A programação mensal do Cinema Passeio apresenta, durante o mês de julho, uma mostra de filmes franceses, a Mostra Institut Français de Cinema, em parceria com a Embaixada da França e a Aliança Francesa. O primeiro cinema público da cidade, que fica no bairro da Torre, foi criado pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), e tem sessões gratuitas de sexta-feira a domingo.
“É um momento muito importante para a nossa política municipal de cultura, liderada pelo prefeito Leo Bezerra, quando conseguimos estabelecer esse diálogo com a Embaixada da França, com a Aliança Francesa, com o Institut Français de Cinema, no sentido de pactuarmos e permitirmos que o público de João Pessoa possa ter acesso ao melhor da produção contemporânea do cinema francês”, iniciou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.
Ele afirmou que João Pessoa e toda a Paraíba têm um histórico de muita intensidade, presença e influência da cultura francesa, sobretudo, do audiovisual, em seu público e em sua juventude. “Temos um histórico de realizadores de audiovisual com formação francesa muito intensa. E essa mostra, que também celebra o dia 14 de julho – a tomada da Bastilha – tem muita força simbólica para todos nós por renovar essa presença do cinema francês em nossa cultura, por estabelecer esse vínculo com a Embaixada da França. Poder acolher esse projeto e transformá-lo numa experiência concreta na primeira sala de cinema pública de João Pessoa é muito importante para todos nós”, acrescentou.
O Cônsul-Geral da França em Recife, Serge Gas, falou da importância de o Cinema Passeio trazer produções francesas em sua programação. Ele ressaltou que todos ficaram muito emocionados pelo cinema francês ter sido escolhido para integrar a grade do primeiro cinema público de João Pessoa. “Temos muito orgulho desse reconhecimento. A programação foi muito bem selecionada, reunindo uma representação de filmes clássicos e também de obras mais contemporâneas”, pontuou.
Serge Gas também destacou a relevância do cinema para a França. “O cinema é muito importante para nós, porque faz parte da exceção cultural que a França defende no cenário econômico mundial. Então, ficamos muito felizes em ver que João Pessoa segue essa mesma direção, colocando à disposição de todos os públicos, especialmente daqueles que não têm condições de frequentar os cinemas comerciais, a oportunidade de assistir e ter acesso a essa importante expressão artística que é o cinema”, frisou.
David Sève, diretor da Aliança Francesa de João Pessoa, afirmou que a realização desta mostra de cinema francesa no Espaço Cinema Passeio representa um momento de grande importância para a difusão da cultura francófona em João Pessoa. Ele ressaltou que a recente inauguração de uma sala pública de cinema, com acesso gratuito, democratiza o acesso ao cinema e à produção audiovisual de qualidade, além de ampliar as oportunidades de encontro entre diferentes culturas.
“Para a Aliança Francesa de João Pessoa e sua presidenta, Fátima Chianca, essa iniciativa fortalece o diálogo cultural entre o Brasil e a França e reafirma o cinema como um poderoso instrumento de educação, reflexão e aproximação entre os povos. Saudamos a Prefeitura de João Pessoa e a Funjope pela criação do primeiro cinema público da cidade, um equipamento cultural que certamente contribuirá para a formação de novos públicos, o fortalecimento da cidadania e a valorização da diversidade cinematográfica”, completou.
Confira os filmes em cartaz:
Calamidade: uma infância de Martha Jane Cannary – 1863, Estados Unidos da América. Em uma caravana rumo ao oeste em busca de uma vida melhor, o pai de Martha Jane se fere. Agora, ela precisa conduzir a carroça da família e cuidar dos cavalos. A curva de aprendizado é íngreme, mas Martha Jane nunca se sentiu tão livre. E, como é mais prático para cavalgar, ela não hesita em usar calças. Isso é demais para Abraham, o líder da caravana. Acusada de roubo, Martha é forçada a fugir. Vestida de menino, em busca de provas de sua inocência, ela descobre um mundo em formação onde sua personalidade única florescerá.
Cléo das 5 às 7 – Cléo, linda e cantora, aguarda os resultados de um exame médico. Da superstição ao medo, da rua de Rivoli ao Café de Dôme, da vaidade à angústia, da casa dela ao Parque Montsouris, Cléo vive 90 minutos diferentes. Seu amante, um músico, uma amiga e um soldado abrem seus olhos para o mundo. ‘Cléo das 5 à 7’ é um dos filmes emblemáticos da Nouvelle Vague.
Atlantique – Num bairro operário de Dakar, os operários da construção civil de uma torre futurista, sem receber salário há meses, decidem deixar o país por mar em busca de um futuro melhor. Entre eles está Souleiman, o namorado de Ada, que está noivo de outra. Poucos dias após a partida dos homens, um incêndio destrói a festa de casamento da jovem, e febres misteriosas acometem as moças da vizinhança. Ada não faz ideia de que Souleiman retornou.
Maki’la – Makila é uma menina de 19 anos que vive na rua desde os 13 anos de idade. Quando ela chegou, foi recebida pelo homem Mbingazor, um delinquente albino, que a apresentou ao modo de viver, ou melhor, para sobreviver na rua: drogas, prostituição, roubo. Os dois acabam se casando. Tendo se tornado esposa de um chefão, Makila contrata crianças que roubam em troca de proteção e algumas migalhas. Ela para de se prostituir. Makila e Mbingazor são o casal mais respeitado da rua, mas muito rapidamente, seu relacionamento baseado em exploração e violência, começa a incomodar a garota que se sente presa. Ela decide deixar Mbingazor.
As aventuras de Azur e Asmar – Há muito tempo, duas crianças foram cuidadas pela mesma mulher. Azur, loiro de olhos azuis, filho do senhorio, e Asmar, moreno de olhos negros, filho da ama. Criados como irmãos, as crianças são separadas brutalmente. Mas Azur, marcado pela lenda da Fada dos Djins que sua ama lhe contava, não descansará até encontrá-la, além dos mares. Os dois irmãos de leite, já crescidos, partem cada um em busca da Fada. Rivalizando em audácia, eles explorarão terras mágicas, repletas de perigos e maravilhas.
O Ódio – Durante toda a noite, confrontos opuseram os jovens do conjunto habitacional ‘Muguets’ à polícia, porque Abdel, um garoto de 16 anos, foi espancado durante um interrogatório e está à beira da morte. Entre esses garotos cegos pelo ódio, destacam-se três rapazes ‘sem história’: Hubert, Saïd e Vinz. Juntos, eles se preparam para viver o dia mais importante de suas vidas, quando entra em cena o quarto protagonista da história: uma pistola automática reluzindo em seus cromados, a Beretta 9 mm que um policial à paisana teria perdido durante o tumulto.
Hiroshima Meu Amor – Uma atriz francesa faz um filme pacifista no Japão. Ela tem um breve caso com um arquiteto japonês, eles conversam, num quarto de hotel, num bar, durante a noite. Ela fala dela, jovem de Nevers, que um dia, na França ocupada, amou um soldado alemão. Ela fala dela, dolorida, radiante, aterrorizada, apaziguada.
Os Olhos sem Rosto – O famoso cirurgião Dr. Genessier deseja remodelar o rosto de sua filha Christiane, que teve o rosto desfigurado após um acidente de carro. Mas, para ele realizar o processo, terá que arrancar a pele de outras garotas que se parecem com ela.
O Faraó, o Selvagem e a Princesa – Contos, 3 épocas, 3 universos: uma epopeia do antigo Egito, uma lenda medieval de Auvergne, uma fantasia do século XVIII com trajes otomanos e palácios turcos, para ser transportado por sonhos contrastantes, repletos de deuses magníficos, tiranos revoltantes, justiceiros encantadores, amantes astutos, príncipes e princesas seguindo suas próprias vontades – em uma explosão de cores.
Rafiki – Nairóbi. Kena, uma adolescente moleca cujo pai está concorrendo a um cargo político local, conhece Ziki, cujo pai também é candidato. Apesar da rivalidade entre elas, a atração entre as duas garotas é imediata. Suas famílias, profundamente comprometidas com o conservadorismo predominante na sociedade queniana e que proíbe a homossexualidade, condenam veementemente esse amor.
Confira a programação de julho do Cinema Passeio:
Sexta-feira (3)
16h – Calamidade: uma infância de Martha Jane Cannary
Direção: Rémi Chayé/longa-metragem/livre/animação
19h – Cléo das 5 às 7
Direção: Agnès Varda/longa-metragem/12 anos/ficção
Sábado (4)
16h – Cléo das 5 às 7
Direção: Agnès Varda/longa-metragem/12 anos/ficção
19h – Calamidade: uma infância de Martha Jane Cannary
Direção: Rémi Chayé/longa-metragem/livre/animação
Sexta-feira (10)
16h – Atlantique
Direção: Mati Diop/longa-metragem/12 anos/ficção
19h – Maki’la
Direção: Machérie Ekwa Bahango/longa-metragem/16 anos/ficção
Sábado (11)
16h – Maki’la
Direção: Machérie Ekwa Bahango/longa-metragem/16 anos/ficção
19h – Atlantique
Direção: Mati Diop/longa-metragem/12 anos/ficção
Domingo (12)
16h – Atlantique
Direção: Mati Diop/longa-metragem/12 anos/ficção
19h – Maki’la
Direção: Machérie Ekwa Bahango/longa-metragem/16 anos/ficção
Sexta-feira (17)
16h – As aventuras de Azur e Asmar
Direção: Michel Ocelot/longa-metragem/livre/animação
19h – O ódio
Direção: Mathieu Kassovitz/longa-metragem/16 anos/ficção
Sábado (18)
16h – As aventuras de Azur e Asmar
Direção: Michel Ocelot/longa-metragem/livre/animação
19h – O ódio
Direção: Mathieu Kassovitz/longa-metragem/16 anos/ficção
Domingo (19)
16h – O ódio
Direção: Mathieu Kassovitz/longa-metragem/16 anos/ficção
19h – As aventuras de Azur e Asmar
Direção: Michel Ocelot/longa-metragem/livre/animação
Sexta-feira (24)
16h – Hiroshima Meu Amor
Direção: Alain Resnais/longa-metragem/12 anos/ficção
19h – Os olhos sem rosto
Direção: Georges Franju/longa-metragem/14 anos/ficção
Sábado (25)
16h – Hiroshima Meu Amor
Direção: Alain Resnais/longa-metragem/12 anos/ficção
19h – Os olhos sem rosto
Direção: Georges Franju/longa-metragem/14 anos/ficção
Domingo (26)
16h – Hiroshima Meu Amor
Direção: Alain Resnais/longa-metragem/12 anos/ficção
19h – Os olhos sem rosto
Direção: Georges Franju/longa-metragem/14 anos/ficção
Sexta-feira (31)
16h – O Faraó, o Selvagem e a Princesa
Direção: Michel Ocelot/longa-metragem/livre/animação
19h – Rafiki
Direção: Wanuri Kahiu/longa-metragem/14 anos/ficção
Sábado (1º/08)
16h – O Faraó, o Selvagem e a Princesa
Direção: Michel Ocelot/longa-metragem/livre/animação
19h – Rafiki
Direção: Wanuri Kahiu/longa-metragem/14 anos/ficção
Domingo (2/08)
16h – O Faraó, o Selvagem e a Princesa
Direção: Michel Ocelot/longa-metragem/livre/animação
19h – Rafiki
Direção: Wanuri Kahiu/longa-metragem/14 anos/ficção
Serviço:
Local: Espaço Cinema Passeio
Endereço: Avenida Capitão João Freire, 186 – Torre
Ingressos: retirada gratuita 1 hora antes de cada sessão
Atenção: não é permitida a entrada com alimentos e bebidas na sala de exibição

