O Programa Estrada Boa Rural, do Governo de Santa Catarina, avança em todas as regiões do estado e já contabiliza quase 200 projetos encaminhados por mais de 170 municípios, desses, 29 cidades apresentaram dois trechos de pavimentação. O programa prevê investimentos de até R$ 2,5 bilhões até 2027, com a meta de pavimentar aproximadamente 2.500 quilômetros de estradas rurais em Santa Catarina.
Até o momento, as propostas somam mais de 900 quilômetros de pavimentação de estradas rurais, com investimento estimado em aproximadamente R$ 1,5 bilhão, entre recursos do Estado e contrapartidas municipais.
“O programa Estrada Boa Rural nasceu para atender uma demanda histórica dos municípios e melhorar a infraestrutura das comunidades do interior. O programa está avançando rapidamente, com projetos em todas as regiões de Santa Catarina e várias obras já em execução. Isso significa mais segurança, melhores condições de tráfego e apoio direto ao desenvolvimento econômico do estado”, disse o secretário de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando.
Criado para ampliar a infraestrutura no interior catarinense, o programa tem como foco melhorar a mobilidade, garantir mais segurança para quem vive no campo e fortalecer o escoamento da produção agrícola.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Urussanga
Do total de projetos apresentados, aproximadamente 40% já possuem Portaria Conjunta Autorizativa publicada. Desses, diversos municípios já celebraram convênio, receberam os recursos estaduais e iniciaram a execução das obras de pavimentação rural.
Os municípios de Cocal do Sul e Urussanga, Meleiro e Jacinto Machado, na região Sul; Águas Frias, Peritiba e Nova Itaberaba, no Oeste; Iraceminha no Extremo-Oeste; Abdon Batista e Arroio Trinta, no Meio-Oeste; Apiúna e Doutor Pedrinho, no Vale do Itajaí; e Major Vieira, no Planalto Norte; já estão com obras em andamento.
“Nossa iniciativa integra o maior pacote de investimentos em infraestrutura rodoviária da história do estado”, completou o secretário.
O Governo de Minas recebeu, nesta sexta-feira (15/5), o prêmio nacional Selo de Mérito 2026 pelo trabalho de modernização da política habitacional desenvolvido pela Cohab Minas. A premiação foi entregue durante o Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social, realizado em Recife (PE).
O reconhecimento valoriza iniciativas que tornaram os serviços habitacionais mais rápidos, acessíveis e eficientes para a população mineira, com uso de tecnologia, inteligência artificial e novos modelos de gestão pública.
Segundo o presidente da Cohab Minas, José Bonifácio Andrada, o prêmio reforça o compromisso do Estado com uma política habitacional mais moderna e próxima das famílias.
“Esse prêmio reconhece o esforço da equipe técnica da Cohab Minas na construção de uma gestão mais moderna, eficiente e próxima da população. Estamos investindo em inovação para ampliar o acesso à moradia digna, com mais agilidade, transparência e inclusão social”, afirmou.
O programa premiado foi criado para enfrentar desafios históricos da companhia, como a baixa digitalização dos serviços, a lentidão nos processos e as dificuldades relacionadas aos contratos habitacionais.
Entre os principais avanços está a implantação da Cida, assistente virtual da Cohab Minas disponível 24 horas por dia pelo WhatsApp. A companhia também lançou um novo portal digital, mais acessível e intuitivo, ampliando o atendimento aos mutuários e às pessoas com deficiência.
Outra frente importante foi o uso de inteligência artificial para recuperação de crédito e a ampliação da Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (Reurb-S), com um novo modelo de contratação que permite maior alcance das ações em diferentes municípios mineiros.
As ações foram organizadas em quatro áreas principais: digitalização do atendimento, automação de processos, ampliação da regularização fundiária e sustentabilidade financeira.
Os resultados já impactam diretamente a população. O processamento de contratos de financiamento habitacional passou de 30 por mês para até 480 por dia. Já a capacidade de regularização fundiária cresceu de 2 mil para até 100 mil unidades em dois anos. Além disso, mais de 30 mil boletos digitais passaram a ser emitidos mensalmente.
O vice-presidente da Cohab Minas, Bernardino Soares, destacou que a modernização fortalece o papel social da companhia.
“Estamos falando de um serviço essencial, que impacta diretamente a vida das pessoas: a moradia”, ressaltou.
Outro destaque foi a criação do primeiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) estruturado por um estado brasileiro, modelo que aumentou a eficiência financeira sem necessidade de novos aportes de recursos públicos.
Com o prêmio, a Cohab Minas consolida sua atuação como referência nacional em modernização da habitação de interesse social, beneficiando milhares de famílias em todas as regiões do estado.
Nesta sexta-feira (15/5), o Governo de Minas quitou a quinta parcela do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), no valor de R$ 103,89 milhões. A formalização da entrada do Estado de Minas Gerais no Propag ocorreu por meio da assinatura do aditivo contratual, em 31 de dezembro de 2025. Desde o início da adesão ao programa, foram pagos R$ 512,2 milhões à União.
A entrada no Propag implicou não apenas uma mudança estrutural relevante no perfil do endividamento estadual, com a revisão dos encargos financeiros para IPCA acrescido de juros reais de 0% ao ano, como também a observância das condições pactuadas para a utilização desse benefício.
Nesse contexto, o Estado ofereceu ativos em montante suficiente para a amortização de 20% do saldo devedor da dívida com a União.
O saldo devedor confessado, no valor de R$ 179,3 bilhões, apurado na data-base de 1º de dezembro de 2025, foi refinanciado pelo prazo de 360 meses. O Estado assumiu, de forma expressa, o compromisso de efetuar aportes anuais ao Fundo de Equalização Federativa (FEF), no percentual de 1% do saldo devedor, bem como de executar investimentos em áreas estratégicas na mesma proporção.
Importante ressaltar, ainda, que a adesão ao Propag marcou a retomada do pagamento integral das operações de crédito com garantia da União, reforçando o compromisso do Estado com a regularidade fiscal e contratual. Em 2026, até a presente data, foram pagos R$ 1,32 bilhão referentes a essas operações.
Histórico de pagamentos
Entre janeiro de 2019, quando a gestão atual assumiu, e 15 de maio de 2026, o Governo de Minas pagou à União R$ 13,42 bilhões em razão da dívida do Estado. Desse montante, R$ 6 bilhões foram pagos com base nas regras do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que vigorou entre outubro de 2024 e 31 de dezembro do ano passado.
Com a chegada do período de festas juninas, milhares de arraiais, quermesses, apresentações culturais e eventos comunitários movimentam cidades em todas as regiões de Minas Gerais. Para garantir que as festividades ocorram sem transtornos relacionados ao fornecimento de energia, a Cemig orienta organizadores sobre a importância da solicitação antecipada da ligação provisória, modalidade destinada a eventos temporários que demandam energia elétrica para estruturas como barracas, sistemas de iluminação, equipamentos de som, palcos e demais instalações utilizadas durante as comemorações.
De acordo com a supervisora de Relacionamento com Clientes da Cemig, Isabel Aparecida Almeida, o planejamento prévio é fundamental para garantir que o fornecimento seja realizado de forma adequada e compatível com a necessidade de cada evento.
“O pedido antecipado permite que a companhia avalie a demanda elétrica, realize os estudos técnicos necessários e disponibilize a infraestrutura adequada para o funcionamento do evento. Esse planejamento evita imprevistos e contribui para que as festividades ocorram de forma organizada”, explica.
A Cemig destaca que, após a apresentação da solicitação e da documentação necessária, o atendimento pode ser realizado conforme data prevista para ligação . Por isso, a recomendação é que os organizadores façam o pedido com antecedência, principalmente em períodos de maior demanda, quando ocorre aumento no número de eventos em diferentes municípios do estado.
A solicitação da ligação provisória pode ser realizada pelos canais digitais da companhia, o portal Cemig Atende disponível neste site e das agências presenciais localizadas na área de concessão.
Evite ligações clandestinas e gambiarras
A companhia reforça ainda que a utilização de ligações improvisadas ou clandestinas para atender eventos temporários não é recomendada. Além de configurarem irregularidade, essas práticas podem comprometer o funcionamento adequado da rede elétrica e acidentes com a rede elétrica durante a realização do evento.
“Quando o fornecimento é planejado e solicitado corretamente, conseguimos oferecer uma solução adequada para cada necessidade, trazendo mais previsibilidade para os organizadores e maior tranquilidade para quem participa das festividades”, afirma Isabel Aparecida Almeida.
Uma equipe da 1ª Inspetoria da Guarda Municipal do Rio, responsável pelo atendimento aos chamados da Central 1746, prendeu um homem de 39 anos na última sexta-feira (15/5), na Rua do Lavradio, no Centro do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu após o suspeito furtar o celular de um pedestre de 50 anos, na mesma via. Logo após o crime, a vítima acionou as equipes da Central 1746.
O acusado tentou fugir, mas foi detido pelos agentes. O aparelho celular da vítima foi encontrado com ele. O caso foi registrado na 5ª DP, localizada na Rua Gomes Freire, na região central da cidade.
Atos de violência, discriminação ou preconceito de gênero, etnia, cor e demais situações, contra como crianças, idosos, mulheres, deficientes e públicos LGBTQIA+ podem ser denunciados através do Disque Denúncia. O serviço da Prefeitura de João Pessoa, é coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc) e pode ser acionado através dos aplicativos João Pessoa Conectada e João Pessoa Na Palma na Mão, por e-mail ou através do Disque 100.
“Nosso compromisso é garantir que nenhuma violação de direitos passe despercebida. O Disque Denúncia é uma ferramenta fundamental para proteger vidas e assegurar dignidade, e reforçamos que qualquer cidadão pode e deve denunciar, com a garantia de sigilo e acolhimento qualificado”, enfatiza Benicleide Silvestre, secretária de Direitos Humanos e Cidadania de João Pessoa.
Segundo ela, denúncias podem ser feitas pela própria vítima ou por testemunhas, através de uma ligação telefônica gratuita pelo Disque 100 ou pelo site da Prefeitura de João Pessoa, no aplicativo na ‘Na Palma da Mão’.
O serviço, por meio das ligações telefônicas, funciona de segunda a sexta, de 8h às 17h. Já as denúncias feitas pelo e-mail disquedenunciajp@gmail.com, ou pelo chat online são respondidas em até 24 horas.
O serviço garante o sigilo sobre as informações e a identidade do autor da denúncia. Em geral, é solicitado informações ao denunciante sobre o local da ocorrência, características das pessoas ou veículos envolvidos. As informações são colhidas por uma equipe técnica capacitada para fazer a escuta qualificada.
A tramitação do processo pode ser acompanhada por meio do número de protocolo. Após o recebimento da denúncia, o setor de Divisão de Denúncias da Sedhuc encaminha o caso para um dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), responsável por ir até o local averiguar a situação e tomar medidas assistenciais necessárias.
Caso seja preciso intervenções de outros órgãos públicos, a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania encaminha a demanda a um dos parceiros no combate à violação aos direitos humanos e cidadania, a exemplo da Guarda Civil Metropolitana, Ministério Público da Paraíba, Polícia Militar, Polícia Civil, Conselhos Tutelares para tomar as medidas cabíveis.
Nesta sexta-feira (15/5), o Governo de Minas quitou a quinta parcela do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), no valor de R$ 103,89 milhões. A formalização da entrada do Estado de Minas Gerais no Propag ocorreu por meio da assinatura do aditivo contratual, em 31 de dezembro de 2025. Desde o início da adesão ao programa, foram pagos R$ 512,2 milhões à União.
A entrada no Propag implicou não apenas uma mudança estrutural relevante no perfil do endividamento estadual, com a revisão dos encargos financeiros para IPCA acrescido de juros reais de 0% ao ano, como também a observância das condições pactuadas para a utilização desse benefício.
Nesse contexto, o Estado ofereceu ativos em montante suficiente para a amortização de 20% do saldo devedor da dívida com a União.
O saldo devedor confessado, no valor de R$ 179,3 bilhões, apurado na data-base de 1º de dezembro de 2025, foi refinanciado pelo prazo de 360 meses. O Estado assumiu, de forma expressa, o compromisso de efetuar aportes anuais ao Fundo de Equalização Federativa (FEF), no percentual de 1% do saldo devedor, bem como de executar investimentos em áreas estratégicas na mesma proporção.
Importante ressaltar, ainda, que a adesão ao Propag marcou a retomada do pagamento integral das operações de crédito com garantia da União, reforçando o compromisso do Estado com a regularidade fiscal e contratual. Em 2026, até a presente data, foram pagos R$ 1,32 bilhão referentes a essas operações.
Histórico de pagamentos
Entre janeiro de 2019, quando a gestão atual assumiu, e 15 de maio de 2026, o Governo de Minas pagou à União R$ 13,42 bilhões em razão da dívida do Estado. Desse montante, R$ 6 bilhões foram pagos com base nas regras do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que vigorou entre outubro de 2024 e 31 de dezembro do ano passado.
Em funcionamento desde janeiro, a unidade serve 280 refeições por dia – Iago Campos / Prefeitura do Rio
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, visitou neste sábado (16/5) a Cozinha Comunitária Carioca Cantinho do Bem da Saibreira, em Bangu. Em funcionamento desde janeiro, a unidade serve 280 refeições diariamente para pessoas em situação de vulnerabilidade social, previamente cadastradas. De janeiro até maio, a cozinha já distribuiu 15.476 refeições. No acumulado entre 2022 e março de 2026, já são 75 cozinhas e quase 10 milhões de refeições gratuitas destinadas a pessoas em situação de insegurança alimentar.
O prefeito Eduardo Cavaliere não somente conheceu a unidade como fez questão de saborear um prato de feijoada com arroz e farofa. Ele destacou que o sucesso do programa comprova que a Prefeitura está atenta às pessoas que vivem em situação de extrema vulnerabilidade.
– Nessas 75 cozinhas, é atendido quem mais precisa. Cada pessoa que recebe essa refeição foi identificada, foi parte de um diagnóstico. Existe um olhar de atenção priorizando quem mais precisa, onde a fome aperta mais, onde há uma situação de extrema vulnerabilidade – disse.
Lançado em junho de 2022, o programa vem ampliando significativamente sua capacidade de atendimento. O secretário municipal de Trabalho e Renda, Manoel Vieira, destacou o impacto social das Cozinhas Comunitárias no dia a dia da população.
– Essas novas cozinhas estão renovando o ânimo da população carioca, que precisa de alimento, que precisa de garantias de segurança alimentar. As favelas da Zona Oeste e da Zona Norte têm uma demanda por segurança alimentar grande. Quando a gente chega numa cozinha comunitária carioca e vê a fila formada, não é só sobre comida. É sobre dignidade, é sobre cuidado com quem mais precisa. Cada refeição entregue ali carrega um pouco de esperança. Nosso trabalho é garantir que essas pessoas não sejam esquecidas e que tenham, todos os dias, o básico na mesa – disse.
As cozinhas comunitárias funcionam dentro das comunidades. As assistentes sociais realizam o cadastramento e a análise das condições socioeconômicas para identificar se a família está apta a receber o benefício.
Mãe de dois filhos, a dona de casa Luciana Paula da Silva, moradora de Bangu, é uma das contempladas. Ela elogiou a variedade das refeições oferecidas diariamente:
– A comida é ótima, e as pessoas que atendem são muito boas de coração, sempre me recebem com carinho e atenção. É uma refeição maravilhosa. A comida é variada: frango, feijoada, carne moída, e sempre tem uma fruta. É uma boa economia. Ajuda bastante. Uma ajuda muito bem-vinda.
Prefeito anuncia Morar Carioca na Pavuna
O prefeito Eduardo Cavaliere lançou as obras de urbanização e de infraestrutura nas comunidades Nova Conquista, na Pavuna, e na Associação Comunitária Vila Alvorada e Vila Bereti, em Anchieta. O investimento de R$ 14,7 milhões nas duas áreas representa dignidade, segurança e acesso a direitos básicos para 3,1 mil pessoas de 781 domicílios. As ações incluem redes de água e esgoto, drenagem, iluminação pública, pavimentação e contenção de encostas, além de paisagismo, equipamentos de saúde, educação, cultura e lazer. As obras integram o programa Morar Carioca, executado pela Secretaria Municipal de Habitação (SMH).
Desde 2021, a Prefeitura do Rio já investiu um total de R$ 873,653 milhões em obras do Morar Carioca em todas as regiões do Rio, entre os projetos já concluídos, em andamento e com intervenções a iniciar.
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16 de maio de 2026
Marcações: cozinha comunitária Cozinha Comunitária Carioca Cantinho do Bem da Saibreira
A população sorocabana marcou presença na ação solidária que aconteceu neste sábado (16), no Paço Municipal, no Alto da Boa Vista. O encontro contou com a doação de 1 kg de alimento não perecível em troca do álbum de figurinha oficial da Copa do Mundo Fifa 2026.
Foram disponibilizados, em parceria com a iniciativa privada, 500 álbuns que celebram a edição deste ano da copa, competição internacional que movimenta o mundo todo.
Todos os alimentos que foram entregues para a campanha “A Fome Não é Fake”, do Fundo Social de Solidariedade (FSS), serão destinados às famílias em situação de vulnerabilidade social da cidade, por meio das ações do Mercado Solidário.
Cléssia Regina Silva Santos, chegou cedo com os filhos Cauã Henrique, de 6 anos, e Caio Henrique, de 11 anos, para garantir os álbuns. “O mais novo estava ansioso, nem dormiu a noite e acordou com pressa. A felicidade deles é impagável. Agora vamos comprar as figurinhas”, disse.
Obras de reforma, automação e acionamento remoto avançam nas estruturas de Ituporanga, Taió e José Boiteux; novos projetos reforçam a proteção contra inundações em Santa CatarinaFoto: Jonatã Rocha/Secom/GOV/SC
As barragens de contenção de cheias são instrumentos estratégicos para a segurança das populações que vivem em regiões sujeitas a inundações. No Vale do Itajaí, área historicamente afetada por enchentes de grande magnitude, essas estruturas têm papel decisivo na redução dos impactos causados por eventos extremos. Por isso, o Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SDC/SC), está investindo mais de R$ 94,7 milhões na reforma, modernização e automação das barragens que compõem o sistema de contenção de cheias do estado.
Atualmente, Santa Catarina conta com três barragens de contenção de cheias: a Sul, em Ituporanga, a Oeste, em Taió, e a Norte, em José Boiteux, todas localizadas no Alto Vale do Itajaí. As estruturas são responsáveis por reter e controlar o volume de água em períodos de chuvas volumosas, reduzindo, e muitas vezes até evitando, diretamente o risco de inundações nos municípios a jusante. A Barragem Norte protege o Médio e Baixo Vale, tendo Blumenau como ponto de controle para as aberturas e fechamentos das comportas. Já as barragens Sul e Oeste atuam sobre o Alto Vale e têm como pontos de controle os municípios de Rio do Sul, Ituporanga, Taió e Rio do Oeste.
“Essas estruturas estavam praticamente abandonadas, há décadas sem manutenção, e a gente investiu, automatizou e, agora, para enfrentarmos períodos com chuvas mais volumosas, teremos as barragens, finalmente, operando e estamos indo além, tem mais barragem em licitação, a limpeza dos rios segue a todo o vapor e a estrutura da nossa Defesa Civil praticamente dobrou de tamanho. Nós aprendemos com tudo o que sofremos ao longo dos anos, por isso, estamos investindo tanto na prevenção, para proteger nossa população”, disse o governador Jorginho Mello.
“As barragens são estruturas fundamentais para reduzir os impactos das cheias no Vale do Itajaí. O trabalho de recuperação e modernização dessas estruturas é essencial para garantir mais segurança à população e melhorar a resposta em situações de eventos extremos”, afirma o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Cel BM Fabiano de Souza.
O sistema opera de forma diferente das barragens de geração de energia elétrica ou abastecimento público. “Em condições normais, os reservatórios permanecem vazios, de prontidão. Quando há risco de inundação, as comportas são fechadas progressivamente para reter o pico da cheia”, explica Frederico Rudorff, gerente de monitoramento e alerta da SDC/SC. Ao todo, o sistema conta com capacidade de retenção de aproximadamente 535 milhões de metros cúbicos, distribuídos entre as três estruturas, com 14 comportas e estruturas complementares de descarga, incluindo dois canais extravasores e um descarregador de fundo.
As barragens Sul e Oeste passaram em 2017 por um processo de sobrelevação de cerca de dois metros, que ampliou em aproximadamente 20% a capacidade de retenção de ambas. “Isso aumentou significativamente nossa capacidade de gerenciar as cheias no Vale do Itajaí”, destaca Rudorff.
Já em outubro de 2025, a Barragem Sul concluiu sua reforma completa, com recuperação estrutural, substituição das comportas e implantação de sistema de automação com acionamento remoto hidráulico, operado diretamente da sede da Defesa Civil, em Florianópolis. As barragens Oeste e Norte passarão pelo mesmo processo, permitindo que toda a gestão das comportas seja realizada à distância, sem necessidade de deslocamento de equipes aos municípios. Além das reformas nas estruturas existentes, o Estado avança em estudos e projetos para novas barragens em Botuverá, Mirim Doce, Petrolândia, Braço do Trombudo, Pouso Redondo e Agrolândia.
Barragem Sul
A Barragem Sul, localizada em Ituporanga sobre o rio Itajaí do Sul, entrou em operação em 1976 e é uma das respostas construídas pelo Estado às inundações históricas que afetam o Vale do Itajaí. Com 43,5 metros de altura e capacidade de 110 milhões de metros cúbicos, a estrutura conta com cinco comportas e protege diretamente os municípios de Ituporanga, Aurora, Rio do Sul e Lontras.
A barragem foi a primeira do sistema a concluir o processo de reforma e modernização completa. As obras, encerradas em outubro de 2025, totalizaram R$ 23,47 milhões e contemplaram a troca das cinco comportas, recuperação dos equipamentos hidromecânicos e das galerias de concreto, implantação de sistema de automação com acionamento remoto e instalação de atuadores de backup para situações de falta de energia ou falha de equipamentos.
Barragem antes e depois da reforma – Fotos: Jonatã Rocha/Secom/GOV/SC
Barragem Oeste
A Barragem Oeste, em Taió, é a mais antiga das três estruturas do Alto Vale do Itajaí. Em operação desde 1973, a barragem foi construída sobre o rio Itajaí do Oeste e protege os municípios de Taió, Rio do Oeste, Laurentino, Rio do Sul e Lontras. A estrutura tem capacidade de 100 milhões de metros cúbicos, altura de 30 metros e sete comportas. Uma particularidade operacional a diferencia das demais: no período de plantio e colheita de arroz, entre agosto e maio do ano seguinte, o fechamento das comportas deve considerar a proteção das lavouras de arrozeiras a jusante.
Com o processo licitatório em andamento, a reforma completa da Barragem Oeste está prevista para um investimento de R$ 61,32 milhões. As intervenções incluem recuperação estrutural da barragem e do vertedouro, substituição das sete comportas, automação do canal extravasor e implantação de nova unidade hidráulica com sistema de operação remota. Uma ação complementar já foi executada: a substituição e atualização do sistema de drenagem da galeria das comportas da descarga de fundo, no valor de R$ 447,5 mil.
Foto: Leo Munhoz/Secom/GOV/SC
Barragem Norte
A Barragem Norte, localizada em José Boiteux sobre o rio Hercílio, é a mais recente e a de maior capacidade entre as três estruturas do Alto Vale do Itajaí. Em operação desde 1992, a barragem tem capacidade de aproximadamente 325 milhões de metros cúbicos e opera com duas comportas do tipo tulipa e um descarregador de fundo. Seu ponto de controle prioritário a jusante é Blumenau, o que evidencia o alcance estratégico da estrutura para a proteção de todo Médio e Baixo Vale do Itajaí.
Para avançar na recuperação da estrutura, o Governo do Estado assina nesta segunda-feira (18) a ordem de serviço para a reforma completa da barragem. O investimento total é de R$ 9,9 milhões, sendo cerca de R$ 4,6 milhões de recursos estaduais e aproximadamente R$ 5,3 milhões provenientes de convênio com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. A empresa contratada terá 12 meses para executar as obras a partir da assinatura. Para garantir agilidade ao processo, o Estado iniciará os trabalhos com recursos próprios, sem aguardar o repasse federal.
Paralelamente às obras nas barragens, o governo estadual firmou acordo com comunidades indígenas impactadas pela Barragem Norte. Estão em execução a construção de 46 unidades habitacionais distribuídas entre José Boiteux, Vítor Meireles e Itaiópolis, com investimento de R$ 4,29 milhões, além de duas igrejas e duas casas pastorais. Recentemente, foi autorizada a construção de mais 45 moradias destinadas às mesmas comunidades.
Foto: Roberto Zacarias/Secom/GOV/SC
Santa Catarina avança na construção de novas barragens
A estratégia de proteção contra enchentes no Vale do Itajaí não se limita à reforma das estruturas existentes. O Governo do Estado avança na construção de novas barragens de contenção de cheias em Botuverá, Mirim Doce e Petrolândia e conduz estudos para outras três localidades: Braço do Trombudo, Pouso Redondo e Agrolândia. As iniciativas ampliam progressivamente a capacidade de retenção de cheias no estado e reforçam a preparação de Santa Catarina para enfrentar com maior resiliência os eventos climáticos extremos.
Informações adicionais para a imprensa:
ASCOM SDC/SC – Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina E-mail: ascom@defesacivil.sc.gov.br