempre no período das 8h às 12h.

A programação de abertura contará com um workshop de reaproveitamento de pratos quebrados por meio da técnica de mosaico, incentivando a sustentabilidade, o reaproveitamento de materiais e a produção artística manual. Durante a atividade, os participantes irão aprender como transformar peças quebradas em novas composições decorativas, unindo criatividade e consciência ambiental.

O projeto Ateliê Aberto foi idealizado para funcionar como um espaço de convivência, troca de experiências e incentivo à arte acessível, permitindo que participantes desenvolvam habilidades manuais e expressem a criatividade em um ambiente acolhedor e colaborativo.

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Além das oficinas práticas, a proposta também busca aproximar a população de atividades culturais e criativas, fortalecendo o artesanato e a valorização de técnicas artísticas produzidas de forma sustentável.

As atividades acontecem na Plataforma Cultural, sempre das 8h às 12h, com programação aberta ao público interessado em aprender novas técnicas e participar de experiências artísticas coletivas.

João Fonseca estreia com vitória no torneio de Roland Garros

O brasileiro João Fonseca estreou, neste domingo (24) em Paris (França), no torneio de Roland Garros com uma vitória por 3 sets a 0, parciais de 7/6 (6), 6/4 e 6/2, sobre o francês Luka Pavlovic, que veio do qualifying.

“É um prazer jogar pela segunda vez em Roland Garros como profissional. Agradeço a forma como a torcida me ajudou hoje. É incrível como, mesmo diante de um francês, tive muita torcida”, declarou o tenista carioca de 19 anos de idade.

O próximo desafio de João Fonseca, na segunda rodada do Grand Slam disputado no saibro, será diante do croata Dino Prizmic. A expectativa é de que a partida seja disputada na próxima quarta-feira (27).

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Fla vence São Paulo no 1º jogo da final

Por MRNews

O Flamengo saiu na frente na final do Campeonato Brasileiro Feminino sub-20. Neste domingo (24), as Meninas da Gávea venceram o São Paulo por 1 a 0 na Arena Inamar, em Diadema (SP), no primeiro compromisso da decisão. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil.

O duelo de volta será na sexta-feira (29), às 21h (horário de Brasília), no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, também com transmissão da emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O Rubro-Negro tem a vantagem do empate. As Soberanas precisam ganhar por dois ou mais gols de saldo. Caso o Tricolor iguale o placar agregado, a decisão do título será nos pênaltis.

Em um primeiro tempo muito estudado pelas duas equipes, o Flamengo chegou a balançar as redes com a atacante Brendha, já nos acréscimos, mas o que seria o 13º gol da artilheira do Brasileirão sub-20 foi anulado por impedimento da lateral Bruna na origem da jogada.

Apostas do Rio e de Fortaleza levam prêmio da Mega 30 anos

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Na volta do intervalo, o São Paulo até criou as melhores chances do começo da etapa final, mas quem marcou foi o Flamengo. Aos 13 minutos, a lateral Isabela Nunes cobrou falta pela direita e mandou direto para o gol, encobrindo a goleira Elu. Em vantagem, as Meninas da Gávea conseguiram segurar o ímpeto das Soberanas, que pouco ameaçaram a meta defendida por Condorelli.

Apostas do Rio e de Fortaleza levam prêmio da Mega 30 anos

Por MRNews

Ganhadores do Rio de Janeiro e de Fortaleza vão dividir os R$ 336,3 milhões do sorteio especial de 30 anos da Mega-Sena. Cada um dos bilhetes que acertaram os números 03 – 30 – 33 – 35 – 45 – 47 terá o prêmio de R$ 168.170.026,83. 

A Caixa Econômica Federal detalha que a aposta ganhadora da capital do Ceará é um bolão com 100 cotas, registrado na Loteria Aldeota, no bairro de mesmo nome. A aposta em 20 números custou R$ 232 mil aos participantes.

No Rio de Janeiro, a aposta simples (com apenas seis números), no valor de R$ 6, foi feita na Patricius Loteria, no centro da capital fluminense

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Demais prêmios

Para cada um dos 590 jogos que acertaram a quina (cinco números), a segunda faixa de premiação, a quantia em dinheiro é de R$ 13.890,02.

A quadra ou terceira faixa, que premia quem acerta quatro números, vai pagar R$ 311,65 para cada um dos 37.565 ganhadores. 

Confira aqui as lotéricas onde foram registrados ganhadores pela Loterias Caixa.

Retirada dos prêmios

O pagamento de prêmio das loterias federais já pode ser iniciado a partir desta segunda-feira (26), primeiro dia útil após a realização do sorteio.

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Os prêmios com valores brutos de até R$ 2.428,80 (equivalente ao valor líquido de até R$ 1.700,16) podem ser sacados diretamente em qualquer unidade lotérica credenciada ou por meio de transferência em contas de bancos digitais integrados ao sistema de Loterias Caixa.

Os ganhadores devem regatar seus prêmios com valores superiores a R$ 2.428,80 exclusivamente em qualquer agência bancária da Caixa Econômica Federal, mediante apresentação do comprovante de identidade original com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o bilhete impresso original da aposta.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo em dois úteis, a partir de sua apresentação em uma agência do banco.

Assim como nas demais loterias da Caixa, todos os prêmios prescrevem em 90 dias a partir da data do sorteio. Todos os recursos são integralmente repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), conforme a Lei 13.756/2018.

Próxima Mega-Sena

Depois da edição especial Mega-Sena 30 anos, o próximo concurso desta modalidade está programado para as 21 horas de terça-feira (26).

As apostas podem ser feitas em qualquer lotérica do país e on-line até uma hora antes pelo aplicativo Loterias Caixa ou pelo portal Loterias Caixa.

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Plataforma Cultural recebe workshop de mosaico com pratos quebrados – CGNotícias

A arte como ferramenta de aprendizado, criatividade e transformação social. É com essa proposta que começa na nesta terça-feira (26), na Plataforma Cultural, o projeto Ateliê Aberto, iniciativa que irá oferecer atividades artísticas e oficinas voltadas à comunidade, sempre no período das 8h às 12h.

A programação de abertura contará com um workshop de reaproveitamento de pratos quebrados por meio da técnica de mosaico, incentivando a sustentabilidade, o reaproveitamento de materiais e a produção artística manual. Durante a atividade, os participantes irão aprender como transformar peças quebradas em novas composições decorativas, unindo criatividade e consciência ambiental.

O projeto Ateliê Aberto foi idealizado para funcionar como um espaço de convivência, troca de experiências e incentivo à arte acessível, permitindo que participantes desenvolvam habilidades manuais e expressem a criatividade em um ambiente acolhedor e colaborativo.

Além das oficinas práticas, a proposta também busca aproximar a população de atividades culturais e criativas, fortalecendo o artesanato e a valorização de técnicas artísticas produzidas de forma sustentável.

As atividades acontecem na Plataforma Cultural, sempre das 8h às 12h, com programação aberta ao público interessado em aprender novas técnicas e participar de experiências artísticas coletivas.

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Profissionais de saúde vencem desafios para vacinação em área indígena

Por MRNews

Na área atendida pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus, unidade descentralizada do Sistema Único de Saúde (SUS), vivem 11 mil pessoas das etnias Apurinã, Jamamadi, Jaminawa, Kaxarari, Kaxinawá / Huni Kuin, Madiha / Kulina e Manchineri.

São 155 aldeias, com populações que variam de 30 a 300 pessoas, onde idiomas de três troncos linguísticos diferentes dividem espaço com o português, ou dão conta da comunicação por completo.

A depender da aldeia, se está no Acre, Amazonas ou Rondônia, é possível chegar de caminhonete ou barco quando o clima está bom, ou apenas de quadriciclo, botes ou helicópteros quando as condições são desfavoráveis.

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Curso de vacinação em áreas indígenas. Foto:  – Kislane de Araújo Dias/Arquivo Pessoal

Há também as peculiaridades culturais. O atendimento é descentralizado, respeitando crenças e práticas tradicionais de cada etnia.

Evangelista Apurinã, coordenador do DSEI, explica que não dá, por exemplo, para impor um ritmo aos Madijá e Kulina, com os quais é preciso negociar. “E outra coisa: você os segura em um lugar por, no máximo, umas 3, 4 horas. Depois disso, não segura mais”, afirma. 

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Os Jamamadi se organizam politicamente ao redor de 11 clans principais, mas um impera sobre os outros dez. “Então, se você acertar algo com um cacique que não é do clã principal, você pode sair do território achando que está tudo combinado e, quando voltar lá, vai ver que voltou à estaca zero”, alerta Apurinã.

“Se a gente não souber desses detalhes, e de fato entender como é a estrutura de cada povo, a gente vai estar colocando a carroça na frente dos bois, e não vai conseguir fazer o serviço”, conclui o coordenador sobre os desafios de levar uma das principais estratégias de saúde pública – a vacinação – aos territórios indígenas.

Ainda assim, a turma do Zé Gotinha consegue chegar. Como é inviável manter unidades de saúde em todas as aldeias, cada região tem um polo base, de onde os profissionais saem para atender as comunidades, passando até 40 dias trabalhando de forma itinerante.

A localização das aldeias não impõe um desafio só de percurso, mas também de armazenagem: os frascos de vacina precisam ficar constantemente refrigerados, em uma temperatura entre 2º e 8º celsius para manter sua eficácia. Freezers instalados nos barcos, caixas térmicas e bobinas de gelo é que garantem esse padrão.

Quem planeja as atividades no DSEI Alto Rio Purus é a enfermeira Kislane de Araújo Dias, responsável técnica pela área de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis do Dsei. Ela explica que todo trabalho é baseado no censo vacinal, uma grande planilha com os dados de todas as famílias, onde as equipes monitoram quem vai precisar tomar qual vacina a cada incursão.

“É assim que a gente sabe também quantas doses de cada vacina vamos usar em cada aldeia, para transferir só esse quantitativo exato do estoque para a caixa de movimento diário. Geralmente, a equipe escolhe um local central na aldeia, onde as pessoas são atendidas, mas a gente também vai de casa em casa se precisar, e faz busca ativa dos faltosos.”

Todas as questões logísticas e culturais demandam um planejamento minucioso, de acordo com a enfermeira Evelin Plácido, que atuou em territórios indígenas por muitos anos e hoje oferece capacitações em imunização para outros profissionais de saúde, a frente da CapacitaImune.

“Ao contrário do contexto urbano em que as pessoas vão até a imunização, nas áreas indígenas é a vacina que precisa ir até as pessoas. Então, a gente tem que conhecer bem os equipamentos, quantas horas vão durar cada percurso e as rotas precisam ser muito bem estabelecidas antes de ir para o território, para que a gente não exponha a vacina a uma temperatura inadequada, por exemplo.”

No início de maio, Evelin esteve em Rio Branco, capital do Acre, ministrando um curso para profissionais que atendem as populações indígenas do estado, e também outras comunidades de difícil acesso.

Além de repassar com eles as normas técnicas mais atualizadas e as formas corretas de armazenar, aplicar e descartar os frascos de vacina, a enfermeira compilou uma série de informações, que sentia falta quando atuava na ponta.

“Um conteúdo essencial são as informações sobre as bases imunológicas, para eles entenderem como cada vacina interage com o sistema imune, e a parte sobre os efeitos adversos. Até para o profissional conseguir explicar para as pessoas que elas são uma parte normal de um processo que está prevenindo uma coisa muito maior”, diz a enfermeira, que também é Diretora da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Ela complementa: “Fui percebendo que, ao longo do tempo, que não adianta você ser um profissional excelente, ter o melhor equipamento, conhecer tudo das vacinas, entender sobre técnicas de aplicação, se você não souber se comunicar com as pessoas.”

Por isso, os profissionais também aprenderam técnicas para comunicar melhor as informações à população. Kislane, responsável técnica do DSEI Alto Rio Purus, diz que isso é especialmente importante na saúde indígena.

“Eu não posso simplesmente chegar lá e dizer: ‘É isso aqui e você vai ter que aceitar’.  A gente orienta as equipes a fazer uma roda de conversa e explicar para a comunidade que é um imunobiológico que vai conferir proteção contra aquela doença que os povos indígenas estão suscetíveis.”

O curso é oferecido pela farmacêutica MSD, que fornece quatro vacinas ao Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde: HPV, ⁠Hepatite A, ⁠Varicela e Pneumo-23. A gerente-médica de vacinas da empresa, Aline Okuma, explica que esta é a quarta capacitação oferecida para profissionais que atuam na saúde indígena ou em áreas remotas.

“Todo mundo precisa de capacitação, só que nas grandes capitais, a chance dos profissionais receberem isso é muito maior do que em áreas mais remotas. A gente identifica muito que algumas práticas não são harmonizadas e acho que essa é a grande valia desse curso: harmonizar práticas, adaptando para o cenário local”

Povos que vivem em áreas de difícil acesso já estão sendo vacinados – Foto: Kislane de Araújo Dias/Arquivo Pessoal

Até um dos maiores trunfos do Programa Nacional de Imunizações do Sus acaba sendo um desafio para a atualização dos profissionais. O calendário básico de vacinação oferece mais de 20 vacinas e não para de crescer ou de se aperfeiçoar: só nos últimos meses, foram incorporadas as novas vacinas contra a dengue e o vírus sincicial respiratório.

Grupos vulneráveis, como a população indígena, ainda seguem alguns esquemas diferenciados. Todos os anos devem ser vacinados contra a influenza e a covid-19, por exemplo, independente da idade.

Uma experiência recente demonstra a importância disso. Em 2024, em meio à seca recorde registrada na região amazônica, que inviabilizou a navegação até das equipes de saúde, uma das aldeias da região viveu um surto de influenza. Duas crianças morreram.

“Nós mobilizamos o governo federal e o governo estadual e antecipamos em dois meses a vacinação de influenza dentro desse território, com um aparato para levar as vacinas por via aérea, usando canoinhas de madeira pra chegar nas casas, deslocando profissionais de outro polos. Foi um plano de contingência e emergência, porque um agravo desse pode matar uma comunidade inteira”, afirma Kislane.

Povos indígenas que vivem em áreas de difícil acesso, assim como populações ribeirinhas, quilombola e rurais, também já estão sendo vacinados contra a raiva, por causa do risco maior de adquirir a doença após mordida de animais silvestres.

Natália Diniz, que atua no polo da cidade de Boca do Acre, no Amazonas, também participou do curso em Rio Branco. Ela reconhece que é desafiador ter que passar mais de um mês longe de casa, a cada incursão, depois de navegar dias para chegar às comunidades, mas também revela uma satisfação especial:

“No território extramuro, a gente é um convidado. E toda vez que chegamos como convidado na casa de alguém, precisamos pedir permissão, e tem que ter respeito com a rotina dessa casa. Quando a gente faz vacina nos territórios, não é só uma vacina. A gente está dando oportunidade para aquela pessoa ter um futuro com saúde e feliz”

* Equipe viajou a convite da empresa MSD.

Governador participa da abertura da Festa do Divino em Santo Amaro da Imperatriz

Foto: Roberto Zacarias / SecomGOVSC

O governador Jorginho Mello participou na manhã deste domingo, 24, da 172ª Festa do Divino Espírito Santo, em Santo Amaro da Imperatriz. Ao lado da secretária de Governo, Danieli Pinheiro, e da secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, o governador acompanhou a Santa Missa realizada na Igreja Matriz Santo Amaro e prestigiou a programação de uma das mais tradicionais manifestações religiosas e culturais de Santa Catarina.

O governador destacou a importância da fé, da espiritualidade e da preservação das tradições culturais catarinenses. “Eu venho todos os anos porque essa festa faz parte da minha vida, da minha caminhada e da minha fé. Essa é uma celebração que reúne as famílias, fortalece a espiritualidade das pessoas e mantém viva uma tradição muito bonita do povo catarinense. Santa Catarina tem uma ligação muito forte com as manifestações religiosas e culturais herdadas dos nossos colonizadores açorianos, e precisamos preservar isso com carinho e respeito”, afirmou Jorginho Mello.

Após a celebração religiosa, o governador participou de encontro com a Família Imperial e a Corte no Salão Imperial, onde foi promovido almoço festivo. A programação da 172ª edição segue até segunda-feira, 25, com missas, apresentações musicais, cortejos e atividades culturais abertas à comunidade.

Foto: Roberto Zacarias / SecomGOVSC

Tradição e fé

A celebração reúne milhares de fiéis e visitantes e mantém viva uma tradição iniciada no município em 1854, trazida pelos imigrantes açorianos. A Festa do Divino Espírito Santo teve origem em Alenquer, Portugal, no século XIII, por iniciativa da Rainha Santa Isabel. 

Em Santa Catarina, a tradição chegou com os colonizadores açorianos e se consolidou como uma das celebrações mais simbólicas do estado, reunindo religiosidade, cultura, gastronomia e manifestações populares.

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Morte do fisiculturista Gabriel Ganley é investigada como suspeita

Por MRNews

O fisiculturista e influenciador digital Gabriel Ganley, de 22 anos, foi encontrado morto em sua casa, na rua da Mooca, na zona Leste da capital paulista.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o caso ocorrido nesse sábado (23) foi registrado no 42º Departamento de Polícia como morte suspeita.

“A vítima foi localizada caída no chão da cozinha pelo amigo. Não foram encontrados sinais aparentes de violência no local”, disse, em nota, a SSP.

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A Integralmedica, marca de suplementos que o patrocinava, lamentou em nota o ocorrido.  

“Hoje perdemos muito mais do que um atleta talentoso e dedicado, com um futuro brilhante pela frente. Perdemos um influenciador do esporte que inspirava milhares de jovens diariamente com sua energia, disciplina e autenticidade.”